Sábado, 29.04.17

Em jeito de resumo...

2 240Km em autogestão e sem enganos, esperando o regresso.

 

Curvas e contracurvas subindo encostas, autoe-estradas a estrear, estradas a bordar o Adriático; Zagreb cidade grande e muitas outras pequenas e cheias de charme (exclui- se desse charme tudo o que tem menos de 50 anos)

Também relembrei pontualmente momentos de história já esquecida e vi o que nos foi deixado, umas vezes em forma de ruínas, outras vezes e como que por milagre depois tantas as vivicitudes, ainda de pé!

 

Não falamos a língua , eles tão pouco a nossa, vale-nos a língua que se vai tornando universal e assim nos entendemos na simpatia. Uma simpatia genuína, mas tão efusiva que ás vezes nos deixa sem jeito!

 

Talvez as coisas, sobre tudo os serviços sejam um pouco mais caros do que em Portugal, coisa que se afere logo pelo preço do café que eu documentei à minha maneira:

 1€ = 7kn (kunas)

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Agora que estou a regressar penso que o sentimento que me invade é a simpatia por aquela gente!

publicado por naterradosplatanos às 16:52 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 28.04.17

Rijeka

380km andados debaixo de forte chuva parecia ser um mau prenúncio para visitar Rijeka, conformados no entanto tendo em conta que desde que saímos de Lisboa, frio sim, mas nunca chuva!

Porém, a poucos quilómetros o sol abriu e a tarde ficou soalheira e amena...

 

Rijeka é exatamente como vinha descrita no Guia turístico (o que nem sempre acontece). Dizia o Guia:  a maioria das pessoas que aqui chega passa em corrida para os barcos que as levam às ilhas mas os que ficam, descobrem nela charme e cultura...

 

Também Rijeka sofreu todas as vicissitudes da história de todo o litoral adriático, com a diferença de que aqui a jurisdição Húngara foi muito mais longa e portanto deixou-lhe a beleza do seu estilo e... o que é bonito hoje em Rijeka vem-lhe desses tempos.

 

Porém a pressa do moderno fez com que essas joias de arquitetura (que não ficariam mal numa rua de Viena ou Budapeste) estejam paredes meias com aberrações urbanísticas, (nada que não tivesse acontecido em Lisboa nos finais dos anos 60 e década de 70 na Avenida da República e Avenida da Liberdade) e que aí continuarão, atrevo-me a dizer, para todo sempre!

 

Certamente, quem tem interferido no urbanismo, já tomou medidas e com certeza que muitos fundos comunitários estão a ajudar a preservar esses edifícios únicos.

 

Aqui fica a prova de algumas dessas aberrações:

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e os tais que ficariam bem em Viena ou Budapeste

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 e outros à espera da sua vez:

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  e fora do centro é assim:

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m:

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publicado por naterradosplatanos às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 27.04.17

Trogir

Ao falar das cidades ao longo do Adriático temos que fazeres uma explicação. Isto é, explicar que têm duas áreas distintas: a parte antiga definida e bem conservada, onde a história das civilizações que por elas passaram deixaram as suas marcas arquitectónicas e a área que corresponde ao pós II Guerra Mundial e ao período que se seguiu.

Construir para abrigar era então o mote, portanto as preocupações com o estilo foram poucas, daí o que se vê em volta destes núcleos históricos ser incaracterístico, ou talvez característico de países com dificuldades.

 

O planeamento ou não existiu ou é de qualidade duvidosa. Claro que a topografia em muitos casos restringe as áreas disponíveis para construção e por isso as casas tiveram que se alcandorar nas encostas levando consigo as ruas estreitas e íngremes...

Trogil é mais um exemplo do que acabo de dizer. O seu núcleo rodeado de muralhas medievais, declarado também Património Mundial pela UNESCO, é uma jóia pela sua profusa coleção de arquitetura romana e renascentista, esta última ligada a presença veneziana durante longos anos.

A par de ruas muito estreitas há também pequenos largos ligadas á vida comercial que caracterizou a vida de Trogil nesses tempos recuados.

 

Hoje a modernidade ocupou-as com confortáveis esplanadas...

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publicado por naterradosplatanos às 19:18 | link do post | comentar
Quarta-feira, 26.04.17

Dubrovnik: onde quase tudo é novo!

A história de Dubrovnik é porventura mais dramática que a das outras cidades da Costa do Adriático. Passou pelo domínio dos romanos, emancipou-se deles e tornou-se independente, cercou-se de muralhas, resistiu ao cerco dos muçulmanos.

Entretanto chegaram os venezianos e com eles o comércio e a prosperidade... Porém essa prosperidade terminou com um catastrófico terramoto que deixou a cidade em ruínas e determinou o início do seu declínio. Mais tarde as tropas de Napoleão entraram e acabaram definitivamente com a República de Dubrovnik.

Poucos anos mais tarde passou a fazer parte do império Austro-húngaro...

 

Porque conto tudo isto que pode ser lido em qualquer guia turístico ou no Google?

 

Precisamente para justificar o título deste post. Sim, tudo em Dubrovnik é novo, isto é tem menos de 25 anos!

Realmente o maior drama, de muitos séculos de história, aconteceu já no nosso tempo quando do desmembramento da ex-Jugoslávia. Entre 1991 e 1992, as bombas das tropas da Sérvia e Montenegro transformaram-na de novo em ruínas...

 

Exposição fotográfica sobre a última tragédia: "as paredes, as chaminés e o céu", legenda da figura

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A comunidade internacional ajudou a reconstrui-la e a UNESCO declarou-a Património Mundial.

 

As fotografias dos telhados e das muralhas mostram bem como hoje é tudo novo!

