Terça-feira, 21.11.17

Ouro sobre azul

O Anticiclone a oeste teima em não deixar avançar os sistemas frontais e o solo continua sequioso... Porém essas circunstâncias proporcionam imagens lindas como esta:

 

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Domingo, 19.11.17

Case Study: djuntamo*, sabura*

O bairro ocupa um morro, um privilégio diz o guia Paulo: na passagem  de ano temos a melhor vista do fogo de artifício, desde o lado de Sintra e num ângulo de mais de 180º!

Realmente de um certo ponto, a vista é linda. Duas ruas sobem íngremes e delas um dédalo de ruas estreitas: não há praticamente gente nas ruas, essa gente que está ausente levantou-se ainda era escuro e escuro regressará a casa... A cor da pele e a origem mantém a comunidade coesa e é aqui que o crioulo djuntamo  tem todo o sentido.

Nota-se que as habitações cresceram conforme as necessidades: porque a família cresceu ou porque houve/há que abrigar amigos que vão chegando das terras lá de longe. Os rés-do-chãos abrigam, pequenas mercearias; o cabeleireiro e a cabeleireira peritos nos intrincados desenhos de cabelos; o alfaiate que costura capulanas para homens e mulheres nas cores coloridas  das suas terras... na esquina acima, a vendedora da fruta e legumes, mais além a vendedora do peixe há mais de 20 anos; numa porta mais acima uma ama contratada pela comunidade brinca, num pequeno terraço, com quatro pequeninos de 3ª ou 4ª geração, cujas mães os deixaram aí bem cedo... O nosso guia, leva-nos então ao ponto aglutinador do bairro, o Moinho da Juventude , associação a que os moradores deram corpo e que presta serviços à comunidade: ocupação de tempos livres das crianças, entretenimento para os velhos, cuidados para quem precisa; numa  sala com Wi-Fi, ensina-se quem quiser aprender a usar o mundo virtual...

Perguntado sobre de onde vem o dinheiro para tudo isto, respondeu-nos que há várias  ONGs que com eles trabalham, que há estudiosos sociais que por lá passam...que já “deram” mesmo o seu bairro para cenários de filmes e que tudo isso gera receitas.

Estudiosos sociais passam por aqui, há umas semanas tiveram um grupo de japoneses e segundo o Paulo, que fala inglês, vem gente de muitos outros lugares que querem estudar esta comunidade sui generis, considerada um case study.

 

Todas as actividades culturais fazem parte do  Projeto Sabura  que não abdicando da sua negritude quer ajudar a integração no meio dos brancos...

 

 

*djuntamo - ajuda mútua

 

*sabura - estado de alma (positivo)

 

 

A 3ª ou 4ª geração

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O nosso guia conversando com o Alfaiate

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publicado por naterradosplatanos às 16:42 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 15.11.17

... e tudo se transforma

A maior parte de nós lembra-se de ter estudado as Leis de Lavoisier e ninguém esquece a formulação popular da Lei das Massas, “na Natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.

 

Pois bem, é o que está a acontecer com aquelas cabines telefónicas do antigamente, cujo “design” herdamos dos ingleses. É verdade que, quando hoje a grande maioria da população tem um telemóvel elas se tornaram redundantes... e agora já raramente fazem parte do cenário urbano!

Porém, a “lei de Lavoisier”, embora fora do contexto químico aplicou-se-lhe e assim uma antiga cabine telefónica virou (desculpas pelo termo brasileiro) uma micro biblioteca - a Cabine de Leitura da Praça de Londres.

 

Sim, ela funciona no horário afixado que vai mudando de acordo com a disponibilidade dos voluntários que a mantém a funcionar.

 

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publicado por naterradosplatanos às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 12.11.17

Passear por Lisboa...

... leva-nos ás vezes a tropeçar em coisa bizarras!

 

Desta vez deparei-me, no Saldanha, com estes dois marcos de correio travestidos, não sei se definitivamente ou não.

