Sexta-feira, 14.12.18

Em vidro cor-de-rosa...

 

Uma vez escrevi sobre o serviço de mesa que durante várias décadas tem juntado a família em épocas festivas...

Hoje deambulando pelo meu desorganizado “album digital”, descobri este conjunto de talheres que pertenciam a uma taça onde normalmente se servia a salada de frutas, sempre presente da ceia de Natal!

Não sei se pela sua ténua cor rosada, se pela beleza do design, ou então por raramente irem à mesa, exerciam um enorme fascínio sobre mim!

Há uns anos encontrei no fundo de uma gaveta, estas peças já únicas (faltavam todas as outras colherinhas), e pedi-as à minha mãe...

 

Guardo-as ainda cheia de encantamento!

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Quinta-feira, 13.12.18

Eu sempre tive uma má relação com o Natal!

 

 

Este “sempre” não é um exagero já que a boa relação com ele tivesse ido, quando muito,  até aos meus 8, 9 anos! 

Pensando bem, durou ainda menos pois terá  ido desde que comecei a saber da existência do Menino Jesus, até à desilusão de saber que não era ele que nos trazia todos aqueles presentes!

 

 Nesse intervalo de tempo a relação era de encantamento, depois veio a fase do não questionar: era Natal, havia presépio e árvore e presentes - sem julgamento!

 

Entretanto fiquei adolescente e comecei a pensar por mim, a aperceber as diferenças entre os nossos Natais e os Natais dos menos privilegiados... algumas “dores de cabeça” dei ao Sr. Padre Campos, meu professor de Religião e Moral, com a minha argumentação!

 

A Faculdade trouxe-me consciência social e desde aí os Natais passaram a ser épocas difíceis...  sempre pensei que quem já era feliz mais feliz o era no Natal e os outros, os que se sentiam infelizes: os sós, os doentes, os abandonados, seriam certamente mais infelizes... e isto mexia comigo!

 

Já mesmo depois de ter filhos, tive Natais em que me senti muito deprimida, desinteressada de todo o aparato natalício... mesmo sem o consumismo de hoje!

 

Sorte tiveram os meus filhos já que tinham uma avó muito criativa e sempre desejosa de inventar... e onde invariavelmente passávamos os nossos Natais!

 

Tenho a certeza que os Natais passados em casa da avó Alice nunca lhes deram tempo para tomar consciência do desinteresse da mãe!

 

Hoje, não sei se estarei muito melhor!

 

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publicado por naterradosplatanos às 09:19 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Terça-feira, 11.12.18

Estes e outros Natais...

 

 

Os “outros” Natais, que foram os meus e até os dos meus filhos eram escuros lá fora... a luz estáva no interior das casas: emanava da lareira e da Árvore de Natal,  e foi assim durante muitos anos! Também as figuras do presépio estavam ao abrigo do frio de lá de forma porque debaixo da Árvore ou naquela prateleira!

 Porém, a certa altura demo-nos conta do aparecimento dos Pais Natal a tentar subir as varandas nuns casos, noutros, Meninos Jesus despidinhos da sua roupa, pendurados nas janelas!  Se os primeiros pareciam querer ir partilhar o calor da família, estes outros parecia que tinham sido deliberadamente postos fora desse aconchego!

Este ano não vi nem uns nem outros, possivelmente ou a China os não produziu ou ficaram fora de moda!

O que eu tenho visto por aí, são Natais que brilham nas ruas, os Natais que nos aquecem com o “hot vine” e nos perfumam o ar com os crepes de Nutella; os que trazem em família, os grandes e os pequenos a patinarem nas pistas de gelo que,  não sendo como a do Rockefeller Center, fazem a felicidade da miudagem e até de muitos ousados adultos.

 

Este ano as renas dominam, pelo menos  nos sítios por onde passei e sempre luminosas e elegantes!

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publicado por naterradosplatanos às 18:53 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 08.12.18

A letra também está nos genes!

 

 

Recebi uma redação do R. o mais pequeno dos meus netos... para a idade, não está mal, tem princípio, meio e fim adequado.

 

Porque a publico aqui? Publico-a aqui, só para demonstrar que neste caso a letra veio com os genes do pai!

 

Bem se esforçou a Srª D. Maria do Céu, nos quatro anos que foi sua professora na primária, para que o Hugo tivesse a letra redondinha (como era suposto na altura)! Mas qual quê, logo que saiu debaixo dessa exigência aí ficou ela como a tem hoje e que o Rodrigo “copiou”.

 

Uma letra deliciosamente igual!

 

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publicado por naterradosplatanos às 18:12 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Terça-feira, 04.12.18

O homem do acordeon...

 

 

“Conheço-o” há muito, deve andar pelos seus quarenta, tez castanha e cabelo muito negro... no ombro pendura-se um “canito” e na boca deste uma meia garrafa onde, as notas do acordeon  impulsionam o desejo de lá deixar cair umas moedas!

 

Hoje voltei a encontrá-lo na linha vermelha a caminho do Oriente... Como sempre que me concedem uns momentos de música, mesmo que escassos, revolvo no bolso e deixo umas moedas...

 

Hoje o agradecimento, que eu nunca espero, chegou assim:

 

Que hoje o seu dia seja de muita sorte!

