Terça-feira, 23.08.16

A Mónica veio a Lisboa...

Conheci a Mónica em Itália num encontro do WSI, isto no ano de 2005. Alguém lhe disse que eu era portuguesa e veio falar-me. Fiquei admirada com o seu português quase correto. Nessa altura nasceu a nossa amizade que os e-mails foram alimentando assim como as visitas posteriores a Udine.

A Mónica nasceu na Suíça mas ambos os pais eram emigrantes, a mãe portuguesa de Santiago do Cacém e o pai italiano do Friuli. Tinha então ela 8 anos quando se mudaram para Itália e, apesar da mãe progressivamente ter deixado o português ela conservou-o. Alguns irmãos da mãe emigraram também e assim a Mónica tem primos na França, na Espanha e até no Bali. Por isso se compreende que também fale, além do francês, língua em que nasceu, da italiana em que vive, fale o espanhol dos primos e ainda o inglês que aprendeu em WSI!

A Mónica veio com o marido e a filha Rebeca (16) passar 15 dias em Portugal, e o encontro foi em Lisboa. A tarde foi muito agradável, dos Terraços do Carmo que ainda não existiam quando esteve cá há três anos, pode ver a deslumbrante vista da encosta do Castelo, saborear o Chiado sempre movimentado e que ela ama, como me disse...

A conversa continuou numa esplanada e correu fluida com notícias de quem conheci há 10 anos a da cidade onde também vivi.

Era o segundo dia da sua estadia e ainda com muito para ver ou rever, Litoral Alentejano, Algarve e Évora estão nos projetos e mais dois dias em Lisboa antes de tomarem o vôo para Veneza.

Despedimo-nos com um forte abraço e a promessa de uma visita a Udine na próxima Primavera.

 

 

"Bem-vindos" no dialeto do Friuli

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Domingo, 21.08.16

Tarte de mirtilos

Não, não vou dar uma receita de trate de mirtilos, primeiro porque o meu blog não é de receitas, segundo porque podem encontrar dezenas delas na rede.

 

Se publico a fotografia desta trate de mirtilos é porque foi feita com carinho por uma neta que não é a minha, para uma avó que não sou eu... Mas para uma mãe que é a minha.

 

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publicado por naterradosplatanos às 17:18 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 17.08.16

6 horas de conversa...

Sim, 6 horas de conversa, pesem os 34 anos que nos separam!

O que se conversa em 6 horas, perguntarão? Conversou-se de quase tudo a que a ambas dizia respeito, das memórias, da sua universidade, dos meus filhos e do seu Henrique, das suas viagens profissionais: da experiência de Katmandu, da Índia e da Malásia ou mais perto da Tunísia.

 

A visão de uma professora de Geografia, mais a mais fora dos circuitos turísticos é como se compreende diferente  da de um turista, evidentemente mais rica e profunda.

Para mim foi um privilégio poder com ela falar da vida nesses sítios e sobre tudo a vida das mulheres que neles vivem, mesmo daquelas possuidoras de níveis universitários!

Falou-me ainda de situações inesperadas em que se viu: a admiração que os seu cabelos negros e encaracolados suscitaram na Malásia (onde como país muçulmano, as mulheres andam de cabeça tapada), do receio que sentiu quando uns indianos que lhe pediram para consentir uma fotografia com eles e... de outras situações inesperadas.

Mas mesmo em 6 horas ainda não conversamos tudo e assim teremos que esperar que, eu ida do Areeiro e ela de Coimbra, consigamos finalmente realizar o nosso "périplo" por Lisboa.

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publicado por naterradosplatanos às 20:25 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 13.08.16

E por aí... A cidade - Bilbao (3)

Como disse, Bilbao é uma cidade bonita, muito bonita mesmo e tem um rio ou uma ria como lhe chamam.

