Quarta-feira, 27.06.12

No Areeiro... do lado de lá do muro

Para lá dos muros do meu jardim o que o rodeia é exatamente o que José
Régio descreve no seu poema “Toada de Portalegre”, as fotografias são minhas,
tiradas do lado de lá...

 

 

...De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros 

 

 

Em Portalegre, cidade

Do Alto Alentejo, cercada

De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros

Morei numa casa velha,

À qual quis como se fora

Feita para eu Morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros

Das casas que têm história,

Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória

De antigas gentes e traças,

Cheia de sol nas vidraças

E de escuro nos recantos,

Cheia de medo e sossego,

De silêncios e de espantos,

- Quis-lhe bem como se fora

Tão feita ao gosto de outrora

Como as do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade

Do Alto Alentejo, cercada

De montes e de oliveiras

Ao vento suão queimada

(Lá vem o vento suão!,

Que enche o sono de pavores,

Faz febre, esfarela os ossos,

E atira aos desesperados

A corda com que se enforcam

Na trave de algum desvão...)

Em Portalegre, dizia,

Cidade onde então sofria

Coisas que terei pudor

De contar seja a quem fôr,

Na tal casa tosca e bela

À qual quis como se fora

Feita para eu morar nela,

Tinha, então,

Por única diversão,

Uma pequena varanda

Diante de uma janela

Toda aberta ao sol que abrasa...

 

Poema completo aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Toada_de_Portalegre

 

 

 

 

... De montes e de oliveiras; Ao vento suão queimada...

 

publicado por naterradosplatanos às 19:08 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Terça-feira, 26.06.12

Dois anos depois na Avenida do Bonfim...

 

Dois anos depois mudamos para o edifício novo onde a Geografia teve direito a uma excelente sala, a sala 2: quadro verde que ocupava toda a parede da frente, bancadas ao longo das janelas, arrecadação para mapas, retroprojetor e eventuais trabalhos dos alunos, vários armários e um enorme placar na parede do fundo onde podíamos pendurar tudo o que fosse digno de lá figurar. Nessa altura era a
sala perfeita e era aí que todas as aulas de Geografia eram dadas (nos mais tarde mudamos para outra igualmente boa).

 

No primeiro ou segundo ano que aí estive algo de caricato me aconteceu, igualmente fui chamada ao Conselho Diretivo mas desta vez para me explicar. O que tinha acontecido? Uma aluna do então 10º ano tinha-se ido queixar exatamente por isto, eu todos os dias lhe fazia perguntas”!
Realmente era verdade, as minhas aulas sempre eram participadas e em turmas pequenas é evidente que a Catarina, tal como os outros era várias vezes solicitada. Enfim, estávamos no PREC e nessa altura tudo se podia contestar!
Isto aconteceu logo nas primeiras aulas do ano… ao fim a Catarina até se revelou uma boa aluna!

 

Alguns anos depois outra aluna minha disse-me de forma muito azeda: eu não concordo com o método da professora!  Menina, digo eu, mas aqui a professora sou eu e como tal sou eu que dito o método!  No fim do ano as nossas relações estavam sanadas e lembro-me que lhe dei 16.

 

Como nem Deus agrada a todos, certamente que não agradei a muitos, pelo menos na altura imediata a mete-los na ordem. Quem está/esteve na profissão sabem que quando crescem pensam de outra maneira e reconhecem os nossos motivos e dão valor ao nosso empenhamento.  

Há pouco tempo atrás encontrei o Nuno Fragata, quando foi meu aluno tinha uns 13, 14 anos, irrequieto, falador e como tal repreendido com frequência… foi ele que me chamou: professora, professora! Olhei e vi-o à minha frente, 1.90, um homem, mas a mesma expressão, conversamos… no fim, quando nos despedimos, diz-me pondo-me a mão no ombro e disse-me: professora, a professora ralhava-me muito mas eu sei que gostava muito de mim!!

Continuei a subir a rua sentindo-me muito feliz!

