Sábado, 27.05.17

Os anos passam como estrelas cadentes...

Hoje estas duas crianças já têm filhos muito maiores do que as crianças que eram então.

 

Encontrei a fotografia na "parede de recordações". Nesta altura o A ainda não tinha nascido, a P devia ter uns sete anos e o H teria uns quatro. Durante muitos anos vestiram de igual, nessa altura ou pelo menos os meus não reclamavam e ficavam tão giros!!

Os "plouvers" trouxe-lhos de Londres, (a saia e os calções fui eu que lhos fiz). Nessa altura eles ficavam com os avós e nós fazíamos sempre uma semana algures numa qualquer cidade europeia... só passaram a acompanhar-nos quando o H fez a 1ª classe e o mesmo aconteceu mais tarde com o A. 

 

A fotografia foi tirada na Primavera, no jardim da cidade que os viu crescer.

image.jpeg

publicado por naterradosplatanos às 17:20 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 24.05.17

Na saleta da minha mãe...

 As paredes são ótimas para pendurar lembranças!

 

Por cálculos meus estão ali por volta de noventa anos em fotografias, entre elas, como lei da vida, muitos não estão já entre nós: avós e bisavós, o pai também já não... Mas também  lá há lugar para os vivos: mãe, irmão e irmã e meus filhos pequenos lá estão.

Entre elas, há fotografias que me são muito queridas como a dos meus pais ainda muito novos, uma fotografia da nossa família tirada num fotógrafo no Porto... todas a preto e branco já que as fotografias a cores são do tempo dos meus filhos.

image.jpeg

publicado por naterradosplatanos às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 20.05.17

Os jacarandás de Lisboa

Um dia, há décadas num mês de Maio, dei por mim a ter a sensação de que o azul do céu chegava mesmo ao relvado do Parque...

 

De caminho para a Faculdade havia que descer ao Marquês para apanhar o 31 ou 38 e vinda da Rua Artilharia Um, o caminho mais curto fazia-se pelo Parque Eduardo VII.

Exceptuando o inverno, em todas as estações era um prazer atravessá-lo mesmos que em passo de atraso. Ao subi-lo era diferente, mais custoso é certo mas com mais tempo para o admirar... e foi assim que num mês de Maio me dei conta destas árvores azuis das quais nem sequer sabia o nome!

 

Hoje passados tantos anos lá estão, bem maiores mas igualmente a fazerem chegar o céu à terra... Lisboa tem nesta altura dezenas de "ruas azuis" que mereciam um périplo à maneira das amendoeiras em flor.

 

(aqui o do Areeiro ainda está atrasado, mas florirá, florirá!)

 

Estes são de Lisboa...

 

Os do Parque da Nações, ainda com poucos anos

image.jpeg

 

Estes, conheci eu nas minhas passagens pelo Parque

image.jpeg

 

Numa transversal à Avenida da Liberdade

image.jpeg

publicado por naterradosplatanos às 19:24 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quinta-feira, 18.05.17

Duas semanas, dois almoços...

 Às vezes pergunto-me como é que tenho ex-alunas, da idade dos meus filhos, que de vez em quando se lembram que eu existo e me convidam para um café. Claro que eu argumento que um café não dá tempo para conversar e proponho sempre um almoço.

Há duas semanas o almoço foi com a Marisa que tendo vindo do Luxemburgo, com os seus três meninos, ainda arranjou tempo para mim.

Combinamos ser num pequeno Restaurante no Centro Comercial, perto da casa dela, não fosse haver alguma emergência com o bebé Augusto que ainda só tem três meses. Eu pedi o peixe grelhado de quase sempre, a Marisa pediu bitoque, afiançando-me que o bitoque português era o ”melhor" do mundo! Saudades de quem está imigrado, pensei eu...

 

Conversámos duas horas e meia, conversa sobre tudo: o dia a dia de uma mãe trabalhadora no Luxemburgo (do qual ela não se queixa), da escola do Vicente e de como ele se entende com duas línguas, o francês e o luxemburguês e os receios de mais uma no próximo ano, já que na primária é iniciado o alemão...

Conversamos ainda sobre a generalidade dos portugueses no Luxemburgo onde 16% da população é portuguesa e onde 25% dos imigrantes do país foram de Portugal!

Falámos de como é bom estar no centro da Europa e poder num saltinho estar na Bélgica, na Holanda, na França ou na Alemanha... mas também do que mais a penaliza, a falta de sol e céu azul!

 

 

Ontem o cafezinho foi também almoço, já desde o ano passado que não nos encontrávamos e duas horas de conversa passaram num instantinho. Não havendo filhos há sobrinhos, os pais que conheço, os amigos que não conhecendo no sentido absoluto do termo conheço de anteriores conversas... Algumas tristezas à mistura.

 

Mas a Sandra continua como sempre, elegante e de olhar sorridente!

publicado por naterradosplatanos às 09:51 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 16.05.17

Um relvado virado para o campo...

Não há nada a fazer quando se tem um relvado virado para o campo, ou melhor há: ou se desiste do relvado, ou coração ao largo e deixa-se que ele vire campo também ou então, com persistência e assiduidade vão se mondando os dentes de leão os trêvos, as papoilas...

Foi isto que fiz ontem à tarde mas há que ficar atenta ao próximo despontar.

 

Num livro de jardinagem aconselhava, como muito saudável, arrancar as ervas à mão em vez de aplicar um herbicida, pois andando de cabeça baixa o cérebro seria mais irrigado!