 

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Sábado, 11.11.17

Estavam lá...

Estavam há mais de três décadas na parede do quarto da Patrícia. Fizeram os seus encantos pelos seus 10, 11 anos... eram capas de cadernos que tínhamos comprado em França quando das nossas férias por esses lados.

 

Nessa altura os desenhos de Sarah Kay estavam por tudo o que era destinado às meninas, tal como agora, no tempo da Dianinha, acontece com a Violeta.

 

Acabados os cadernos mandei encaixilhá-los e durante todo este tempo lá estiveram, agora redescobertos vão para a parede do quarto dela.

 

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Terça-feira, 07.11.17

Esta menina...

 

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Devia ter uns 5 ou 6 anos, cresceu... um dia já adolescente chegou á minha aula... Hoje faz 38 anos, é professora universitária e investigadora.

Passaram muitos anos desde que foi minha aluna mas a ligação que ficou é hoje de uma profunda e mútua amizade.

 

Para ti Fátima, apenas, os meus desejos de saúde, todos sabemos como ela é importante para tudo o resto das nossas vidas... o demais virá naturalmente por acréscimo, já que tens todas as qualidades para isso.

Beijinhos

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Domingo, 05.11.17

Jardins “secretos”

Escrevi entre aspas porque para a maioria dos lisboetas será desconhecido. Quantos deles conhecerão o Jardim Alfredo Keill? Provavelmente com este nome poucos mas, se falarmos no Jardim da Praça da Alegria então será conhecido por mais.

 

Descendo pelo lado direito da Avenida deparamo-nos com a placa que a anuncia e  porque não tinha nada de especial a fazer resolvi entrar na pequena praça que pouco mais é do que o jardim.

 

O jardim é um dos jardins românticos plantados nos finais do século XIX: lago com repuxo, estátua (Alfredo Keil), árvores exóticas, grade a envolvê-lo...

Não está bem tratado... estranhamente só em Setembro deste mesmo ano de 2017 as suas nove árvores tropicais foram consideradas de interesse público!!

 

Talvez agora olhem para elas mais que não seja pelo seu enorme porte e grande beleza.

 

A árvore florida em cor de rosa é originária do Brasil (Ceiba speciosa) e floresce precisamente no Outono (Primavera no hemisfério sul).

 

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publicado por naterradosplatanos às 20:29 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 02.11.17

Começou a chover...

... e eu cumpri a promessa de ir lá fora apanhar a primeira chuva desde há muitos meses!

 

Por muito que se regue não há rega como a que vem do céu, porque quer gota a gota ou com mangueira só se humedece junto ao pé e nas árvores as raízes vão muito além.

 

Daqui a uns dias estará tudo muito mais exuberante...

 

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Domingo, 29.10.17

Rubis...

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Foram colhidos no Areeiro...

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publicado por naterradosplatanos às 13:18 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 27.10.17

Algarvian coffee

A primeira vez que bebi e possivelmente tomei conhecimento do Irish Coffee foi por volta de Maio ou Junho de 1974 num Pub em Redcar, cidadezinha na costa do North Yorkshire. Ainda me lembro do nome do pub - Red Lion - que ficava exatamente na marginal... depois bebi mais algumas vezes...

 

Hoje sentada numa esplanada e enquanto esperava, entretive-me a ler as diversas ofertas: gelados italianos, crepes e panquecas, pizzas e um sem número de sugestões mais.

 

A certa altura dou com este letreiro:

 

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 Obviamente devia ser algo parecido ao Irish coffee, e era, a menina que me serviu quando perguntada disse-me: o algarvian coffee é como o Irish coffee, a única diferença é que em vez de uísque leva amarguinha!

Fiquei esclarecida e acho que se não fosse tão cedo teria provado!

 

Nota: pensei que “algarvian” fosse um “inglesamento” da palavra algarvio, mas não, existe mesmo no dicionário.

publicado por naterradosplatanos às 22:18 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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