 

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publicado por naterradosplatanos às 23:18 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Metamorfoses interiores

 

 

Não estou a falar de metamorfoses de borboletas ou outros insetos, já que o processo de metamorfose destes é sempre interior.

Estou a falar da metamorfoses das lojas... felizmente na Baixa já as há protegidas e se nalguns casos o seu interior pode mesmo ser, ou ter sido, metamorfoseado, o mesmo não acontece com as suas fachadas, as suas portas e os seus umbrais!

 

Ontem subia a Rua do Carmo pelo passeio da esquerda e de repente, como que acabada de limpar e portanto já sem a patine do tempo, ali estava a perfumaria chique dos meus tempos de Faculdade  “AU BONHEUR DES DAMES”!

 

Era uma perfumaria frequentada pelas lisboetas chiques, mas lembro-me de lá ter entrado uma vez para comprar um presente!

 

Não sei há quanto tempo foi metaforseada por dentro, abrigando agora o NESPRESSO...  mas felizmente continua no seu magnífico “casulo” de outros tempos!

 

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Segunda-feira, 03.12.18

Uma mensagem de ternura...

 

Foi ontem!! Querida-querida professora, das pessoas mais incríveis que tenho o prazer de conhecer... muitos-muitos parabéns! Hoje a dobrar, pela professora e pelo marido e companheiro de tantas viagens! Que seja sempre terna e boa, a viagem! E que possamos partilhar muitos almoços em cada nova estação! Abraço bom, Sandra

publicado por naterradosplatanos às 09:45 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 02.12.18

De manhã no Rossio...

 

É Dezembro como sabem, só que um Dezembro sem nada de Inverno, morno, com o nevoeiro a levantar-se mansamente...

 

Pelas onze horas já os turistas de dentro e de fora se passeavam por ali... as floristas, que sempre fizeram parte do Rossio, lá estavam: rosas, gerberas de todas as cores, margaridas, gladíolos e açucenas a par dos ramos de pinheiro nórdico e de azevinho... tudo como se acabassem de ser colhidos há minutos!

 

Porém este ano havia algo mais a ocupar a praça, um pequeno Mercado de Natal tinha também  já aberto as portas... Notei com gosto que as tendinhas vendiam todas elas produtos portugueses se bem que em alguns casos o nome inglês fosse o adotado... “hot wine” ao lado da sangria e da ginjinha de Óbidos!

 

A manhã continuou no sol coado que o nevoeiro lhe permitiu e os turistas eram cada vez mais a aproveitá-lo...

 

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Sexta-feira, 30.11.18

Os nossos almoços e as depressões (meteorológicas)...

 

 

Parece um título tonto mas não é! Que têm afinal uns a ver com as outras? Bom, é assim: quando eu ensinava estas coisas de meteorologia, as depressões atmosféricas eram apena isso, isto é, eram anónimas, não se lhes dava nome! Também os nossos primeiros almoços, eram apenas almoços em que eu e as minhas antigas alunas nos juntávamos...

Agora, e muito recentemente, as depressões atmosféricas têm nome (tal como os furacões), a última que passou há dias foi baptizada de Diana! Assim também, há uns tempos para cá, os nossos almoços também tem denominação: “almoço de Verão” no verão passado, “almoço de Outono” ontem, “almoço de Inverno” já programado para o próximo Janeiro!

 

Os “almoços de Verão” são normalmente mais concorridos como é natural, nos outros normalmente sou só eu e a Sandra. 

Ontem porém apareceu a Paula Camoesas, embora só para nos ver (crianças pequenas às vezes dificultam os encontros...) mas no próximo já a Magui se juntará a nós!

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Quarta-feira, 28.11.18

Evidentemente que adoro mapas!

 

 

Desde sempre gostei de mapas... Tive o meu primeiro Atlas quando cheguei ao 3.º ano do Liceu, era um Atlas relativamente elementar que nem sequer era cartonado. 

Lembro-me de como adorava folheá-lo e como mentalmente viajava de continente para continente, seguia as margens dos grandes rios, “subia” os Alpes ou os Himalaias, explorava  os sítios do grandes vulcões...

 

Como viajámos muito com os filhos, os mapas foram-se acumulando cá por casa, mapas de toda a Europa e em todas as escalas, desde as enormes, em que 1cm corresponde a 1km, (1:1000) às muito pequenas que permitem uma visão mais global  do continente europeu (1:1 000 000)...

 

O aparecimento do GPS ( compramos o nosso primeiro em 2005) para nós não eliminou a necessidade de continuarmos a ter mapas...desafio mesmo qualquer ente viajante que queira planear uma viagem de carro por essa Europa a fazê-lo apenas com o, no entanto, indispensável GPS... a tarefa era capaz de ser difícil!

 

É assim: ver a parte no GPS e o todo no mapa!

 

Hoje resolvi falar de mapas porque na sala do Seminário sobre a Didática da Geografia havia nas paredes vários exemplares, não propriamente antigos mas já com várias décadas, numa belíssima edição alemã.

 

Aqui estão eles:

 

Mapa-mundi  Físico  (1/13 225 000)

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Mapa de Isotérmicas (Janeiro e Julho)

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Mapa da distribuição das temperaturas médias anuais

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Mapa da distribuição da precipitação anual

 

publicado por naterradosplatanos às 21:33 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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