Quinta-feira, 30.06.11

É um regalo na vida…

  

 

 

...á beira da água morar, quem tem sede vai beber, quem tem calma vai nadar!

 

Por sugestão da minha mãe mandei fazer este azulejo para por junto da minha 4x10, isto quando há dois anos ela aqui esteve em plena época estival. O ano passado a dita não teve uso por ausência nossa e só este ano voltou a ter utilidade e a quadra popular a ser pertinente.

Aqui vai a quadra  por inteiro

 

  

 

 

 

 

 Hoje 30.06.2011  água a 31 graus!

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 17:36 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quarta-feira, 29.06.11

Também a melancia já não é o que era!

 

 

 

Ontem comprei pela primeira vez, este ano, melancia (melhor, metade de uma) e desilusão das desilusões, e não era o facto de não ser um favo de mel mas sim de ser tão dura que nem uma maça!

 

Há bem pouco tempo a trás ainda eram como as da minha infância, bem vermelhas de polpa mole , bem sumarentas e com enormes sementes negras (sinónimo de estarem maduras)… estas, ainda não tinha experimentado! Não posso pois falar de polpa que, por definição é algo mole e macio, mas de um interior duro tal como uma maçã fresca e crocante, característica indispensável nesta última, mas nunca numa melancia!

 

É absolutamente lutar, tal qual D. Quixote contra moinhos de vento! Que mais são estas melancias senão produtos transgénicos? E, há uns tempos, andou-se para aí a queimar searas de milho por este era transgénico, a exigir-se que nas embalagens de produtos alimentares constasse a referência! Será que também se vai proceder na mesma para as searas de melancia?

 

Já agora que estamos a falar destas engenharias genéticas, pergunto se leram que foi clonada uma vaca na qual foram introduzidos os genes  humanos adequados de forma a esta vir, na altura própria, produzir leite similar ao leite materno? Realmente o “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley há muito que chegou e não é a “agricultura biológica/orgânica” que, para o bem ou para o mal o vai travar!

 

Que saudades tenho da melancia dos meus tempos de menina onde a vendedora fazia um buraquinho de forma quadrada para atestar  que era mesmo boa!

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publicado por naterradosplatanos às 09:11 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Domingo, 26.06.11

E por aí… acordar ao lado do Tejo!

 

 

Às minhas leitoras/leitores pouco deve interessar, como é óbvio, onde eu acordei e por isso este post não tem esse objectivo, mas apenas partilhar estas fotografias do amanhecer no Tejo…

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 17:00 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Terça-feira, 21.06.11

"Muskokas" canadianas num jardim no Alentejo...

 

         

 

Ainda se lembram do meu post “ As muskokas e o Sr. Coronel” ? http://naterradosplatanos.blogs.sapo.pt/2010/07/05/ .

 

 Pois é, esse símbolo canadiano e que faz parte da mobília de jardim de qualquer “cotage” ou mesmo de uma simples vivenda um qualquer bairro citadino  está agora num jardim do Areeiro, que é o meu!!

Logo que as vi apaixonei-me por elas, pelas suas cores garridas no meio dos relvados…logo o desejo de trazer umas para o meu.

 

Como poucos “segredos” resistem ao Google lá encontrei uma empresa na British Columbia que fazia “kits” precisamente para todo e qualquer turista levar consigo. Cada uma pesa 12,5kg ,mas veem devidamente embrulhadas e com uma asinha para as carregarem… Compradas pela internet chegaram à Sherbrooke Street no prazo de uma semana. À primeira oportunidade vieram na nossa bagagem e aqui ficaram à espera da nossa vinda definitiva. Agora aqui estão elas já pintas de acordo com as cores mais votadas, na devida altura, pelas minhas leitoras (Patrícia, Lena, Kátia e Susana), azul alfazema e rosa framboesa. 

Afianço-vos que são muito cómodas e se passarem pelo Areeiro, estão convidadas(os) a experimentar…

 

Nem sabem como estou feliz por ter estas “muskokas” debaixo do meu jacarandá!!

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 18:42 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Amanhã...

... há uma SURPREEEEEEEEEESA!  O que será?

publicado por naterradosplatanos às 07:48 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 20.06.11

E por aí… pelo Alentejo profundo até sudoeste

 

 

O destino que nos propúnhamos era exactamente a sudoeste, na Costa Vicentina para os lados de Odemira. Assim antes de deixarmos o Areeiro, ligamos a nossa ”Mariazinha” (nome porque resolvemos chamar o nosso GPS, dada a sua voz feminina) e programamo-la para nos levar pelo caminho mais curto até ao ZMar.

 O caminho mais curto era exactamente a diagonal e como não lhe fizemos mais exigências, “ela” levou-nos por onde bem entendeu, e assim entramos no Alentejo profundo. No princípio fiquei contrariada, mas logo de seguida tudo isso se desvaneceu quando de um lado e de outro da estreita estrada hectares de girassóis cobriam as colinas umas a seguir às outras… depois veio  Alentejo dos chaparros ( nomes que esta gente dá ao que nós chamamos sobreiros), de seguida o nosso “ Yatch” navegou de povoado em povoado, alguns tão pequenos que provavelmente foram montes que foram crescendo ao longo de décadas.

