Domingo, 31.07.16

Ida ao Museu...

Há 5 anos, pelo Natal, e há menos de um mês que não entrava num museu! Há 5 anos foi no MOMA, num dia de Dezembro em que a neve caía copiosamente sobre NYC, há um mês a trás foi em Berlin como na altura contei.

Na realidade durante anos fomos a muitos, era importante que os filhos se habituassem mas, depois de ficarmos independentes dessas obrigações só muito muito excepcionalmente vamos, como foi no caso do MOMA e depois com a Raquel.

Hoje foi também uma dessas excepções e de lá saímos com a certeza de que valeu a pena e que vamos rever essa nossa atitude.

Estou a falar do Museu de Arte Antiga na Rua das Janelas Verdes em Lisboa, um museu à altura de um qualquer grande museu da Europa!

O que lá nos levou não foi uma visita generalizada mas sim a possibilidade de admirar a "Adoração dos Reis Magos" de Domingos Sequeira recentemente adquirido pelo público, como é de todos sabido, e a exposição temporária sob o nome "O Museu Que Não Se Vê". Nesta estão obras de arte da  reserva do museu e que nunca dela tinham saído até agora!

A organização é cuidadíssima, com uma informação excelente, em português e inglês onde além do nome da peça, do autor, do período a que diz respeito, em alguns casos as oficinas que os produziu, incluindo ainda a proveniência anterior à sua chegada ao museu.

Constata-se com agrado que a maior parte delas foram doadas...

 

 A última vez que lá fui, há muitos, muitos anos as salas eram escuras, muito cheias, onde as obras de arte não sobressaíam... hoje não, o interior é moderno, muito iluminado, de paredes brancas ou escuras mas de onde sempre parecem saltar as obras de arte...

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As duas obras de Domingos Sequeira: os filhos e a Adoração dos Reis Magos.

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publicado por naterradosplatanos às 17:59 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quinta-feira, 28.07.16

Esqueci-me...

Esqueci-me de dizer que uma das coisas deliciosas que comi na Irlanda foi o

"brown soda bread".

Parece um vulgar pão de sementes mas de sabor é bem diferente.

 

 

Fotografia da internet

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publicado por naterradosplatanos às 19:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 25.07.16

Já no Areeiro...

O Areeiro esperava-nos com 39º!

publicado por naterradosplatanos às 20:54 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Domingo, 24.07.16

9º Dia - ainda em Dublin...

Prestes a levantar vôo para Lisboa ainda quero acrescentar mais alguma coisa às minhas opiniões sobre Dublin.

 

 

A história humana dos irlandeses é uma história feita de grandes dores, talvez a maior, pelo número de pessoas que envolveu, tenha sido a Grande Fome nos meados do séc. XIX.

Dezenas de milhares morreram por falta de alimento e calcula-se que por volta de dois milhões de irlandeses tivessem buscado outra vida do lado de lá do Atlântico.

A lembrança desses tempos está imortalizada num memorial e no chão vários agradecimentos a essa gente que ajudou a crescer os Estados Unidos e o Canadá.

O memorial é formado por um conjunto de estátuas que mostram bem a dimensão da Tragédia.

 

Impossível ficar indiferente à expressão daquela gente materializada em ferro o que também está ligado à sua tenacidade.

 

Diga-se, foi mesmo a única coisa que em Dublin verdadeiramente me  impressionou!

 

 

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publicado por naterradosplatanos às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (5)

9º Dia - sobre Dublin

 

Dublin não é uma cidade bonita, longe de o ser! Digo isto porque as ruas, melhor os edifícios que as formam têm um ar desconexo dum estilo sem estilo. Aqui e ali um edifício que vem do século dezanove e provavelmente reconstruído. Depois os edifícios de habitação sempre naquela cor tijolo que é comum nestas latitudes, depois os que foram construídos mais recentemente onde os velhos caíram, depois misturados os modernos edifícios todos em vidro... enfim uma mistura sem graça.

 

As ruas no entanto estão pejadas de gente tornando-se às vezes difícil romper a multidão. Gente nova essencialmente, adolescentes, jovens adultos, mães com crianças de todas as idades, mas muitas crianças. Depois os que aproveitam todos estes que passam para fazer algum dinheiro... um baterista que alegremente faz soar os tambores e os pratos, os homens estátua que se inclinam à moeda que cai, outro que toca trompete e ainda o homem dos balões que merece a atenção das crianças.

Os carteiristas estão onde há multidões e não fosse eu precavida também teria sido lesada, já que algum o tentou!

Entre toda esta confusão há um que toca guitarra e entoa a famosa canção irlandesa, que talvez alguma vez já tenham ouvido, "Molly Malone", e que eu tirei do YouTube para aqui deixar já que se diz que para os irlandeses é tão importante como o seu hino nacional.

 

https://m.youtube.com/watch?v=S8gCNuUNK7g

 

Algumas fotografias que atestam as minhas afirmações anteriores:

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publicado por naterradosplatanos às 07:40 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 23.07.16

8º Dia - 47 anos depois em Dublin

Quando estudamos História ou quando hoje ainda a lemos, constatamos que ela só relata acontecimentos tristes: guerras, revoluções, catástrofes... e as suas consequências nefastas (também a Irlanda está incluída).