 

Lembro-me também de um dia em que estava a fazer um dos meus ”sermões” a uma turma e que rematei da seguinte forma: “o que vos estou a dizer é o que digo aos meus filhos!” lá de trás ouço: “coitados dos seus filhos”! Não pude evitar um sorriso e agora que estou a escrever estou a sorrir também!

 

Muitas, todas (?) as minhas colegas terão episódios deste para contar e que, tal como as gracinhas dos filhos, recordamos com certo prazer!

 

Agora podem perguntar-me, se fosses de novo professora mudavas alguma coisa? Sim, mudava. O quê? Certamente usaria menos esferográfica vermelha na correção dos trabalhosdos meus alunos!

Só quando resolvi reavivar os meus conhecimentos de inglês é que senti como era traumatizante receber um trabalho com os erros assinalados a
vermelho. Hoje usaria azul ou verde, nunca o encarnado!

 

Mesmo sabendo que eles não me leem, aqui ficam as minhas desculpas, sim porque às alunas que me leem, a Marisa e a Fátima, nos testes delas quase que tinha que andar à procura da falta de uma vírgula ou ponto final para se notar que os tinha
corrigido!

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 08:35 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Domingo, 24.06.12

Recomeçando numa cidade do Alto Alentejo...

 

 

Em Outubro de 1974 recomeçava na cidade que José Régio eternizou.

O Liceu estava na altura sediado um velho palacete na parte velha da cidade perto da casa do Poeta. As condições eram mais
ou menos precárias. As salas tinham tetos altíssimos, carteiras antigas, quadro quadrados, pequenos e pretos e o material didático muito antigo … isto, para quem vinha de um Liceu há pouco inaugurado como era o da Amadora, foi um
pequeno choque.

 

Desde Outubro de 1974 a Junho de 1975 não me lembra de nenhuma ocorrência especial apesar de estarmos no chamado PREC, mas ela estava para vir. 

Estava em casa quando me telefonam do Conselho Diretivo (já não me lembro se era esta a designação que tinha nesse tempo) para lá ir com urgência. No dia anterior tinha tido reunião do 5ºA (hoje 9ºano) e portanto pensei logo que deveria haver alguma relação com semelhante urgência embora pensasse que não me diria respeito.

 

Na realidade havia e era eu que estava na mira da reclamação! Nessa altura as pautas saiam quase imediatamente ao fim da reunião, portanto a pauta do 5ºA já tinha sido publicada…

 

Resumo agora o caricato da situação, embora ache que alguns dos que me leem poderão não acreditar.

 

Chegada ao gabinete propõem-me de chofre a realização de uma nova reunião para eu mudar o 7 que tinha dado a certa menina para um 8 pois, assim sendo, o Conselho de Turma poderia votar dois valores ficando ela com 10 o que lhe permitiria, naquele ano pós revolução, dispensar do exame den 5ºano!

Veementemente disse que não, que não reuniria nem mudaria a nota, condescendendo ainda em lhes mostrar a razão do 7 que lhe tinha sido dado!

Um dos elementos diz-me, pensando que assim eu me sentiria pressionada, quiçá, com medo: achamos que é melhor aceder pois o Encarregado de Educação é fulano de tal e já ameaçou com um “levantamento popular”! Estes levantamentos estavam muito “na moda” neste verão de 75 e ainda mais no Alentejo!

 

Ainda hoje estou  à espera do dito levantamento e já lá vão 37 anos, pois a menina ficou exatamente com o 7 que lhe tinha sido dado!

 

publicado por naterradosplatanos às 20:33 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 22.06.12

Como a surpresa me suscitou recordações...

