Terça-feira, 15.06.21

Tempo de…

Agapantos, hortênsias e jacarandás!

Tudo em azul como o céu português...

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Quarta-feira, 09.06.21

Viajar em tempo de pandemia...

Munidos de um PCR atravessamos a fronteira...

Viajar em tempo de pandemia é mesmo uma tristeza, atravessar a Espanha, uma tortura! 

Nas cidades o que antes visitávamos continua lá mas fechado ou vazio! As ruas estão sem vida, as esplanadas começam a “sair” à rua  mas muito timidamente as pessoas as ocupam…

Não sei porquê mas foi-nos difícil encontrar jornais a vender, já não se vendem nas  Áreas de Serviço e nas cidades os lugares de venda também escasseiam! 

Beber café? Impossível ao balcão, logo copo de papel, colher plástica e bebido na rua! Nos restaurantes, põe máscara, tira máscara nos entretanto que se está a levar o garfo à boca… isto se não tivermos que nos contentar com uma sandwich na autoestrada!

Sim, álcool gel por todo o lado, e máscaras? Espanhóis todos, mesmo todos, franceses só alguns!!

 

Este post está a ser escrito na viagem de regresso  atravessando a Meseta que confina com Portugal, mas neste momento ainda faltam 352 km para chegarmos a casa! 
Até lá!

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Terça-feira, 08.06.21

Catalayud...

 

Catalayud é uma cidade perdida na Meseta espanhola e no reino de Aragão.

Nos tempos dos filhos, mesmo já adolescentes, passámos por aqui umas duas vezes, sem no entanto entrarmos na cidade. O parque ficava próximo mas como fim da 1ª etapa, rumo à Europa do Sul, havia que descansar, já que a 2ª era além Pirinéus.

Agora o Parque de Campismo foi substituído pelo hotel de preferência no centro das cidades. Assim foi hoje e, após os 380 km de viagem, depois de curvas e contracurvas na descida da montanha, entrámos na planura ressequida da Meseta onde as árvores só existem como pomares regados artificialmente (aqui lembrei-me da polémica que vai no Alentejo...)

O resto é o deserto e não fora a pequena dimensão (relativamente aos americanos) mais pareceria um deles, daqueles pedregosos, dos filmes de índios e cowboys (aliás, dizia-se à altura que alguns tinham sido aqui rodados!).

É nesta aridez que nos aparece Calatayud!


Estando no centro e sem muito  tempo, é o centro que visitamos.

Como todas as cidades espanholas, não fosse a península ter sido atravessada por vagas de gentes, Calatayud tem o seu “casco” antigo bem conservado, no acanhado traçado de ruas estreitas, cheias de cantos, recantos e esquinas, como é típico das cidades com passado histórico árabe. Não querendo eu dar lições de história digo apenas que estas plantas confusas eram uma forma de defesa!

A nós, fotógrafos amadores, esse acanhamento de ruas, que como disse têm razão de o ser, nem sempre nos permite fazer fotografias sem distorções... como foi o caso.

 

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Segunda-feira, 07.06.21

Andorra...☹️

Nunca lá tínhamos ido e só atravessamos os Pirinéus (de regresso) indo por lá, porque só tínhamos ouvido falar bem!

Nada! Os nossos gostos às vezes são muito diferentes dos outros, lá isso é bem verdade!

Estava eu à espera de uma paisagem “alpina” de encostas de verde aveludado, mas qual quê?! Só uns quilómetros, já entrados em Andorra, é que refleti que esta está nos Pirinéus Orientais logo com influência mediterrânea, ao contrário dos Pirinéus Ocidentais que recebem a brisa do Golfo da Biscaia e com ela as chuva que os mantém verdes...

Continuando: a cidade está encaixada num vale profundo e como tal rodeada de encostas íngremes cobertas de uma floresta verde escura e onde, para não ferir a paisagem as casas nela alpendoradas são de cor cinzenta quase negra! As ruas cá em baixo nada têm a ver com o que as rodeia... como eu deveria ter percebido, quando me diziam que Andorra era boa para compras! Ruas e ruas só de lojas, lojas de marcas de luxo mas que eu não pude aquilatar o preço relativamente a Portugal porque  o que mostravam não tinha preços afixados!! Nós não comprámos um alfinete!

Tínhamos realmente pensado ficar o dia de chegada e o seguinte na esperança de podermos subir num teleférico até um dos pontos altos e por aí ficar umas horas a apreciar as alturas, mas impossível - todos eles estavam “cerrados”!!

Resolução imediata, amanhã (que foi hoje) pomo-nos a caminho!

Feia, não é? 

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Em Andorra fála-se andorrenho (será que a palavra existe?)

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publicado por naterradosplatanos às 17:16 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Nas faldas dos Pirinéus... 🌳🌳🌳

... há um sítio lindo de morrer (Damiates) onde ficámos duas noites.

É assim:

 

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Sexta-feira, 04.06.21

Bayonne/Biarritz...

