Sábado, 28.05.16

Prefira produtos portugueses!

Cheios de chuva por vários meses e noticiando sol lá para sul decidimos por-nos a caminho...

Porque nunca lá tínhamos estado e apesar dos avisos da Patrícia, decidimo-nos pela Ilha Cristina que pelo nome parecia vir a ser agradável.

Saídos pela fronteira de Ficalho e seguindo as instruções do GPS encontrarmo-nos numa estrada que mais parecia um "caminho de cabras" mal alcatroado. Tenho a certeza que se nos cruzássemos por outra auto-caravana dificilmente conseguiríamos passar. Felizmente só nos cruzamos com dois carros e pequenos.

Depois a estrada tornou-se boa e depressa estávamos no litoral e logo no camping escolhido. A escolha feita com antecedência recaiu no Parque Giralda que o guia dizia ser de 1ª categoria o que também era atestado numa placa à entrada. Devíamos ter-nos lembrado que ser de 1ª categoria em Espanha não é garantia de qualidade.

Logo que entramos e escolhido o lugar  imediatamente nos assaltou a dúvida se por lá ficaríamos... A gota de água foi a visita à praia que estava logo em frente. A areia pareceu-me térrea, o areal sem ter tido ainda qualquer limpeza, as passadeiras em madeira desconjuntadas...

Dia seguinte,  9.00 da manhã atravessávamos a ponte sobre o Guadiana e pouco tempo depois estávamos neste parque

 

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pese o Sol ter ficado para trás e hoje aqui tivesse havido aguaceiros e algum vento a qualidade do ambiente vale bem a troca.

Outros dias de Sol virão!

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publicado por naterradosplatanos às 20:31 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 27.05.16

Numa viela de Serpa...

Uma notícia num jornal norueguês http://www.thelocal.no/ relembrou-me a sua existência.

Há bastantes anos atrás estivemos à porta mas fora do horário restrito a que abria. Como estávamos de passagem, ficou para outra vez. Essa outra vez, talvez uma dezena de anos depois, foi ontem.

Estou a falar do Museu do Relógio em Serpa.

 

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O jornal norueguês de que falei e que lhe fazia os maiores elogios, aconselhava mesmo a que, quem aterrasse em Lisboa fizesse uma viagem a Serpa (200km) propositadamente para o visitar!

O museu tem, segundo nos informaram, cerca de dois mil relógios e todos eles capazes de funcionar, digo capazes porque como é óbvio não o estão ao mesmo tempo. Tão elevado número requereria alguém a tempo inteiro a dar-lhes corda e mesmo assim não sei se uma pessoa bastaria!

 

Relógios dos mais simples aos de maquinismos complexos, relógios proletários e outros que pertenceram a casas reais, relógios de parede, de secretária e de mesinha de cabeceira... Relógios de pêndulos e relógios de cuco (um deles igualzinho ao que nós temos), relógios de bolso e relógios de pulso, numa infinidade de tamanhos!

Um relojoeiro exótico produziu mesmo um modelo com as horas inversas, mas não lhe descobri o objetivo ou o mérito.

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 Foi interessante de ver, mas não comungo da ideia do "The Local Norway", que valha a deslocação que sugere.

Aqui ficam alguns

 

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Nota: não vi por lá nenhum relógio digital, pensando bem, ainda não têm idade para figurarem num Museu!

publicado por naterradosplatanos às 15:06 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 21.05.16

O fogão(zinho)

Era, é, um fogão de brincar que é também um fogão a sério, tão a sério que há muitas décadas e sob a superintendência da avó da Gracinha nele fizemos arroz doce... Momento da minha infância que nunca esquecerei.

O dito fogão era um encanto para mim e para a minha irmã e mais do que uma vez brincamos com ele lá no pátio interior da casa da Drª Laura. Segundo sei foi por ela mandado fazer, há uns 90 anos a um ferreiro da rua, para as 2 filhas.

A seu tempo tornou-se também brinquedo das netas e das amigas, onde eu e a minha irmã estávamos incluídas.

Mais tarde foi destinado à bisneta Joana que por sua vez já tem uma menina que eventualmente ou não, o olhará como algo estranho já que está bem longe dos que hoje as crianças vêm.