 

 

Nunca tinha refletido seriamente sobre a minha carreira como professora até a Fátima me ter feito a grande surpresa de me dedicar a sua tese de Doutoramento. Isso calou-me tão fundo  que hoje dei por mim a pensar nos 36 anos que devotei a tantas centenas de alunos…

 

Ainda não tinha 23 anos quando entrei no gabinete do então Sr Reitor do Liceu D.João de Castro que, no fim da nossa conversa, me entregou um horário de 22h semanais que correspondiam a 11turmas (!!), oito de 3ºano e três de 4º (hoje 7º e 8ºano). O ano, apesar da a minha inexperiência correu bem, eu era a mais nova de todos os professores e era menina (havia muito poucas professoras, já que o liceu era masculino) e como tal era tratada. Colegas de que me lembro? Passados tantos anos só o Dr. Fagundes que, em nome dos outros colegas, me veio desejar felicidades no dia do meu casamento…

 

No ano seguinte estávamos os dois a ensinar num colégio em Alcácer do Sal, a tropa estava a chegar no ano seguinte e optando pelo colégio optávamos pela certeza de ficarmos juntos até esse inevitável acontecer… Foi um ano de muito trabalho, apesar de termos poucos alunos asseguravamos todas as disciplinas de Ciências e tinhamos ainda um curso de adultos à noite!

 

Depois foi o ano no Liceu Pedro Nunes, ano de estágio e ano em que tive a honra de conhecer o Professor Rómulo de Carvalho. No estágio não
aprendi nada de novo, na altura os estágios, e penso que muito bem, resumiam-se exclusivamente a aprender a dar aulas.

Para mim isso era já  intuitivo, mas não pensem que era inato, não, eu apenas transpus para a minha prática o modelo da minha professora de
Biologia do meu 6º ano (hoje 10º) Hália Monteiro e do meu professor de Geografia Física do meu 1º ano de Faculdade, Ilídio do Amaral. Foram ambos que, pelas suas aulas e práticas pedagógicas excelentes e relação com os alunos, me formaram e que fizeram de mim a professora que fui desde o início burilando, com a experiência, aqui e ali as minhas práticas, ano após ano...

 

Infelizmente nunca houve oportunidade de que eles o soubessem, mas é a eles que tenho que agradecer a honra que a Fátima me deu!

 

Daqui veio o Liceu da Amadora e foi aí que o 25 de Abril me encontrou e posso dizer com orgulho que não fui saneada e que até ainda consegui
dar um teste no dia 27, já com a escola entre protestos e RGAs! Sim, não apareceram todos mas, estava lá a maior parte da turma!

 

A tropa acabou e decidimos apostar na saída de Lisboa uma vez que para mim (dada a falta permanente de Professores de Geografia) seria fácil encontrar colocação em qualquer sítio.

Estavamos em Janeiro de 1974 quando a carta chegou nós dissemos de novo SIM.

 

Eis-nos de malas feitas para o Norte Alentejano já que foi este  o primeiro a responder a um engenheiro químico que se iniciava na profissão… não estava no litoral, não tinha praia, os verões sabia-o eu, eram tórridos mas era preciso começar a vida agora a três…

 

publicado por naterradosplatanos às 20:24 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 20.06.12

Não sei que título hei-de dar a este post!

Quando me viu veio abraçar-me e como que em segredo diz- me: "Professora, tenho uma surpresa para si" e entrega- me um envelope e pede- me: Professora,abra-o só quando eu estiver em frente ao júri "! Intrigada meti o envelope na carteira... Momentos depois fomos mandados entrar e alguém me destinou um lugar na primeira fila que normalmente é destinada à família.   O presidente do júri cumprimenta a doutoranda, os membros do júri e a assistência ...é hora de eu abrir o envelope! Percorro as quatro páginas A4, detenho- me na 3ª, passo à quarta e leio com espanto:

 

 

 Coimbra,19 de Juho de 2012-06-20

 

 Sala dos Capelos, prova de Doutoramento da Fátima

 