Uma cidade com rio é outra coisa pois tem margens e tem pontes e o lado de lá que pode ser visto do lado de cá e isso faz toda a diferença. Em Bilbao o passado não entra em conflito com o presente, os edifícios integram-se e não se dá nota dos mais recentes. O "casco antigo" é lindo, as ruas são apenas "pietonnes" e suficientemente largas par podermos ter perspectiva...

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publicado por naterradosplatanos às 16:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 12.08.16

E por aí... Museu Guggenheim - Bilbao(2)

Chegamos cedo à cidade, 9.30, o que para estes lados, onde tudo só começa a funcionar às 10, algumas coisas mesmo às 11, podemos considerar que foi cedo. Ora, assim sendo fomos compensados com a fila do Museu, que embora já grande era mais pequena do que a do dia anterior.

Segundo consta Bilbao só começou a ter projeção turística quando o Museu Guggenheim abriu portas (1997) , mas eu discordo que seja só ele que faz a cidade atrativa a quem a visita.

Voltando ao museu, que poderão conhecer ou por terem estado in loco ou então virtualmente, é muito bonito, qualquer que seja o ângulo de onde se vê. A arquitetura interior também, tem assim o aspeto de várias naves de catedral... As salas enormes e brancas dispõem-se desfasadas por três andares.

No primeiro e no segundo expõem-se o contemporâneo no terceiro o moderno: Alguns Picassos, Modiglianis...

Voltando ao 2º piso destinado à arte contemporânea ou seja à arte a partir dos meados do séc.XX até aos dias de hoje. Nele se expõem pintura,escultura e ainda composições em que as formas e os materiais, acrescidas do nome de quem as imaginou, lhes concedeu o privilégio de estarem ali.

Placares em várias línguas... leio a parte em inglês, tentam explicar-me filosoficamente a concepção das obras que eu continuo sem entender!

Neste mesmo 2º andar numa exposição de pintura temporária, na grande parede branca que quase lhe pertencia, estava um quadro 2x2, o nome era IBÉRIA - Sim um quadro daquele tamanho pintado de negro, parecendo roto, quiçá desfiado, no canto inferior esquerdo! Olhei as pessoas que o admiravam, muitas, tentei fazer um cálculo por alto, umas 50 talvez, algumas mais ou menos "embasbacadas" (perdoem-me o termo pouco elegante, mas não encontro outro) não sei se por sentirem o "peso" da obra! Outras olhando e passando, talvez a pensar como eu: "o Rei vai nu"! Logo ao lado este outro, título(?) a placa que o acompanhava dizia: "sem nome". Ora se nem o autor lhe consegui dar um nome, como havia eu de o compreender? Passei em frente sem saber o que pensar ou melhor, a interrogar-me sobre quem e como se decide o valor destas obras!

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IBERIA

Rothko,Mark (web)

 

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Sem nome

Motherwell, Robert (web)

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Quinta-feira, 11.08.16

E por aí... Bilbao (1)

Todos os anos passávamos ao lado de Bilbao, na ida e na vinda da Europa, era o tempo da ETA, das bombas no interior da cidade, por isso nunca nos decidimos por uma visita! Agora passados mais de 20 anos e em busca do fresco do golfo da Biscaia, rumamos a norte.

 

Logo que se entra no país Basco (Vasco em língua basca), não se duvida do fervor das gentes ao "país" que quer ser independente.

 

O basco é uma língua sem origens! O esforço da Academia Literária Basca, Euskaltzaindia, ao longo de décadas nunca conseguiu descobrir a sua verdadeira origem e apenas dizem que é uma língua primitiva. No entanto ela vem sempre em primeiro lugar, quer seja nas tabuletas das ruas, quer nos anúncios, quer nos avisos... em suma em tudo o que está escrito. Chegam mesmo a mudar o nome das localidades, numa de afirmação política, como ultimamente foi o caso da cidade de Sopelana (onde o nosso parque se situava) que por votação nas Juntas Generales de Bizkaia o mudaram-no para Sopela. Nos mapas continua o primeiro, nos placares das estradas anda a ser mudado o que ao chegar nos suscitou dúvidas sobre o caminho certo. Realmente tinha um som muito castelhano, porém também não me parece que tenha qualquer parecença com o basco já nas palavras os kk, os rr, os tx e os xx são dominantes: euskadi, getxo,etxebarri...