 

Esta paragem já não era uma etapa, eram sim três ou quatro dias de férias no Camping “La Chêneraie”. O camping estava implantado num bosque de carvalhos imensos e com alvéolos relvados para as caravanas o que o tornava muito agradável. A piscina, morna, lá estava à espera dos meus garotos e de muitos outros. 

Lembro-me que era preciso chegar cedo para pudermos ter um lugar e realmente, só uma única vez, em  mais de uma dezena de anos, é que isso não aconteceu.

Hoje parámos, uma só noite, em Bayonne e L’Adour, como sempre corria alto nas suas margens, portanto aqui nada de diferente relativamente há vinte ou vinte e cinco anos atrás!

A diferença? Vínhamos os dois sozinhos!

 

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Tordesilhas...

 

Um sentimento doce invadiu-me à passagem por Tordesilhas, sim aquela que deu nome ao tratado em que dois reis resolveram, numa recôndita terra de Espanha, dividir  Terras e Mares pelos dois!!

 

O sentimento doce veio-me do facto de ser sempre a nossa  1.ª etapa a caminho da Europa de então. Saímos muito cedo e 450km depois aí estávamos no Camping Al Astral e ainda com muito dia pela frente!

Na altura tínhamos uma caravana bastante elementar comparada com as que mais tarde viemos a ter, mas que durante alguns verões nos permitiu viajar pela Europa de então: Europa com fronteiras e a cada fronteira uma moeda diferente e ainda sem a existência de cartões de crédito!

 

Na chegada e como prémio de aguentarem tão longa viagem os miúdos tinham apenas que vestir os fatos de banho, calçar as chinelas e correrem para a piscina.

Os pais faziam o resto para termos uma boa refeição ao jantar (o almoço nas grandes tiradas era invariavelmente de sandwiches) e uma boa noite de sono já que o dia seguinte a viagem seria ainda maior!

 

Aqui fica o “skyline” de Tordesilhas tirado em andamento.

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Quinta-feira, 03.06.21

E por aí...🚘

 

 

Portugal fica tão longe da Europa!

Como por enquanto não nos sentimos com coragem para  passarmos, no mínimo, duas horas dentro de um avião,  decidimo-nos por um “E por aí...” de carro!

Mesmo vivendo paredes meias com a fronteira, na Espanha, o percurso até aos Pirinéus é tão longo que nem pensar fazê-lo em menos de duas etapas: uma de 470 km e outra de 508. Mesmo assim é muito... já lá vai o tempo em que fazer 700 km ou mais era fácil, mas tb hoje a pressa é menor!

Hoje ficamos em Salamanca:

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publicado por naterradosplatanos às 16:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 31.05.21

A 1.a Colheita🍒

 

Tudo o que sei de agricultura aprendi-o nos livros sobre o assunto e ao longo de muitos anos com as duas pessoas que gentilmente me fizeram e vão fazer o mais duro!

Quando decidi plantar uma cerejeira, fui informar-me à minha bíblia “Manual do Agricultor”, uma fraca tradução brasileira do original inglês, mas que me ensinou  cientificamente o importante.

Sobre plantar uma cerejeira dizia: só plante uma cerejeira se se verificarem as seguintes condições:

-invernos frios

-bastante espaço

-quase ausência de pássaros

 

Embora só as duas primeiras premissas se verificassem (invernos frios e espaço) já a terceira, longe disso!

Mas com nem tudo pode ser perfeito decidi plantar uma...

Ora, razão tinha o autor e por não dar razão á sua razão, todos os anos me debato, luto, arranjo artimanhas, para neutralizar a sua voracidade: a primeira foi um espantalho feito por mim, seguiram-se umas fitas prateadas que adejam ao vento e me disseram muito eficientes; velhos CD que era suposto fazerem reflexos... a seguir comprei um “moinho de vento” de lata que com o vento  fazia um barulho doido (a vizinha queixou-se e eu tive que desistir), enfim todos os anos uma nova tentativa sem sucesso!

Nos últimos três anos decidi-me pela rede, mas a árvore tem crescido e torna difícil aplicar este estratagema... assim este ano quando os frutos começaram a pintar decidi-me isolar com ela os ramos mais produtivos, uma trabalheira!

Resultados? Melhores, embora o atrevimento dos melros e outros, nem sempre os faça resistir ao vermelho brilhante dos frutos!

 

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Aqui está a prova do atrevimento:

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publicado por naterradosplatanos às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quinta-feira, 27.05.21

Mar [em] Amarelo

 

O verdadeiro Mar Amarelo fica na China, entre a área continental e a Península da Coreia. 

Já lá vão décadas que aprendi que deve o seu nome à cor das suas águas, que por sua vez são consequência dos sedimentos trazidos pelo também Rio Amarelo, designado pelos chineses de Huang Ho.

O Rio Amarelo carrega consigo os sedimentos amarelos arrastados pelos ventos do deserto da Mongólia - o loess - que espalha no mar essa cor que o denomina.

 

Porque falo eu aqui de mar amarelo?

Porque se nesta altura viajarem por Trás-os-Montes verão um mar amarelo de giestas em flor!!

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