Querida Professora Dalma Presumo que estará a ler esta carta enquanto eu, ao cimo da sala, me encontro a apresentar o trabalho de investigação de que resultou na minha tese de Doutoramento. Este é um dia muito importante para mim  do ponto de vista profissional, mas também  do ponto de vista pessoal, pois tenho a alegria de ver aqui comigo muitos daqueles que eu sei, de facto, que me querem bem. Não pude deixar de referir isso nos agradecimentos da tese, que em breve terei oportunidade de lhe mostrar, mas gostaria de deixar uma palavra especial à Professora Dalma. Se antes de ler estas linhas percorreu as páginas anteriores, penso que compreendeu o significado da mensagem. A minha tese de Doutoramento é dedicada à Professora Dalma. Não duvido que sabe o apreço que eu, em particular, e a minha famalia em geral lhe têm. Porém  sinto que o excelente trabalho que sempre desenvolveu com todos os alunos enquanto Professora, mais tarde, enquanto amiga, devem ser públicos. Os bons exemplos não devem ficar escondidos, devem ser apresentados como inspiração para que outros possam seguir o caminho. Esta foi a forma que eu encontrei de dar a conhecer publicamente o bom exemplo da Professora Dalma, homenageando-a e perpetuando-a através de um livro, o qual (espero eu) será lido por alunos, colegas, professores, investigadores, por quem se interesse pela temática das migrações. É certo que se trata de um estudo com limitações que há aspectos a melhorar, no entanto, enquanto investigadora, espero continuar a trabalhar para progredir no meu desempenho. Neste trabalho está muito do bom que aprendi com a Professora Dalma e por isso não fiiz mais do que reconhecer quem merece ser reconhecido. Espero que tenha gostado da surpresa. Foi um pequeno gesto,mas pleno de estima e amizade. Beijinhos grandes desta sua aluna que nunca a esquece, Maria de Fátima Velez

publicado por naterradosplatanos às 21:46 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Terça-feira, 19.06.12

Conheci- a com 15 anos...Hoje assisti ao seu Doutoramento

Num dia do final de Setembro de 1995 , já lá vão mais de 15 anos, tenho à minha frente uma nova turma, uma turma de meninas, sim porque apenas havia dois rapazes, o Carlos e o Ricardo. Achei as meninas todas bonitas, bonitas como são quase sempre as meninas de 15 anos! Lembro-me bem, havia três Anabelas, duas Marisas, a Sandra, a Susana,a Paula,a Vilma e a Fátima.

Logo nos primeiros dias me apercebi que ia ser uma turma especial, e uma turma especial pede muito a uma professora! Mas qual o professor não deseja uma turma destas?

Durante dois anos trabalhamos em conjunto e nem sei como hei-de descrever todo aquele empenhamento. Talvez dizendo que, acabado um trabalho, um projecto, a pergunta era quase invariavelmente: "o que fazemos agora, professora?"

Nesta turma estava a Fátima. A Fatima vinha de Arronches onde tinha feito o 9 ano.Inscreveu-se em Humanidades, Geografia era a disciplina de opção e como se veio a provar foi a disciplina da sua eleição! Aluna exemplar, atenta,discreta,impecável em todos os seus trabalhos.

Ao longo do ano cimentaram-se as minhas relações com o " meu" 10 ano e entretanto o ano acabou...

Novo Setembro, agora foi um encontro, já sem incógnitas, como provavelmente teria havido da primeira vez que nos encontramos... Delineamos planos de trabalho e tomamos decisoes...entre esses planos estava a apresentação oral de pelo menos um trabalho. O assunto básico era Agricultura, posteriormente escolheram- se os temas específicos e algum tempo depois estipularam- se as datas...

Lembro-me bem do entusiasmo e simultaneamente do nervosismo que estes alunos, (repito, estes alunos) sentiam quando o momento da apresentação chegava! Entusiasmo dos que iam depois questionar e dar a opinião sobre o trabalho do colega, nervosismo do que subia no estrado e apenas com a ajuda de alguns tópicos apresentava o tema combinado!

E a vez da Fatima chegou...lembro- me bem da serenidade com que apresentou o seu trabalho e respondeu às questões que os colegas lhe puseram e nessa altura pensei que sem duvida um dia ela viria a ser uma excelente professora...

Hoje, mais de 15 anos depois tive a honra de poder assistir às suas provas de Doutoramento na nobre Sala do Capelo da Universidade de Coimbra!
Hoje a Fatima não é uma simples professora como eu fui dela, é já sim uma professora universitária!

