Quarta-feira, 16.05.12

No Areeiro.. senti saudades

Hoje recebi um email com um site, abri-o e o que senti foi a pena de no momento não estar em frente de uma turma, de ser de novo professora de Geografia!

 

Como teria sido muito melhor professora se tivesse na altura (já lá vão oito anos), tudo isto ao meu dispor! Então, ainda os computadores nem os quadros interativos tinham passado as portas das salas de aula…

O meu belíssimo quadro (verde escuro) só admitia o velho giz mesmo que existisse nas cores do arco-íris e elas fossem profusamente usadas. Sim, havia ainda na minha sala (o que era um privilégio) um velho retroprojetor que dada a experiência fazia dele quase as vezes de um PowerPoint!

 

Realmente às vezes sinto saudades apesar das minhas colegas e amigas me dizerem que agora… agora já não é como no meu tempo!

 

 

Seismic Monitor Online

Saiba, em tempo real, onde estão a ocorrer sismos.

A vermelho, os locais onde estão a ocorrer sismos neste preciso momento.

                              http://www.iris.edu/seismon/

naterradosplatanos às 10:07 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 14.05.12

E por aí… passeando junto ao mar

 

 

 

 

       

 

 

Ontem a manhã acordou cinzenta e morna o que nos levou a trocarmos o passeio à beira rio por um passeio à beira mar, um pouco além do Bugio, lugar onde parecem juntar-se as duas águas.

O comboio levou-nos até ao fim da linha. Com alguma surpresa constatei quão mal presada está a cidade, grafitis posso dizer e sem exagerar, em quase tudo o que é parede, uma pena!

 

Como o objetivo era caminhar no Passeio Marítimo descemos até à Praia dos Pescadores e aí iniciamos a nossa caminhada. O Passeio é largo e corre mesmo junto ao mar, há pequenos restaurantes e bares do lado da arriba, novos, velhos e crianças por todo o lado e já as havia (crianças) a esbracejar na água, mesmo que esta ainda não tenha aquecido… para elas a água é sinónimo de brincadeira e o resto não o sentem.

 

No passeio também havia Cultura, exposição de arte urbana como a seguir se documenta. Só tirei fotografias àquelas que eu percebi o que eram, mesmo que às vezes não percebesse o porquê do nome que lhe foi dado.

 

Pronto, não vou de novo falar do assunto pois as/os que me leem já á sabem o que eu penso destas demonstrações de arte…

 

O passeio continuou até S. João precisamente onde o Passeio Marítimo termia. Pensamos repeti-lo e até experimentá-lo em pleno Inverno!

 

 

"Distância" de seu nome 

 

 

 

"Perna de pau" nesta vejo a relação!

 

 

 

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naterradosplatanos às 16:33 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 10.05.12

No Areeiro… faz hoje um ano que a ele regressei!

 

 

Hoje, dia 9 de Maio de 2012, tenho que dar razão à minha mãe quando, na altura, em  tardes  de conversa via Skype ela me dizia que ainda havia de ter saudades daqueles tempos!

Claro que nessa altura eu negava… que não, que não ia ter saudades! Hoje, que faz um ano que regressamos sinto, para ser sincera, que tenho algumas!

Saudades, não propriamente do todo mas sim de MOMENTOS…  momentos de êxtase perante a natureza, momentos de encantamento quando deambulava pelo Plateau… passear debaixo das mil cores de outono, do prazer de sentir a neve cair de mansinho, ou ainda do crac…crac do gelo sob os meus pés nos caminhos do Mont Royal...

 

Foi um ano enriquecedor que no entanto me levantou questões para as quais ainda hoje não encontro resposta.

 

No meu imaginário, o Canadá era um país onde tudo era mais ou menos perfeito e onde todos viviam bem e como tal socialmente justo. Porém constatei que não, que isso não era exatamente assim! Num país de grandes riquezas e apenas com 34 milhões de habitantes, não devia, pensava eu, ter pedintes debaixo de temperaturas que iam muito abaixo dos 10 graus negativos!  Mas tem e tem “Sopa dos Pobres, com filas maiores do que a Sopa dos Pobres nos Anjos (Lisboa)!

 

Há décadas a trás foi com certeza o “el dorado” de muitos e assim se compreende que nos cruzemos com gente de todo o mundo, mas hoje, hoje, também tem os seus problemas!

 

 

 

 Aqui ficam imagens de alguns desses momentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e também isto...

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui ficam alguns desses momentos.

naterradosplatanos às 09:31 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 07.05.12

No Areeiro… onde nada se passa!

