Cumulonimbus...

Por altura da primavera, quando eu ainda era professora, este era normalmente o período ideal para as nossas "aulas de campo". Escrevo entre aspas porque o "campo" era o enorme espaço que a nossa escola tinha e que não tendo prédios à volta nos permitia um certo horizonte.

Uns dias olhavamos cirros, altoestratos, outras vezes nimbos e nimboestratos todos associados à frente quente, série á qual não pertenciam, no entanto, os cumulonimbus.

Estas nuvens aparecem noutras circunstâncias e trazem-nos dias com aguaceiros, logo seguidos de boas abertas... são as nuvens da frente fria. Ás vezes acompanham-se com trovoadas e granizo...

Por esta altura os sistemas frontais atravessam o território e com eles nuvens de todos tipos, de todas as formas e feitios, digamos. Nuvens daquelas que os miúdos de antigamente gostavam de olhar e associar a animais ou outros seres. Acho que hoje poucos têm essa oportunidade.

 

Bom, mas estou aqui para falar dos maravilhosos cumulonimbus que qualquer avião evitará. Porquê? Porque a turbulência no seu interior é tal que os faz subir e descer numa turbulência muito desagradável! É essa turbulência interior que os faz mudar constantemente de forma.

 

Os cumulonimbus podem atingir quilómetros de espessura, começar a 800m do solo e atingir os 11km no limite da troposfera. A sua base é plana e escura, o seu topo farfalhudo e muitas vezes dourado pelo sol...

 

Há dois ou três dias, atravessando a planície alentejana um cumulonimbus absolutamente didático trouxe-me à memória as tais "aulas de campo"! 

 

image.jpeg

 

ps como a fotografia foi tirada do carro em andamento não tem a qualidade que eu gostaria

publicado por naterradosplatanos às 14:42 | link do post | comentar