Terça-feira, 25.10.16

Não tenho raízes...

Durante a viagem de ontem vim refletindo no facto de sentir que não tenho raízes!

A cidade que me viu nascer, viu-me deixá-la aos 17 a caminho da faculdade, depois a cidade que me "deu" um curso teve-me 5+ 5 anos, depois veio o Alentejo que me "tem" há 42 , porém sem nunca ter conseguido nela lançar verdadeiras raízes.

Meditando sobre isto concluí que na realidade eu só tenho aqui uma única raiz que me prende, a minha casa, aqui no Areeiro!

Pudesse eu transplanta-lá como faço com as árvores do meu pomar e eu não estaria aqui... ingratidão para esta cidade dirão. Sim, pois foi nela que passei dos dias mais felizes da minha vida: exercí a profissão que me preenchia, aqui criei os meus filhos sem preocupações, primeiro na pacatez da Praceta, depois no Areeiro. Tudo estava a dez minutos de casa, a escola, o colégio, a fábrica... e isso contribuiu para a vida calma que levámos  - assim uma espécie de linha reta onde tudo era mais ou menos previsível.

A escola acabou, a fábrica também, ficaram os conhecidos mas estes não contribuiram para criar raízes...

Assim temos apenas uma raiz que sendo tão forte nos mantém aqui, essa raiz é a nossa casa!

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publicado por naterradosplatanos às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 20.01.16

Uma coleçāo de 4 unidades...

... que dificilmente aumentará!

A dita "coleção" começou há mais de 30 anos, quando ainda não morava no Areeiro, mas numa praceta perto do Liceu. Ia e vinha para a Escola a pé... um dia quando vinha para casa vi na rua 3/4 de uma ferradura, sim de uma ferradura, porém passei à frente... mas a ferradura é um símbolo de felicidade pensei eu, hesitei... apanho ou nāo apanho? Olhei em volta não fosse alguém, quiçá algum aluno, ver-me...

Não havia ninguém, assim apanho esses 3/4 de ferradura e levo-a comigo. Vendo bem "3/4 de felicidade" até era um bom augúrio para quem acabava de chegar à cidade!

 

Já não me lembro das circunstâncias em que encontrei as duas metades nem a completa, o facto é que as guardei durante muito tempo e depois as trouxe para o Areeiro. A inteira pú-la a decorar a entrada da casinha das ferramentas, as outras há trinta anos que andam por ali sem nunca se terem perdido!

Nessa altura os pachorrentos animais ainda se passeavam pela cidade mas, como é óbvio, os tempos são outros e por isso nunca mais tive oportunidade de aumentar a minha coleção.

Hoje à tarde o sol apareceu e fui ver como as coisas estavam  lá por baixo depois de tantos dias de chuva e assim encontrei assunto para o post!

 

p.s foram realmente um bom augúrio, já que temos sido muito felizes nesta "cidade do Alto Alentejo".

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publicado por naterradosplatanos às 20:09 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 13.11.14

4 gavetas vs felicidade!

Ontem ao telefone com a minha filha, perguntei-lhe se sabia se a R. tinha lido o meu email.

Eu tinha-lhe escrito a comentar um livro que ela tinha emprestado e sobre o qual lhe tinha prometido dar a minha opinião!

"Não, não leu porque está de castigo"! "Então qual é o problema?", pergunto eu. "O de costume, desarrumação!"

 

Para encurtar a conversa, aqui fica o desabafo da minha neta: " por causa de 4 gavetas desarrumadas arruinas a minha felicidade"!

Estas adolescentes dramáticas!!

publicado por naterradosplatanos às 08:59 | link do post | comentar | ver comentários (9)

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