Segunda-feira, 07.12.15

Para memória futura...

Nunca pensei que numa tão pequena ilha (apenas 27km comprimento por 14km de largura) houvesse tantos automóveis! Velhos, de meia-idade e novos topo de gama. Estes últimos não sei onde exercerão a sua potência pois dificilmente se poderá andar a mais de 80km/h. Talvez na estrada para o aeroporto!

 O único transporte coletivo são os autocarros e os "ferry" para Gozo. Hoje em dia são modernos autocarros, muito frequentes e para todo o lado. O bilhete é único, 1.5€ e dura duas horas o que significa que com 3€ se pode dar volta á ilha e ainda parar pelo meio.

Aqueles autocarros que tanto encantaram a Patrícia e que eram também um ícone da ilha, só já existem em postais como este.

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Tenho a certeza que ela vai ter pena, mas 20 anos passaram e o progresso tem destas coisas...

O que negativamente impressiona é o caos urbanístico de alguns lugares, como ontem disse. Outra coisa que não esperava era a dimensão das áreas urbanas que devem quase suplantar aquilo a que chamamos campo. Manchas enormes de casario que vai do litoral até ao meio da ilha, isto a norte e a leste. Também se assinala que há um único arranha-céus provavelmente necessário para encabeçar as antenas de telecomunicações  que tem no topo, o resto dos andares são escritórios.

Acho que já disse que não há praias, a única que vi seria do tamanho da do Estoril! A ilha é turística mas em duas voltas à ilha não vi "resorts" como eu os entendo, vi sim vários complexos inacabados, alguns deviam permanecer assim há longo tempo dado o seu aspeto. Quase toda a costa é em arriba ou com uma plataforma absolutamente rochosa onde nenhuma areia se depositou. Assim se compreende que os barcos de refugiados rumem a Lampedusa e não a Malta que também tão perto está do Norte de África.

Aqui a água, ou melhor, a falta dela é um dos principais problemas da ilha pois chove pouco e ás vezes quando acontece é tão torrencial que não dá hipóteses de infiltração que enriqueça os lençóis freáticos, provocando grandes deslocações de terra.

Portanto como a água é escassa, não há jardins, muito menos relvados, apenas canteiros onde flores adequadas à pouca água, se alinham. Árvores poucas e mesmo poucas palmeiras...

Não se vêm animais no campo, nem mesmo cabras que hipoteticamente dão o queijo que aqui se vende com o nome de " Maltese cheese"!

Como disse o maltês é a língua oficial a par do inglês mas constatei no autocarro que o comum das pessoas fala maltês entre si embora rapidamente passem ao inglês se necessário.

Num artigo o "Times of Malta" referia que é necessário incentivar  a publicação de livros em maltês sobre tudo para as crianças mais pequenas, livros de frases simples e desenhos apelativos para as introduzir na aprendizagem da língua escrita.  O mercado é limitado e daí a dificuldade. E quem fala maltês a não ser os quatrocentos e tal mil malteses? E  quantos desses serão crianças?

 

Foram uns dias muito interessantes. Em Malta vi consubstanciado, numa pequena ilha, tudo o que aprendi há longos anos, nas aulas do Professor Orlando, sobre o Mundo Mediterrâneo: os invernos suaves, a agricultura que ele chamava de " jardinagem" nos terrenos de "terra rossa" entre muros que resultaram do arrumar das pedras que semeavam as pequenas parcelas... 

Depois as casas sem telhados com a sua cor de areia recortando-se num céu azul mesmo num dia de inverno, que mais parecia verão!

publicado por naterradosplatanos às 12:09 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Terça-feira, 21.07.15

Escritos para memória futura... são hoje passado!

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Estes 5 volumes que aqui estão tiveram como objetivo "cimentar" na memória dos meus filhos aquilo que iam vendo por essa Europa, na altura tão diferente do nosso Portugal.

 

Os relatos começaram em 1981 a caminho da Bretanha e terminaram em 1995 com uma viagem a Inglaterra.

Penso que valeu a pena contrariar as primeiras resistências à tarefa diária que acabou por, ao longo desse período de tempo, se tornar rotineira.

Depois dos filhos já não irem connosco tentei manter a tradição tentando ser eu a relatora, mas fiquei-me pelas intenções... Já não tinha graça!

Depois quando fui para o Canadá os meus filhos entusiasmaram-me a ter um blog como forma de lhes ir contando a minha segunda experiência como "emigrada", e foi assim que começou o meu novo Diário.

Agora este não é material e usufrui da virtualidade de se encontrar na "nuvem". Foi assim que nasceu a "Terra do(s) Plátano(s). Depois do regresso iniciei o "No Areeiro e por aí..." e é agora aqui que ficam as minhas impressões de viagem.

 

Sei que um dia alguém pegará naquele maço de cinco cadernos já que palpáveis e se debruçará com curiosidade sobre o seu conteúdo, mas duvido bem que então alguém vá espreitar o meu lugar na "nuvem" e se interesse pelo meu diário virtual que eu digito aqui:

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publicado por naterradosplatanos às 18:13 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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