As casas de hoje dificilmente podem abrigar este tipo de brinquedos e por isso ele continua à guarda da minha amiga Gracinha que ontem fui visitar... e foi a lembrança dele que ditou este meu post.

 

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publicado por naterradosplatanos às 18:37 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Terça-feira, 17.05.16

Para que serve o escuro?

Tem 3 anos, feitos no princípio do mês e quem quiser lembrar o dia que nasceu pode fazê-lo aqui http://noareeiroeporai.blogs.sapo.pt/2013/05/08/

Chama-se também Henrique e começa a idade das perguntas. PARA QUE SERVE O ESCURO?

Aqui fica da conversa entre mãe e filho, que a Fátima (a mãe) me relatou: Henrique, o escuro serve para as pessoas dormirem melhor, e para todos descansarem depois de um dia de brincadeira ou trabalho. Depois veio outra pergunta mais difícil: E PARA ONDE VAI O SOL DE NOITE? Não recorri a nada científico, apenas disse que se ia deitar atrás das montanhas... E isso satisfê-lo de momento.

Hoje íamos no carro, viu o céu com nuvens e perguntou onde estava o sol. Eu disse que estava atrás das nuvens, mas não satisfeito continua: E ESTÁ A TOMAR O PEQUENO-ALMOÇO? Respondi que sim... E O QUE COME O SOL? Flores respondi eu...Acho que para já ficou satisfeito.

 

É maravilhosa a curiosidade a que ainda podemos responder com fantasia!

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publicado por naterradosplatanos às 18:19 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 15.05.16

Caro leitor/leitora da Roménia

 

Depois do post de ontem dedicado aos improváveis lugares de onde recebo leitore/as, hoje este é dedicado a alguém que me lê assiduamente lá na Roménia.

Este leitor ou leitora não resulta de pesquisa no Google como muitos outros. Ele ou ela abrem o post do dia, como aqui mostro e poderão constatar no meu "localizador" 

image.png

Romania landed on http://noareeiroeporai.blogs.sapo.pt/ 21:09:05 -- 37 minutes ago

 

A esse leitor ou leitora pedia que me deixasse na caixa de comentários apenas como me encontrou.

Estou certa que domina o português ou pelo menos sabe o suficiente para me ler tão assiduamente. Espero pois que aceda ao meu pedido o que me faria feliz.

 

O processo é simples, clicando em  Comentar, basta escrever um nome/pseudónimo e um endereço de e-mail (que nunca fica visível), a caixa URL não é necessário preencher. De seguida, escrever o comentário e... Enviar.

 

Fico á espera.

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publicado por naterradosplatanos às 22:08 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 14.05.16

Bandeira azul com estrelas douradas...

Há algum tempo que tenho um "localizador" de leitores que consulto sempre com curiosidade. Tenho tido gente de lugares absolutamente improváveis, como Thuwal, Al Qasim Arábia Saudita, ou então Taipei, (Taipé em português) que entram diretamente no meu blog e que portanto não são fruto de pesquisa de um qualquer termo.

Porém há muitos outros que "aterram" em posts específicos como é o caso do post da "História do meu limoeiro" que é o campeão de todos os outros.

Hoje, com espanto meu, a bandeira azul da Europa com as suas 12 estrelas douradas assinalava que alguém estava há procura de algo relacionado com limoeiros.

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Europe landed on http://noareeiroeporai.blogs.sapo.pt/34515.html21:28:03 -- 11 hours 46 mins ago

 

Seria algum deputado europeu, maçado da sessão a que estava a assistir, que tem por cá algum limoeiro que não produz, que consultou esse meu post?

 

 

publicado por naterradosplatanos às 08:06 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quarta-feira, 11.05.16

A Rua do Comércio

A rua a a que chamam "rua do comércio" só o é em parte já que é constituída por outras duas e três largos. Acho que poucos sabem que ela inclui a 5 de Outubro, a Luís de Camões e a verdadeira Rua do Comércio.

Desde sempre e até ao advento das grandes superfícies o que se queria encontrar era aqui e em mais lado nenhum... é sempre a subir quem vem do Rossio.