 

Tem a sua lógica, não tem?!

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

publicado por naterradosplatanos às 11:11 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Terça-feira, 09.05.17

Pelo telefone ouvi esta gracinha...

Mãe, porque é que a massa se chama massa de cotovelos e não de ombros? Ela tem a forma mais parecida com um ombro do que com um cotovelo... pois a massa é curva como o ombro e não faz a dobra do cotovelo.

 da Diana

publicado por naterradosplatanos às 22:18 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 04.05.17

Merecem um post...

As buganvílias são umas plantas difícil, isto é custam muito a implantar-se, podem estar anos sem dar flor (tive uma que só as deu 10 anos depois!), mas depois de se aclimatarem ao lugar, o difícil é mesmo trazê-las controladas.

 

Este ano as minhas estão lindas!

 

Aqui vão elas:

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

publicado por naterradosplatanos às 20:09 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 29.04.17

Em jeito de resumo...

2 240Km em autogestão e sem enganos, esperando o regresso.

 

Curvas e contracurvas subindo encostas, autoe-estradas a estrear, estradas a bordar o Adriático; Zagreb cidade grande e muitas outras pequenas e cheias de charme (exclui- se desse charme tudo o que tem menos de 50 anos)

Também relembrei pontualmente momentos de história já esquecida e vi o que nos foi deixado, umas vezes em forma de ruínas, outras vezes e como que por milagre depois tantas as vivicitudes, ainda de pé!

 

Não falamos a língua , eles tão pouco a nossa, vale-nos a língua que se vai tornando universal e assim nos entendemos na simpatia. Uma simpatia genuína, mas tão efusiva que ás vezes nos deixa sem jeito!

 

Talvez as coisas, sobre tudo os serviços sejam um pouco mais caros do que em Portugal, coisa que se afere logo pelo preço do café que eu documentei à minha maneira:

 1€ = 7kn (kunas)

image.jpeg

 

Agora que estou a regressar penso que o sentimento que me invade é a simpatia por aquela gente!

publicado por naterradosplatanos às 16:52 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 28.04.17

Rijeka

380km andados debaixo de forte chuva parecia ser um mau prenúncio para visitar Rijeka, conformados no entanto tendo em conta que desde que saímos de Lisboa, frio sim, mas nunca chuva!

Porém, a poucos quilómetros o sol abriu e a tarde ficou soalheira e amena...

 

Rijeka é exatamente como vinha descrita no Guia turístico (o que nem sempre acontece). Dizia o Guia:  a maioria das pessoas que aqui chega passa em corrida para os barcos que as levam às ilhas mas os que ficam, descobrem nela charme e cultura...

 

Também Rijeka sofreu todas as vicissitudes da história de todo o litoral adriático, com a diferença de que aqui a jurisdição Húngara foi muito mais longa e portanto deixou-lhe a beleza do seu estilo e... o que é bonito hoje em Rijeka vem-lhe desses tempos.

 

Porém a pressa do moderno fez com que essas joias de arquitetura (que não ficariam mal numa rua de Viena ou Budapeste) estejam paredes meias com aberrações urbanísticas, (nada que não tivesse acontecido em Lisboa nos finais dos anos 60 e década de 70 na Avenida da República e Avenida da Liberdade) e que aí continuarão, atrevo-me a dizer, para todo sempre!

 

Certamente, quem tem interferido no urbanismo, já tomou medidas e com certeza que muitos fundos comunitários estão a ajudar a preservar esses edifícios únicos.

 

Aqui fica a prova de algumas dessas aberrações:

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

 image.jpeg

 

e os tais que ficariam bem em Viena ou Budapeste

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

 

 e outros à espera da sua vez:

image.jpeg

 

  e fora do centro é assim:

image.jpeg

m:

tags:
publicado por naterradosplatanos às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 27.04.17

Trogir

Ao falar das cidades ao longo do Adriático temos que fazeres uma explicação. Isto é, explicar que têm duas áreas distintas: a parte antiga definida e bem conservada, onde a história das civilizações que por elas passaram deixaram as suas marcas arquitectónicas e a área que corresponde ao pós II Guerra Mundial e ao período que se seguiu.

Construir para abrigar era então o mote, portanto as preocupações com o estilo foram poucas, daí o que se vê em volta destes núcleos históricos ser incaracterístico, ou talvez característico de países com dificuldades.

 

O planeamento ou não existiu ou é de qualidade duvidosa. Claro que a topografia em muitos casos restringe as áreas disponíveis para construção e por isso as casas tiveram que se alcandorar nas encostas levando consigo as ruas estreitas e íngremes...

Trogil é mais um exemplo do que acabo de dizer. O seu núcleo rodeado de muralhas medievais, declarado também Património Mundial pela UNESCO, é uma jóia pela sua profusa coleção de arquitetura romana e renascentista, esta última ligada a presença veneziana durante longos anos.

A par de ruas muito estreitas há também pequenos largos ligadas á vida comercial que caracterizou a vida de Trogil nesses tempos recuados.

 

Hoje a modernidade ocupou-as com confortáveis esplanadas...

image.jpeg 

 

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

image.jpeg

 

image.jpeg

image.jpeg

 

tags:
publicado por naterradosplatanos às 19:18 | link do post | comentar

mais sobre mim

pesquisar neste blog

 

Junho 2017

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
30

posts recentes

últ. comentários

Posts mais comentados

arquivos

tags

subscrever feeds

blogs SAPO