E por aí… Savannah, espelha a riqueza de outros tempos

 

 

Também Savannah não condiz com o estereótipo das cidades americanas, também ela espelha a herança dos ingleses e os que se lhe seguiram (ingleses que cortaram com a coroa britânica e ansiavam pela independência) e que aqui fizeram fortuna com o algodão.

 

 

    

 

A história de Savannah (pronuncia-se “savêna) começa em 1732 quando um inglês de nome Oglethorpe aqui ancorou juntamente com mais alguns súbditos da coroa, igualmente desprovidos de bens. Oglepthorpe se desprovido de bens não o era de visão pois foi ele próprio que traçou no terreno, então vazio de gente e de culturas, o traçado ortogonal da cidade que hoje perdura intacto. Ruas rectilíneas paralelas ao rio cruzam-se com ruas igualmente rectilíneas formando quarteirões tal como um tabuleiro de xadrez.

 

Na terra virgem os colonos tentaram introduzir aquilo que lhes parecia adequado à latitude comparando esta com a do Velho Continente e da Ásia. Assim tentaram a cultura da amoreira para produzirem seda, os damasqueiros, o arroz e o algodão. Na realidade foi apenas este último que teve sucesso e enriqueceu a colónia mas graças ao trabalho de milhares de escravos que aqui arribaram vindos do Golfo da Guiné. Diz a História de Savannah que a escravião aqui era proibida mas acrescenta que as autoridades fechavam os olhos ao incumprimento da lei. Vejam esta fotografia e quanto à história  fico-me por aqui, apesar de ser  tão longa quanto interessante.

 

 

 

Continuamdo...

 

A visão urbanística e o dinheiro do “white gold” deu a Savannah o charme que ela tem e embora tendo uma primeira base bem inglesa (há ruas que podiam ser de uma qualquer cidade média em Inglaterra), foram construídas, lindas e opulentas mansões conforme o gosto e os haveres de quem as mandava construir. Assim vemos casas em estilo georgiano, grego clássico, renascença, colonial americano… no meio de ruas ladeadas por carvalhos centenários que uma poda cuidada fez com que dessem sombra de um lado ao outro da rua!

Claro que sendo aqui ainda inverno os jardins não estão apelativos, as azáleas ainda não floriram e o chão está juncado das folhas secas dos carvalhos…  

 

( lembro-me de o meu pai, era eu menina, de nos dizer que os carvalhos só perdiam o “casaco”, leia-se a folha, quando a nova estava para nascer. Realmente aqui a muitos milhares de quilómetros do sítio onde ele no-lo  ensinou, constatei que era mesmo verdade!)

 

 

 

Apesar da bandeira e da cabine telefónica é uma rua de Savanna!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os imponentes carvalhos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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