 

Tudo o que foi bom na vida das populações raramente merece relevância, logo posso concluir que as vidas felizes não têm história!

 

Portanto a nossa vida, ao longo destes 47 anos, não tem história, só têm factos e acontecimentos felizes, muitos deles ligadas aos nossos três filhos.

publicado por naterradosplatanos às 19:02 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 22.07.16

7º Dia - Londonderry - Dublin

Carro entregue sem um único arranhão o que considerando o facto de se guiar à esquerda e algumas das estradas por onde andamos é quase uma proeza.

 

Ao todo foram 1 810km numa volta completa à ilha que em números redondos tem 80 000 km2 (Portugal tem aproximadamente 92 000). A chuva apenas se mostrou e as temperaturas andaram por uns deliciosos 18 a 20º...

 

Só no fim escreverei sobre Dublim, pois só nessa altura terei uma ideia precisa já que nunca cá estivemos.

publicado por naterradosplatanos às 20:34 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 21.07.16

6º Dia - Giant's Causeway

Quantas vezes mostrei aquela fotografia a preto e branco que fazia parte de uma coleção que existia no Gabinete de Geografia! Naquela altura não tínhamos internet nem quadros interativos á disposição e portanto tínhamos que nos governar com material bem mais modesto! A coleção era de uma editora francesa, muito bem feita que abrangia três conjuntos: geologia/geomorfologia, vegetação na sua ligação com o clima e paisagens humanas ( ainda te lembras delas Fátima?). Explicava o conteúdo e localizava o lugar respectivo. Uma dessas fotografias mostrava a Calçada dos Gigantes como exemplo da dijunção prismática do basalto, e situava-a na Irlanda do Norte. Era uma excelente fotografia e quando a mostrava intimamente pensava que gostaria de um dia a poder visitar... Esse dia chegou hoje, aqui está ela:

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Quarta-feira, 20.07.16

5º Dia - Londonderry

Londonderry é uma cidade triste. Claro que nenhum Guia Turístico escreveria isto, os guias turísticos só escrevem que tudo é interessante, imperdível ver e, não é verdade!

 

É verdade que Londonderry tem alguns edifícios de valor arquitetónico que se encontram no interior do círculo das muralhas mas apenas isso, para lá delas tem um aspeto"pobre" sobretudo nas áreas dos antigos bairros sociais habituados por operários protagonistas da rebelião protagonizada pelos católicos.

Quem é da minha idade deve recordar as notícias dos confrontos entre o IRA e o Exército Inglês. A minha companhia, que nessa altura estava por estes lados a fazer um estágio, lembrou-me o arame farpado que barricava os bairros e os carros de assalto que desafiavam os seus habitantes.

 

Hoje a cidade enterrou o machado de guerra mas talvez sem esquecer aonde, tal é a presença de alusões às reivindicações de então.

 

Aqui ficam mais fotografias do que é costume para atestar o que foi e de como ainda está presente o desejo de libertação da coroa britânica...

 

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 Este não é um painel antigo...

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publicado por naterradosplatanos às 20:04 | link do post | comentar
Terça-feira, 19.07.16

4º Dia - Galway

As viagens feitas em autogestão às vezes têm uma pitada de aventura, umas vezes é aventura calculada (Death Valley) outras vezes a aventura vem ter connosco...

 

Galway foi escolhida como ponto de etapa e também pelo litoral que prometia ser selvagem.

Café tomado na cidade, percorridas as ruas embandeiradas, tomando conta do número de "pubs" que nelas se alinhavam e das referências aos prémios que por isto ou por aquilo tinham ganho... achamos que a cidade estava vista.

Na nossa liberdade de tomar decisões, consultado o mapa, encontrado o lugar mais distante que era suposto ir, marcado este no GPS e aí vamos... A certa altura a estrada começa a ficar cada vez mais estreita e na liberdade que lhe conferimos (ao GPS) lá fomos voltando à direita e à esquerda, depois em frente para de novo recomeçar o zig-zag, como é de imaginar nada agradados com o percurso, diga-se em abono da verdade.

A certa altura as informações escritas no GPS tornam-se ininteligíveis, nenhum dos lugares era reconhecido por nós! O inglês tinha virado gaélico, língua oficial da Irlanda juntamente com o inglês e que aqui nesta região levam muito a sério!

A origem é celta e alguns caracteres também são diferentes o que torna para quem não sabe, a língua impronunciável. Nesta região salvo os organismos públicos toda a informação está nesta língua.

Na sequência desta mudança devemos pois, ter seguido um caminho errado que nos levou por veredas inimagináveis, que pareciam não ter fim... nestas alturas o tempo psicológico conta e muito!

Finalmente o mar estava no horizonte, esquecida liberdade dada ao GPS em breve a R536 estava ali estendendo-se ao longo da costa em direção ao objetivo.

Esta aventura, que talvez tenha durado uma hora, deu para constatar como estas terras são pobres porque pedregosas, de solos finos, às vezes encharcados onde nem ovelhas a pastar se vêem.

 

Não é pois por acaso que encontramos aqui referências à grande fome de meados do século dezanove  que povoou a América de irlandeses!

 

 

A fotografia tinha mesmo que ficar desfocada tal era o piso da "estrada"!

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O gaélico aqui:

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publicado por naterradosplatanos às 19:48 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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