Do coração lhe desejo os êxitos que ela realmente merece.


p.s. Hoje a Fátima, ofereceu-me um presente, mas vou que ter tempo para o (des)escrever, mas prometo que o farei!
publicado por naterradosplatanos às 22:14 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Domingo, 17.06.12

No Areeiro… efeito melro/pardal!

 

 

 

 

É mesmo um desespero, andar uma data de tempo à espera que
amadureçam e depois em pouco mais de três dias tudo desaparece! Estou a falar das
minhas cerejas…tenho duas cerejeiras em tamanho de produzir, uma que plantei
recentemente e mais uma ginjeira.

 

Produzir só uma produziu, mas a quantidade até me parecia razoável para as nossas necessidades, a outra e a ginjeira deram meia dúzia!

Mas que fazer quando andam melros à solta? São vários casais que se abrigam no quintal da vizinha que há muito não está e como tal se têm
multiplicado sem ninguém os importunar.

 

Nada adianta por fitinhas prateadas que baloiçam ao vento pois logo se habituam a elas. Talvez um espantalho se bem que também me digam que
três ou quatro dias depois já não faz efeito! Outros me falam em CDs pendurados nos ramos e ainda de garrafas de água espetadas em paus de forma a girarem com o vento…

Para o ano acho que vou experimentar tudo, mesmo tudo de uma vez pois pode ser que se uns falharem outros deem resultado.

 

Sim porque o sistema é assim, vem o melro ou o pardal e picam, depois vêm as abelhas e as vespas e acabam a deixar só o caroço. Tenho a
impressão que se não fossem picadas estas últimas não atacariam!

 

Entretanto se alguém que me lê souber de melhores táticas agradeço que me digam.

 

 

Eram assim...

 

 

 

 

 ...ficaram assim!

 

 

desesperante, não?

publicado por naterradosplatanos às 20:40 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Sexta-feira, 15.06.12

No Areeiro... hoje "tirei um dia de férias"!

 

AQUI

 

 

 

  

Como já disse no meu post anterior a erva no meu jardim e na
minha horta sentiu-se à solta e toca de invadir tudo, em meros doze dias que
estive fora!

A isto acresce-se a praga de caracóis que sentindo tudo bem regado
se devem ter reproduzido furiosamente! Resultado: quatro dias de trabalho
árduo, primeiro a horta e depois o jardim e por isso hoje resolvi “tirar férias”!


De manhã fui à cidade e a tarde foi passada a ler jornais, leituras atrasadas
de jornais "dos outros", que fui juntando quando andei ”por aí”. È impressionante
como o que se passa lá fora é tão semelhante ao que se passa cá dentro… mas, como
o assunto deste post não é esse não me adianto mais.

 

Depois de muito trabalho meti tudo na ordem e ficou assim:

 

 

 

 

Digam lá que não mereci!

 

publicado por naterradosplatanos às 21:19 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Terça-feira, 12.06.12

No Areeiro... de novo

 

Se tiver um cão ou um gato é muito mais fácil ir de férias do que se tiver uma horta! O gato fica pelos telhados e lá toma conta de si, o cão podemos eventualmente levá-lo connosco ou então deixá-lo no canil (modernamente designados por hotéis para os ditos bichos) mas com uma horta o caso é bem diferente!  Soluções: pedir à vizinha  para regar, o que no meu caso é impossível pois a as minhas não têm horta, logo não percebem do assunto; ter um sistema de rega gota a gota e deixá-lo programado o que no entanto não é absolutamente eficaz salvo em pleno verão. Porquê? Porque  é impossível programa-lo de forma a regar quando não chove e a desliga-lo quando esta cai! Claro, isto numa pequena horta/jardim/pomar como é o meu caso, porque evidentemente na agricultura a sério há sistemas com sensores que analisam a humidade do solo e de acordo com esta ligam e desligam!