 

Quando aqui cheguei ainda os carros a desciam, depois foi calcetada e tornada "piéton " o que era uma novidade na altura. No entanto o projeto teve a  resistência e gerou críticas  dos comerciantes que afirmavam ir perder clientela! Porém continuou movimentada já que ninguém lhe fazia concorrência, acho mesmo que nem as lojas concorriam entre si.

 

Que me lembre nessa altura apenas duas vendiam Moda. Já o Sr. Hermínio vendia para as outras franjas e para as gentes dos arredores para quem a última moda não interessava. Havia duas farmácias, lojas de tecidos a metro e retrosaria, um mini-mercado de produtos que hoje designaríamos por "gourmet" uma livraria e uma papelaria, sapatarias também, umas três, também uma alfaiataria e uma chapelaria... Depois as coisas mudaram e a Rua do Comércio foi morrendo aos poucos.

 

Hoje, depois de muito tempo voltei a subi-la, muitas lojas de portas tapadas com papel, outras nem isso, deixando assim o vazio da rua entrar!

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publicado por naterradosplatanos às 17:55 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 08.05.16

A barata

From:...      ...@gmail.com

Data: 7 de maio de 2016, 21:16:23 WEST

To...        @gmail.com

Assunto: Um texto escrito a 4 mãos. Uma frase a Diana, uma frase a mãe. Ela começou e eu terminei.

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From: mãe

To: mãe da D. 

Assunto: Re:Um texto escrito a 4 maos. Uma frase a diana, uma frase a mae. Ela começou eu terminei.

 

Muito bem, querida. Excelente estratégia" embrulhada" de brincadeira para fomentar o escrever sem medo!
Querida, não tenho dúvidas que és, além de uma fantástica mãe, uma excelente professora, quer se trate da tua pequenina quer dos teus alunos aspirantes a engenheiros informáticos.
Bjis

mm

 

 

publicado por naterradosplatanos às 09:40 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sábado, 07.05.16

As favas do meu quintal

 

Nos tempos em que passava a maior parte do tempo no Areeiro, eu tinha uma horta e na horta havia de tudo: feijões, abóboras, espinafres, tomates de várias qualidades... No princípio até houve alhos, cebolas e a experiência de semear cenouras, mas que brevemente foi abandonada. Houve morangos, groselhas, framboesas e umas "berries" que trouxemos de Inglaterra, as únicas que atualmente existem.

 

Hoje que tenho uma vida mais ou menos nómada e como uma horta exige jardinagem, tive que abdicar do que nessa altura fazia a minha felicidade.

Agora, devido à minha itinerância, só posso fazer culturas de inverno e como não produzo cereais, restam-me as favas! As favas semeiam-se lá para Novembro e a partir de agora estão prontas a colher. Como estão na terra durante todo o inverno, não estão sujeitas á necessidade de rega e por isso são compatíveis com o nosso nomadismo.

 

No entanto este ano ainda resolvi semear abóboras, destinadas ao Halloween dos meus netos, que vou deixar dependentes da rega gota a gota do jardim.

 

Aqui estão elas, grandes e cheias de grãos...

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publicado por naterradosplatanos às 13:20 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 03.05.16

Não há rosas no meu jardim

É verdade, há muitos anos que não as tenho no meu jardim!

No princípio ainda me entusiasmei e plantei várias roseiras, umas compradas outras amavelmente oferecidas, mas rapidamente constatei que não se adequavam ao tipo de jardim de que eu gosto.

As roseiras ficam altas, depois das primeiras rosas, as que se seguem são já de menor qualidade, depois são extremamente vulneráveis às pragas, piolhos, míldio... e o jardim de que eu gosto é aquele com tufos baixos de flores bem coloridas, realçadas aqui e ali por indispensáveis flores brancas. Assim os gerânios, as petúnias, amores-perfeitos são as flores ideais e são essas que eu cultivo.

 

Mas isto não significa que eu não tenha o meu roseiral, todo ele " plantado" pela minha mãe.

 

Aqui fica ele

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publicado por naterradosplatanos às 20:45 | link do post | comentar | ver comentários (6)

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