Em Bilbao vêem-se muitas vezes panos nas janelas com mensagens apenas em basco como este que diz: "bem vindos/ refugiados (obviamente o Google também traduz o basco) e que aqui se reproduz, mas não ouvi falar basco a ninguém!

 

 

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Neste primeiro, dia depois do indispensável "sightseeing" estava planeada uma visita ao Guggenheim, mas qual quê, a fila era aí para umas duas horas e por isso desistimos.

Não nos lembrou de comprar a entrada on-line e como não tínhamos possibilidade de o imprimir aqui, deixamos para ver o que aconteceria no dia seguinte...

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publicado por naterradosplatanos às 15:53 | link do post | comentar
Segunda-feira, 08.08.16

É por aí... Até Bilbao em duas etapas

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"Reformados e sem pressas" assim mesmo e por isso fizemos 500 e poucos quilómetros em duas etapas: a 1ª acabou em Burgos e a 2ª num parque em frente ao mar, relvado, com boas instalações e serviços, mas Wi-Fi deficiente e por isso não sei se conseguirei publicar este post. Chegados cedo conseguimos lugar o que não aconteceria se chegássemos ao fim da tarde. Passamos por lugares que recordamos ter passado com os filhos. Lembram-se dos nome Rubena e Vilafria, onde tivemos um furo na caravana, no nosso 2º ano de férias na Europa?

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Domingo, 31.07.16

Ida ao Museu...

Há 5 anos, pelo Natal, e há menos de um mês que não entrava num museu! Há 5 anos foi no MOMA, num dia de Dezembro em que a neve caía copiosamente sobre NYC, há um mês a trás foi em Berlin como na altura contei.

Na realidade durante anos fomos a muitos, era importante que os filhos se habituassem mas, depois de ficarmos independentes dessas obrigações só muito muito excepcionalmente vamos, como foi no caso do MOMA e depois com a Raquel.

Hoje foi também uma dessas excepções e de lá saímos com a certeza de que valeu a pena e que vamos rever essa nossa atitude.

Estou a falar do Museu de Arte Antiga na Rua das Janelas Verdes em Lisboa, um museu à altura de um qualquer grande museu da Europa!

O que lá nos levou não foi uma visita generalizada mas sim a possibilidade de admirar a "Adoração dos Reis Magos" de Domingos Sequeira recentemente adquirido pelo público, como é de todos sabido, e a exposição temporária sob o nome "O Museu Que Não Se Vê". Nesta estão obras de arte da  reserva do museu e que nunca dela tinham saído até agora!

A organização é cuidadíssima, com uma informação excelente, em português e inglês onde além do nome da peça, do autor, do período a que diz respeito, em alguns casos as oficinas que os produziu, incluindo ainda a proveniência anterior à sua chegada ao museu.

Constata-se com agrado que a maior parte delas foram doadas...

 

 A última vez que lá fui, há muitos, muitos anos as salas eram escuras, muito cheias, onde as obras de arte não sobressaíam... hoje não, o interior é moderno, muito iluminado, de paredes brancas ou escuras mas de onde sempre parecem saltar as obras de arte...

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As duas obras de Domingos Sequeira: os filhos e a Adoração dos Reis Magos.

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publicado por naterradosplatanos às 17:59 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quinta-feira, 28.07.16

Esqueci-me...

Esqueci-me de dizer que uma das coisas deliciosas que comi na Irlanda foi o

"brown soda bread".

Parece um vulgar pão de sementes mas de sabor é bem diferente.

 

 

Fotografia da internet

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publicado por naterradosplatanos às 19:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 25.07.16

Já no Areeiro...

O Areeiro esperava-nos com 39º!

publicado por naterradosplatanos às 20:54 | link do post | comentar | ver comentários (5)

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