 

 Mas vamos lá, o meu programador ficou marcado para funcionar em todo espaço, incluindo os aspersores, duas vezes em 24h o que se mostrou demasiado já que não fez calor e portanto como cresceu o que estava plantado cresceu erva como há muito não via! Tanta, que os amores-perfeitos, as petúnias e as malvas dos canteiros quase não se viam!

 

A horta essa não deu por falta da dona, os tomateiros que deixei aí com uns 20cm, em 12 dias cresceram tanto que quase chegaram à altura dos feijoeiros que entretanto treparam até aos apoios que os costumam sustentar.

As folhas das courgets  e das abóboras estão de tal maneira grandes que cobrem em absoluto o espaço que lhes foi dedicado e só os pepinos e as melancias estão pouco desenvolvidas. Os chu-chus também treparam pela ginjeira que este ano não deu um quilo de ginjas!

 

Da próxima vez darei conta do que aconteceu com as minhas árvores de fruto…

 

 

Os tomateiros...

 

 

 

 ... três couves...

  

 

 

... as abóboras...

 

 

 

 

...as courgetes. 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 22:33 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Quinta-feira, 07.06.12

E por aí... em Marburg

 

 

Há mais de 40 anos acompanhei a minha irmã, então com 18 anos, à estação de Santa Apolónia onde embarcou no Sud Express para uma longa viagem até à cidade universitária de Marburg.

O objectivo era frequentar um curso de verão na Universidade para aprefeiçoar o seu alemão.

Foi pois, quando da decisão autorizada pelos nossos pais, que pela primeira vez ouvi o nome de Marburg! Os anos passaram e Marburg esteve sempre presente dado que há longos anos existe na parede da sua saleta uma fotografia de 180º  que a mostra na sua totalidade, além de uma certa ligação mental de todos nós às amizades que ela fez!

 

Peço à minha irmã, que certamente comentará  este post, que explique bem essa ligação, que pelo menos até agora tem perdurado nas nossas mentes…

 

Assim, decidimos, nesta nossa viagem até à Alemanha, passar por cá e fazer-lhe a surpresa de lhe enviarmos um SMS precisamente em frente ao nº9 do Kirchspitze, onde ela viveu um ano e posteriormente visitou várias vezes…

 

Marburg, é uma cidade muito interessante, 2** no guia Michelin o que na nomenclatura do mesmo significa que vale a viagem. Fica situada na margem ingreme do rio Lahn, afluente do Reno, portanto de ruas ingremes que conduzem a um Castelo residência e que hoje alberga um museu. Igrejas são inúmeras e entre elas conta-se a primeira igreja verdadeiramente gótica construída na Alemanha, Elisabethkirche , dedicada à versão alemã da nossa Rainha Santa Isabel (coincidência até no nome)!

 

A Universidade, conceituada até aos dias de hoje pelo ensino da Medicina, data de 1520 e nela estudaram ou ensinaram nomes famosos, entre eles Papin (quem não se lembra de estudar na Física a marmita de Papin precursora das nossas panelas de pressão?) e o Prémio Nobel da medicina Emil von Behring que descobriu a vacina da difteria, entre muitos outros.

 

Também aqui viveram os irmãos Grim, sim, os que resolveram abandonar a advocacia para se dedicarem à recolha os contos tradicionais alemães que até aí só existiam na tradição oral… Foram eles pois que eternizaram a história do Capuchinho Vermelho, da Bela Adormecida, da Branca de Neve, da Gata Borralheira… e muitas, muitas mais que, graças a eles, povoaram e povoam o imaginário de milhões de crianças entre as quais as crianças que nós fomos…

 

Aqui vão algumas fotografias: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

  

 

 

Marburg comemora este ano os duzentos anos da publicação da sua primeira recolha de contos e esta fotografia está na casa onde eles viveram.

 

 

 

 

 

 

 

 

O tempo esteve sempre muito húmido, choveu forte por vezes e por isso as fotografias não ficaram luminosas com excepção desta que foi tirada já ao fim da tarde quando o sol abriu!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (9)

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