Todos eles imaculados na sua brancura, onde hoje muitas vezes as barras azuis ou amarelas já são substituídas pelas rosas, verdes e até roxas! Todos esses lugares  têm o seu Cafezinho e lá estavam os velhotes sentados aqui e ali, provavelmente comentando a vida e quem sabe, os estranhos que por eles passam…

 

Chegados ao mar é a surpresa, não propriamente das maravilhosas arribas e da água cor de esmeralda, mas pelo que encontrei e que em princípio não seria suposto pois sempre pensei que elas preferiam as planuras lavradas. Mas estas não, elas encontraram ali um melhor lugar para construírem aqueles “condomínios” com vista para o mar!

 

 Vejam as últimas fotografias

 

 

 

 

Vejam só que lindas!

 

 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 21:49 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quarta-feira, 15.06.11

No Areeiro de novo …e com poucas novidades!

 

 

 

Realmente a tranquilidade do Areeiro não é propícia a novidades.

 

Chegamos hoje depois de uns dias fora e como de costume, das primeiras coisas que faço é ir ver o que se passa pela horta. Hoje não foi excepção e depois de ver que a rega gota a gota que é automática funcionou, fui ver outros pormenores e encontrei três novidades. Qual devo dizer primeiro, as boas ou a má? Aqui vão: uma toupeira foi lavrar mesmo debaixo de um pé de gourgetes (como tal tenho que lhe aplicar a receita do Diego!). Outra, mais bonita, é que os pés de feijoeiro de flores vermelhas já floriram. Trouxe as sementes do lado de lá, pois por cá nunca tinha visto esta qualidade. Também as batatas do Idaho já rebentaram e em princípio daqui a três meses ter-se-ão multiplicado… Também já se formou uma abóbora e essa tenho que cuidar bem pois, se bem se lembram, tenho que pagar alguns prémios...  em doce de abóbora com noz!

 

Mais novidades, aqui no Areeiro, não há!

publicado por naterradosplatanos às 13:28 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Sexta-feira, 10.06.11

E por aí... de novo a Ocidente

 

 

 

  

Agora é verdade que para nós, todos os dias são sábados, domingos e feriados e portanto devemos deixar os verdadeiros para quem ainda não chegou à nossa etapa da vida. No entanto desta vez e por motivos de agenda (!!) ainda saímos ontem, 6ªf, embora com ideias de regressar ao Areeiro já amanhã.

 

Desta vez o Ocidente materializou-se em S. Pedro de Moel um lugar de veraneio há praticamente um século! Como sei?  Pela lápide que existe na Casa Museu de Afonso Lopes Vieira, poeta, casa onde nos princípios do séc XX passava os meses de verão e onde produziu grande parte da sua obra…

 

 

 

S.Pedro de Moel foge à regra das nossas cidades balneares talvez porque não está na moda. Não tem aldeamentos, nem torres de apartamentos mas apenas vivendas rodeadas de jardins, muitas delas ao estilo de Raul Lino, outras nas linhas dos anos 50, daí o seu aspecto harmonioso, acrescentando que praticamente não há casas degradadas apesar do inclemente inverno que por aqui se sente.

 

Além disso tem um litoral de falésias com pequenas praias em concha, muito bonito e onde se pode passear por um corredor de madeira… ao fundo o Farol.

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 20:26 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Terça-feira, 07.06.11

“Eu sei um ninho” (2)

 

 

Acho que merece ser publicado este poema de Miguel Torga que a Kátia me relembrou, mais a mais que a Fátima  me disse que os melros deixaram de ser espécie protegida!

 

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

 

Miguel Torga

publicado por naterradosplatanos às 15:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 06.06.11

"Eu sei um ninho"!

 

         

                                                                    

 

 

  Hoje tive cá o Sr Romeu, já não me lembra se já alguma vez falei nele. O Sr. Romeu é brasileiro, veio para Portugal há uns nove anos e apesar de ter um curso médio de silvicultura, não encontrou rumo no seu Brasil… Quando eu procurava alguém que me ajudasse nas tarefas mais árduas da horta e do jardim, tive a grande sorte de o encontrar! Além de muito prestável percebe do assunto e foi ele que me manteve o jardim durante um ano da minha ausência.

 

Hoje veio para me ajudar a instalar a rega gota a gota, na horta e nas laranjeiras… como o tubo que tínhamos não chegasse ele foi procurar o que faltava a uns antigos que eu tinha enrolado e dependurado numa oliveira. Senhora, venha ver, ouvi lá do fundo. Pensava eu que era para dar alguma opinião sobre o tubo mas não, era sim para ver este ninho de melro que vos mando!

 

Nessa altura a minha memória recuou mais de cinquenta décadas e vi-me junto a um silvado a onde o meu pai nos chamou para ver um ninho, um ninho de melro que me lembra ter três ovinhos azuis! Nunca me esqueceu como ficamos extasiados e recordo o meu pai a recomendar-nos para não fazermos barulho!

 

Mas a minha memória levou-me também ao livro de leitura, da então 4ª classe, onde havia um texto que tinha exactamente o título “Eu sei um ninho”  e agora é verdade, eu “sei um ninho” que está escondido nos tubos de rega que, há muito, enrolei e pendurei no ramo de uma oliveira…

 

 

publicado por naterradosplatanos às 18:15 | link do post | comentar | ver comentários (22)

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