Quinta-feira, 31.01.13

E por aí... Speaker Corner

Lembro- me de ter ouvido falar dele pela primeira vez nas aulas de inglês no meu então 4º ano do Liceu... O tal sítio, exactamente no canto do Hyde Park perto de Marble Arch , era o único onde qualquer cidadão britânico podia falar, sem ter medo de se preso, e dizer tudo o que entendesse, exceptuando por em causa a honra da Raínha! Havia lá exactamente um pequeno pedestal para o orador se dirigir aos eventuais ouvintes. Ainda lá cheguei a ver alguém no uso da palavra pelo menos umas duas vezes...
Hoje já não existe, o lugar foi tomado por um pequeno quiosque de bebidas que lhe herdou o nome.

Realmente hoje, com toda a liberdade que há do cidadão se manifestar, na rua, na televisão, nos jornais... o Speaker Corner deixou de fazer sentido e assim sendo desapareceu!





O Hyde Park numa tarde ventosa...

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Terça-feira, 29.01.13

E por aí... eis a produção do Rodrigo com um lápis vermelho na mão!

Quando da última vez que fui a um Museu de Arte Moderna ( MOMA) disse que não voltaria a mais nenhum sem umas lições sobre o assunto! Porém desta vez voltei a faltar à palavra e lá fomos nós à Modern Tate e constatei que até me diverti!

Logo que entrei dei de caras com uma obra do Rodrigo, meu neto, com 3anos e meio e daí o título do post. Aqui está ela :




Mais à frente outro português que depois de ler o placarque acompanhava a obra me fez compreender onde a EDP anda a aplicar algum do dinheiro que ganha connosco!




Ainda num segundo placar vem considerações que alguém escreveu sobre o tal Pedro Cabrita Reis... Hilariante!

Aqui vai a obra do conterrâneo, lá exposta, e o que está escrito no último parágrafo da apresentação da mesma e do qual aqui faço uma rápida tradução.






"Os títulos das esculturas de Cabrita dos Reis são deliberadamente ambíguos. O título "the unnamed word" (a palavra não dita), por exemplo, refere a discussão teológica à cerca do nome de Deus. Todavia Cabrita Reis deixa a quem o vê determinar a relação entre o título e o trabalho artístico."

Melhor do que esta prosa não sei...

Também nós dois, mesmo que por segundos fizemos parte da coleção da Modern Tate, como se vê pela fotografia.
Ora vejam e adivinhem como!




Lá que foi uma tarde divertida, lá isso foi e que tinha muitas mais destas"obras de arte"para mostrar também mas, como posso eventualmente ter leitoras/leitores que as apreciam não me atrevo a continuar...
publicado por naterradosplatanos às 17:47 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Segunda-feira, 28.01.13

E por aí... junto ao Tamisa



A primeira vez que o "vi" deveria ter uns 6 anos quando pela mão da minha tia-madrinha fomos ver o "Peter Pan"! Hoje ainda tenho a imagem do "Big Ben" e pendurado nos seu ponteiros o herói da história!

Sempre que por aqui vimos é sítio obrigatório na nossa deambulação pela cidade. Também aqui, invariavelmente me lembro de quando da primeira vez que aqui vim com a minha irmã (1968), de como ficamos desiludidas com a largura do Tamisa, habituadas que estávamos à largueza do Tejo.

Hoje há também outras atrações que nesses tempos recuados não existiam, hoje as multidões de turistas são motor de muitos negócios que vão para além dos hotéis,restaurantes,museus... O London Eye lá está sempre com filas imensas, motivo pela qual nunca me propus subir nele para ver os telhados da imensa cidade!


publicado por naterradosplatanos às 17:15 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 27.01.13

E por aí... O que é novo em Trafalgar Square

O Nelson lá continua no cimo da coluna e provavelmente lá continuará para todo o sempre, guardado pelos quatro plácidos leões...nos quatro cantos há quatro plintos embora só três tenham desde sempre permanentemente ocupados, o quarto, esse nunca teve o consenso de quem mereceria lá posar! Porém alguém sensível parece ter tido argumentos suficientes para, não exaltar as vitórias e os heróis mas a criança, esperança do mundo no amanhã!
Lindo, a "estátua" e a mensagem!





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Sábado, 26.01.13

E por aí… sobre o meridiano de Greenwich ou seja a 0º 00’ 00” de longitude

 

 

 

Há muitos anos quando da primeira vez que aqui estive eu e a minha irmã fiz questão de aqui vir, não fosse eu professora de Geografia.

O meridiano que tantas vezes nos deu cabo da cabeça na determinação das longitudes ali estava bem reluzente e palpável…

 

Hoje ainda lá está, o velhinho metálico e um “hi-tec” consubstanciado num raio laser! Esse sim sem hipótese de se gastar, como acontece com o  outro  pisado por milhares de pessoas que todos os dias passam por Greewich. Na realidade até me  pareceu que o que hoje pisei e fotografei  já não é o mesmo de há 45 anos a trás que foi, como disse,  a primeira vez que vim para estes lados!

