E por aí... Bilbao (1)

Todos os anos passávamos ao lado de Bilbao, na ida e na vinda da Europa, era o tempo da ETA, das bombas no interior da cidade, por isso nunca nos decidimos por uma visita! Agora passados mais de 20 anos e em busca do fresco do golfo da Biscaia, rumamos a norte.

 

Logo que se entra no país Basco (Vasco em língua basca), não se duvida do fervor das gentes ao "país" que quer ser independente.

 

O basco é uma língua sem origens! O esforço da Academia Literária Basca, Euskaltzaindia, ao longo de décadas nunca conseguiu descobrir a sua verdadeira origem e apenas dizem que é uma língua primitiva. No entanto ela vem sempre em primeiro lugar, quer seja nas tabuletas das ruas, quer nos anúncios, quer nos avisos... em suma em tudo o que está escrito. Chegam mesmo a mudar o nome das localidades, numa de afirmação política, como ultimamente foi o caso da cidade de Sopelana (onde o nosso parque se situava) que por votação nas Juntas Generales de Bizkaia o mudaram-no para Sopela. Nos mapas continua o primeiro, nos placares das estradas anda a ser mudado o que ao chegar nos suscitou dúvidas sobre o caminho certo. Realmente tinha um som muito castelhano, porém também não me parece que tenha qualquer parecença com o basco já nas palavras os kk, os rr, os tx e os xx são dominantes: euskadi, getxo,etxebarri...

Em Bilbao vêem-se muitas vezes panos nas janelas com mensagens apenas em basco como este que diz: "bem vindos/ refugiados (obviamente o Google também traduz o basco) e que aqui se reproduz, mas não ouvi falar basco a ninguém!

 

 

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Neste primeiro, dia depois do indispensável "sightseeing" estava planeada uma visita ao Guggenheim, mas qual quê, a fila era aí para umas duas horas e por isso desistimos.

Não nos lembrou de comprar a entrada on-line e como não tínhamos possibilidade de o imprimir aqui, deixamos para ver o que aconteceria no dia seguinte...

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publicado por naterradosplatanos às 15:53 | link do post | comentar