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As as muralhas brancas feitas a "régua e esquadro" e os telhados novos

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publicado por naterradosplatanos às 18:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)

De Split a Dubrovnik...

Depois de um percurso numa autoestrada novinha em folha, e quase uma hora para atravessar o posto fronteiriço, eis-nos na Bósnia. 9km depois, nova fronteira e estamos de regresso à Croácia!

 

Daqui em diante a estrada é estreita e corre ao longo do mar a um nível ligeiramente elevado. A paisagem é bonita, o verde do "maquis" completa-se com o azul do Adriático... durante alguns quilómetros fez lembrar-me a estrada do Big Sur, só que esta corre bem mais alta é bem mais longa e tem o Pacífico ao lado...

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publicado por naterradosplatanos às 10:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 25.04.17

Acredito que estes são biológicos!

Nesta pedras calcárias a agricultura é um desafio. Além da rocha nua tudo é escarpado e um palmo de terra plana deve ser difícil de encontrar...

Assim a agricultura é de subsistência, embora dela sempre sobre alguma coisa, mostra bem como estes sítios são pobres. Olhemos para as bancas e para as suas vendedoras no mercado de Split, que vem descrito no guia turístico como uma atração!!

 

Detesto estas menções de pobreza como atração para pessoas que vêm de sítios que, elas outras nem imaginam que existem!

O resto que se vendia e que se vende em todos os mercados, tinha todo o ar de " made in China"...

 

 

Alhos franceses da grossura de um dedo, uma dúzia de ovos, restos de toucinho, leite diretamente da cabra para um frasco de café instantâneo... Um ramo de salsa!

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As bancas estão quase vazias mesmo sendo 8.30 da manhã...

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Split

 Spit tem uma baia, uma baia pequena, algumas palmeiras, casa simples maquilhadas e desmaquilhadas pelo tempo... a água é azul.

Porém o que aqui traz tanta gente não é a a baía mas as ruínas de um palácio romano, o Palácio de Diocleciano. Este palácio não o era de acordo com o nosso conceito de palácio já que incluía ruas, templos e outras comodidades que permitiam ao Imperador viver seguro.

Também a Idade média deixou mais tarde vestígios no dédalo das ruas. Ruas tão estreitas que parece que os vizinhos poderão apertar a mão de uma janela à outra.

Também está tudo irrepreensivelmente limpo.

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Dentro do "palácio" que é cercado por altos muros e apenas com quatro entradas.

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Segunda-feira, 24.04.17

De Zadar a Split pela costa

As estradas secundárias obrigam-nos a andar de vagar mas também nos permitem ver o profundo...

 

O mar é azul e calmo, a água transparente, e são sem dúvida um capital para o futuro.

Hoje o mundo rural e as pequenas cidades, por onde a estrada passa têm um ar pobre e são um verdadeiro caos urbanístico... talvez como eram algumas das cidades portuguesas há 40 anos a trás.

O dinheiro da União Europeia já se faz sentir nas estradas em construção que atravessam sítios inóspitos entre montanhas descarnadas ou cobertas de um denso "maquis", de forma a ligarem o norte ao sul.

De facto, em termos agrícolas é a mesma coisa, e assim se explica que em cento e tal quilómetros não tenha visto qualquer campo cultivado.

As montanhas sucedem-se altas e paralelas umas às outras (como paralelas são as ilhas entre si) e nunca o português termo "Serra" teria melhor aplicação do que aqui.

Como fui eu que conduzi não pude tirar nenhuma fotografia além de esta:

 

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Zadar (2): Sea Organ and Sun Salutation

Nem só as obras do passado fazem os turistas parar...

Em 2005 um arquiteto de Zadar, Nicola Basić, criou duas obras únicas que juntam e fazem parar centenas de pessoas: o Sea Organ e o Sun Salutation.

O Sea Organ é formado por numa série de escadas em pedra calcária, perfuradas e por um conjunto de tubos interiores que assentam no fundo do mar, embora para nós não visíveis. O ondular das águas faz com que o ar suba e desça nesses tubos e nos faça sentir que estamos a ouvir um Órgão imenso. Fascinante!

O mesmo arquiteto concebeu também um enorme círculo de vidro o Sun Salutation que, logo ao lado, coleta a energia do Sol e que do pôr-do-sol ao amanhecer se ilumina.

As duas energias completam-se e se pudéssemos assistir ao resultado de ambas, sem a presença de tanta gente (onde me incluo), seria certamente um momento mágico!

 

Como não consegui fazer um vídeo decente deixo aqui os do YouTube, onde tudo se encontra!

 

https://youtu.be/n86pF-wQKrw

https://youtu.be/myV3E9uREuI

 

...e as fotografias que fiz:

 

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Os orifícios por onde sai o som

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Ao longo do espaço, este enorme banco que simula as teclas de um gigantesco órgão (em madeira e calcário)

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publicado por naterradosplatanos às 15:47 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 23.04.17

Zadar (1)

Aqui se cruzaram civilizações e interesses e deles ficaram vestígios. Os romanos fizeram dela uma colónia e cá estão os inconfundíveis capitéis numa espécie de museu ao ar livre. Colunas aqui e ali recordam esses tempos...

A República de Veneza defendeu aqui os seus interesses e o leão veneziano ainda perdura nas portas da cidade. Mais, tarde vieram os austríacos, depois foi província italiana, a seguir ocupada por alemães, bombardeada pelos aliados... depois reconstruída no traçado original.

Porém logo a seguir cercada e aglutinada pela Jugoslávia...

 

Depois de séculos de turbulência, ruínas e reconstruções Zadar (entre muralhas) é uma cidade calma onde a sua história está ao virar de cada esquina.

 

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publicado por naterradosplatanos às 16:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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