 

 

    

 

 

 

 

Realmente é difícil encontrar algo com que “distrair” as/os meus/minhas eventuais leitoras/es quando os dias estão chuvosos e portanto me confinam à casa…

 

Já lhes tinha falado da minha nova aquisição a “burlate” que, talvez daqui a uns quatro anos dê as primeiras cerejas. Se ainda “No Areeiro e por aí” existir cá estarei a dar notícias delas. 

Entretanto aqui vai ela tal como a comprei há uns dias…

 

 

 

 

 

 

 

 

naterradosplatanos às 09:10 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quinta-feira, 03.05.12

Do Areeiro... notícias da horta

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por aqui o inverno chegou em Maio! Se assim não fosse a minha horta estaria já bem verdejante: os feijoeiros deviam estar já lá em cima, os tomateiros deviam já ter mais de 30cm, a beringela, que já comprei nascida, continua exatamente na mesma, das várias sementes de abóbora que enterrei apena três saíram timidamente da terra… Os morangos que plantei naquela estrutura com ar de “ovni” estão como vêm!

 

Há que ter paciência e esperar pelos dias de sol para todas as minhas fantasias hortícolas se mostrem.

 

Já me esquecia de dizer que comprei mais uma cerejeira qualidade “burlate” que segundo a fotografia da etiqueta serão vermelho escuro e de pé curto! Ainda havia lá em baixo um cantinho vazio…

 

Nesta fotografia podem ver em o estado dos meus tomateiros...

 

 

 

 

 e nesta a fragilidade dos morangueiros.

 

 

 

 

 

naterradosplatanos às 21:15 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Segunda-feira, 30.04.12

E por aí… vidas difíceis!

 

 

     

 

  

Ontem “ancoramos” em Mira…hoje, logo pela  manhã subimos a duna que nos separava do mar, o mesmo mar encapelado que ontem deixei aqui, o céu estava escuro e ameaçava chover…

 

Tínhamos andado um pouco sobre a areia quando ao longe vislumbramos uma pequena multidão e muitas centenas de gaivotas rodopiando no ar.

Apressamos o passo e então deparamo-nos com algo que nunca tinha presenciado ao vivo, o puxar de uma rede carregadinha de peixes que aprisionados na malha fina pareciam cor de prata…

 

Em roda a azáfama era grande, uns retiravam-nos para os caixotes de plástico, enquanto outros os passavam por água separando-os: robalos para um lado, pargos para outro, linguados, sardas, raias, ora para a caixa amarela ora para outra igualmente colorida … o grosso era de carapaus pequenos e algumas sardinhas.

Com eles vinham minúsculos caranguejos e que eu visse três enormes alforrecas que atiradas para o lado rapidamente pareceram dissolver-se na areia. Porém havia algo mais que estava deslocado dentro daquela rede, exatamente, no meio de toda aquela prata estava… uma garrafa de água, plástica!!!

 

Ninguém, tenho a certeza, deu por nós e assim pudemos apreciar as conversas que se iam desenrolando… a rede de arrasto tinha sido lançada na noite anterior (não sei porquê mas parece que durante a noite a pesca é mais compensadora) e aquela hora, 10h da manhã, a tinham então trazido. Não senti descontentamento com o resultado, mas agora quando escrevo senti que podia ter perguntado se a faina tinha sido compensadora, mas não o fiz e tenho pena!

 

Entretanto avançamos no nosso passeio pela areia molhada… mais ao longe vejo agora um barco, um pequeno barco colorido que tenta entrar no mar cortando as ondas que não se mostravam fáceis. Nele vão apenas dois homens e dois remos e não fora o impulso dado por um trator que ali estava para o efeito, dificilmente o teriam conseguido.

Antigamente esse contrariar do mar era feito por muitos braços, tal como o retirar da rede era feito por uma junta de bois, era a arte da Xavega…

Hoje está lá o trator mas a vida desta gente continua a ser difícil e o risco permanente.

 

Apreciem o mar batido e o céu cor de chumbo a ameaçar tempestade… o bote, dois homens e dois remos  a desafia-lo.

 

E não são estas vidas difíceis? 

 

 

 

 

 

 

naterradosplatanos às 10:04 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Sábado, 28.04.12

E por aí...

 

Hoje estou um pouco preguiçosa e já que aprendi a colocar vídeos meus no blog, aqui deixo um do mar do Furadouro  ao qual acrescento este poema de Fernando Pessoa que todas/os conhecemos.

 

 

 

 

  

 

MAR PORTUGUEZ

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

 

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abysmo deu,

Mas nelle é que espelhou o céu.

 

naterradosplatanos às 15:56 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quarta-feira, 25.04.12

Aprendi (por mim) a colocar um vídeo no YouTube!