 

Tenho que acrescentar que na altura, quando o turismo não tinha a pressão de hoje as coisas eram um pouco diferentes, neste caso não só quando vim com a minha irmã como de outra vez com os meus filhos, ver o meridiano, andar sobre o meridiano era “free” hoje… hoje tens  que pagar para o fazer!

 

Assim lá tive que desembolsar 5£ para poder ilustrar este meu post!

 

 

 

 O meridiano materializado...

 

 

 

... aqui marcado por um raio lazer  (a verde)

 

 

 

O relógio que marca o tempo médio de Greenwich - tempo TMG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 17:46 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Segunda-feira, 21.01.13

No Areeiro…Newsweek em papel vs. Newsweek online…

 

 

Acho que já disse aqui que era assinante da Newsweek, revista que, mais do que notícias, é uma revista de opinião. 

A Newsweek tal como a conhecia desapareceu no último mês de Dezembro com a sua última publicação material, leia-se, em papel! A partir do dia 4 de Janeiro último passou a aparecer-me semanalmente no meu iPad na sua versão eletrónica e eu não estou a apreciar esta nova forma de a ler! Certamente não vou renovar a assinatura.

 

Há muitos tempo, ainda o A. estava connosco, vão lá uns 15 anos, lembro-me que durante um almoço, tivemos uma discussão sobre este assunto. Livros, jornais tal como se conheciam até então, vs versão eletrónica que embora ainda não estivesse disponível para o comum dos mortais, nela se começava a falar-se e era já assunto abordado nos jornais. Como o meu filho estava sempre a par destas novidades não foi facil argumentar.

 

Claro que  argumentei, que um livro eletrónico não seria a mesma coisa, que não o poderia levar comigo para a praia, le-lo no café ou no autocarro... Além disso pegar-lhe, sentir o cheiro, a espessura do papel, virar-lhe as folhas seria muito diferente do frio de uma “maquineta” mesmo que a ele se assemelhasse. Claro que ele argumentou das vantagens da tecnologia que se prometia, mas cada um ficou na sua…

 

Os anos passaram, e à medida que ia tendo notícias de que a Amazon tinha posto finalmente o Kindle à venda e a publicita-lo o facto de ter um qualquer livro entre os milhares contidos na sua biblioteca, comecei-me a entusiasmar. Claro que eram todos em inglês mas como isso não era problema vá de encomendarmos um (Kindle).

Para mim foi algo de fascinante, poder ter um livro em qualquer parte que me encontrasse no espaço de segundos e a preços muito competitivos!

Isto foi há uns seis anos a trás, e desde então não comprei mais nenhum livro em papel e tenho sempre um logo ali pronto a ser lido!

 

Mas, e quanto à Newsweek? Porque estou tão reticente? Não, para mim não é a mesma coisa, a Newsweek tinha apenas umas 50 páginas em papel muito fino que permitia ser dobrada, ao alto de acordo com as colunas dos artigos, como que enrolada, e  podia também ser dobrada em quatro para meter na carteira...

Levava-a para ir lendo enquanto esperava por uma amiga, na viagem de metro ou de autocarro… sempre pronta a ajudar-me a passar o tempo em qualquer sítio que estivesse...

Agora no iPad não é a mesma coisa! Como se compreende não vou no metro com aquilo ligado e não me sento num banco de jardim com o mesmo na mão, pelo menos por agora em que este tipo de "gadgets" atrai a atenção, e eu não gosto!

 

Assim sendo talvez me passe para a Time até esta não ter versão exclusivamente eletrónica!

 

 

Aqui está porque eu gostava mais dela em papel...

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 16:37 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Terça-feira, 15.01.13

O fascínio de uma poça de água...

 

Quando o “…por aí” é lisboeta e se coincide com um domingo, é certo que vamos ao Parque com os nossos pequeninos. No inverno e sobretudo se está de chuva o Jardim da Gulbenkian não é apetecível mas agora descobrimos um outro, ótimo, lá para os lados da Avenida de Roma.

 

Tinha chovido durante a noite e obviamente os baloiços, o escorrega e os cavalinhos que “não andam mas fazem que andam”  deveriam estar molhados, mas avó experiente sabe que nestas alturas se deve levar algo que limpe e absorva a água, assim lá vamos nós com uma toalha turca velha para o fim em vista.

 

Até chegarmos ao parque propriamente dito nenhum deles deu pelas poças de água tal era a pressa de cavalgar, escorregar, baloiçar… e assim por ali estivemos mais de uma hora, eles brincando e eu apreciando…

 

Bom, o sentido contrário é que nunca é tão rápido pois tudo serve (penso eu inconscientemente) para atrasar a ida para casa, um pauzinho caído aqui, uma folha acolá, o cão que pula ao lado e ao qual querem fazer festas, ainda que a medo… tudo provoca inércia no regresso a casa e então desta vez, oh maravilha das maravilhas, as poças de água estavam por todo o lado!!

 

E como evitar o fascínio delas? Impossível, se bem que também não me esforcei para que isso não acontecesse e resolvi fazer vista grossa… Recuando muitas dezenas de anos lembrando-me sim, de quando nós eramos pequenos, da felicidade que nos dava pormos o pé transversalmente entre o passeio e a rua para vermos a água passar por cima! Estão a ver como era?

 

E porque é que não havia de dar essa mesma felicidade aos meus netos?

 

Fazendo que não dava por nada tirei as fotografias deliciosas que se seguem.

 

 

publicado por naterradosplatanos às 17:11 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Sexta-feira, 11.01.13

Do Areeiro…

 

 

No post " No Areeiro... lendo "The Gazette" mostrei a contradição que é num país rico haver alguém que mendiga nas mais terríveis condições atmosféricas. Hoje mostro de novo a sorte de uma criaturinha que sendo sem abrigo encontrou quem a abrigasse!

 

A Marie está maior, não mais gordinha pois os ossinhos ainda se lhe sentem quando lhe pega, mas agora ela está protegida e usufrui de uma bela casota junto a uma lareira e ainda a companhia da Gaticha uma siamesa já com 16 anos e que nem sempre está disposta a tolerar as brincadeiras da novata sua vizinha!

 

A verdadeira dona da Marie está nesta altura com muito que estudar e praticar com vista à sua profissão futura e por isso teve que leva-la para a casa que tem a tal lareira…  

 

Aqui podem ler a história dessa criaturinha

http://noareeiroeporai.blogs.sapo.pt/2012/10/07/

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 17:09 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Terça-feira, 08.01.13

...hoje é dia 8 de janeiro

 

A caminho do Areeiro numa qualquer rádio ouvi a locutora anunciar: “hoje é  dia 8 de janeiro…” e de repente veio-me à lembrança um longínquo dia de janeiro, precisamente 8 de janeiro, que fazendo as contas deve ter sido  o do ano de 1958.

Nesse dia eu e a minha irmã estávamos em casa da minha avó, as aulas ainda não deviam ter começado e como sempre devíamos ter-nos escapado para lá. Deviam ser umas oito horas da manhã e dado o frio do inverno, ainda estávamos ao quentinho… então o telefone toca, a vovó vai atender: “ a Elvira morreu”!

 

Eu teria os meus 13 anos, a minha irmã 11. Vestimo-nos a correr e a correr fomos as três para casa da minha mãe.

Não sei como descrever a sensação de perda. A Elvira (Bia como o meu irmão mais novo a tratava) tinha morrido de noite, suavemente a dormir…

 Ela tinha problemas de coração e lembra-me de a ver tomar umas gotas, salvo erro Coramida, mas nada fazia prever que a nossa querida empregada (criada no léxico de então) nos deixasse tão cedo.

 

Ela devia andar pelos cinquenta e poucos, veio com a minha mãe, cedida pela minha avó onde  ajudou a criar a minha mãe e minha tia.  Naquela altura fazia sentido ir ajudar a criar os netos e ajudou, já que lhe passamos os quatro pelos braços!

 

Lembro-me dela como se a tivesse visto ontem, cabelos a ficarem grisalhos apertados a trás num crucho enrolado na nuca. Na altura as empregadas não usavam casaco, então privilégio de outro estrato, mas sim um xaile. Estou a vê-la po-lo para sair à rua, esse era castanho e depois um outro que me lembra ter sido dado pela minha mãe, preto, mas só para aos domingos ir à missa ou às reuniões da Casa de Santa Zita…

 

Lembro-me de como adorávamos subir ao seu quarto e espreitar numa mala (arca) onde tinha os seus parcos haveres, sim porque nessa altura era assim mesmo pois vivendo vidas em casas alheias só tinham o estritamente pessoal…

 

Estava eu a dizer que o meu irmão mais novo me parecia ser o predileto e nesse dia de 8 de Janeiro foi ele que subindo ao seu quarto para gozar mais um bocadinho da sua atenção se deparou com a Bia que não lhe respondeu…

 

Os dias que se seguiram foram de desolação, faltava-nos alguém muito querido em casa e os meus então 13 anos, não eram os 13 anos de uma menina de agora.

 

Essa menina que fui recorda-a ainda hoje com muita saudade!

publicado por naterradosplatanos às 13:43 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sexta-feira, 04.01.13

Notícias da Marie...

Lembram-se da gatinha persa com poucos dias apareceu debaixo de um carro em frente da casa da Sarinha?



Vi-a este Natal, está grande mas não muito sociável para quem não conhece e por isso rapidamente desaparece quando alguém entra.

As relações com a sua salvadora são de paixão e sempre que ela se senta para estudar, já que o exame para a especialidade será no próximo ano, salta para cima da mesa e fica a olhá-la brincando muitas vezes com os seus apontamentos...

publicado por naterradosplatanos às 19:38 | link do post | comentar

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