 

Alguns dirão, mas que "grande feito"! Para mim não será um grande feito, mas o facto é que fiquei contente que o meu esforço desse resultado. 

 

Raramente tenho feito vídeos e por isso a escolha não foi muita, mas acho que este é um vídeo muito agradável de ver e ouvir. Foi feito exatamente no ano passado, no Mont Royal, no dia 25 de Abril.

 

Aí, ainda a Primavera não tinha chegado e se observarem bem no chão não se vislumbra nada de verde e as árvores continuam despidas. Não obstante vê-se uma passante já de sandálias!

 

Já  outras vezes me tinha deparado com este tocador de flauta, mas nunca me tinha lembrado de gravar a sua música, embora lhe tenha feito outras fotografias…

 

Ouçam então estes acordes simples de alguém que escolheu neste dia, como palco, a curva de um dos  caminhos do Mont Royal!

 

 

naterradosplatanos às 16:05 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Segunda-feira, 23.04.12

A história do meu limoeiro…

 

 

      

 

 

 

  

Este meu limoeiro é tão velho quanto a casa a que pertence.

Quando nos mudamos, o nosso logradouro, termo porque está designado na escritura da casa era pequeno, no entanto era simultaneamente jardim, horta e pomar!

 

A horta era lá no fundo junto ao muro e nela foram plantados alhos, cebolas, cenouras, alfaces e morangos, imaginem! O “pomar” estava implantado quer na horta quer no jardim e dele faziam parte, uma ameixeira, uma laranjeira, uma romãzeira, um diospireiro, uma figueira, uma nespereira e o limoeiro!

 

A “horta” foi abandonada anos depois por termos adquirido ao nosso vizinho o dobro do terreno que então tínhamos, também mais tarde tivemos que nos desfazer da nespreira, da ameixeira e da figueira para lá pormos a nossa 10x4 para os nossos netos acharem o verão do Areeiro mais suportável...

Mas vamos lá à história do meu limoeiro: comprei-o em janeiro de 85 altura em que as árvores apareciam no mercado de sábado e foi a 1ª árvore que plantamos juntamente com a laranjeira.

Foi-me dito que era uma qualidade que dava limões todo o ano o que muito me agradou. O limoeiro foi crescendo e claro não era expectável que desse fruto antes de três anos… passaram três, passaram quatro e nada!

 

Um dia voltei ao mesmo mercado para comprar outras árvores, para o novo espaço então adquirido, e um novo limoeiro para compensar a infertilidade do que já tinha.

 

Em conversa com a vendedora, queixei-me do limoeiro que ela mesma me tinha vendido. Então, virando-se para mim diz-me: menina (nessa altura, há uns 24 anos, ainda não tinha cabelos brancos) dê-lhe porrada, agarre num sacho e dê-lhe porrada! Logo ali ao lado estava alguém que, perante o meu sorriso de dúvida, me garantiu que era remédio santo!!!

 

Bom, chegada a casa e embora incrédula logo nessa tarde decidi aplicar o “remédio” aconselhado... e sempre rindo-me de mim própria lá fui deixando o tronco muito mal tratado!

 

Estão a sorrir ou mesmo a rir? Olhem que enquanto escrevo isto eu estou a rir só de pensar na minha figura, o que aliás acontece sempre que conto isto a alguém!

Mais tarde e com a leitura de alguns livros relacionados com estes assuntos encontrei a explicação científica para o assunto: dizem os livros que para aumentar a produtividade das árvores de fruto se deve fazer um anel no tronco, tirando ¾ da casca, isto como forma de que certa hormona se mantenha o mais tempo possível nos ramos florais.

 

Assim dando porrada (desculpem a expressão) ao meu limoeiro e consequentemente cortando partes da casca do tronco estava a seguir um conhecimento empírico transmitido pela vendedora!

 

Portanto não se admirem que lhes diga que a partir desse “corretivo” foi um nunca mais parar de dar limões, seja qualquer que for a época!

 

 

p.s. fiz o mesmo à minha ameixeira Raínha Claudia e parece que também deu resultado.

 

naterradosplatanos às 16:56 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sábado, 21.04.12

Para todos os que gostaram das papoilas (portuguesas)!

Estas papoilas devem ser "trangénicas", "hibridas" sei lá!

Não sei mesmo se estes são os termos certos para nomear estas transformações...que me perdoe a minha sobrinha Susana! Essa sim, deve saber a palavra certa que justifica estas diferenças com as que dão cor às bermas das nossas estradas.

 

Estas fotografias foram tiradas o ano passado em Montreal no jardim do Casino.

 

 

 

 

 

 

naterradosplatanos às 10:15 | link do post | comentar | ver comentários (6)

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