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No Areeiro e por aí...

No Areeiro e por aí...

30.11.17

Gare de l’Est...


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Chegamos cedo, como é nosso costume. Apreciar quem chega no passo apressado para mais um dia de trabalho é uma boa maneira de passar o tempo... Mais algum tempo e no placar das “departures” aparece então: TGV Strasbourg - linhe 5, 10:55.

 Lá estava ele, branco, afunilado no seu perfil: “coach 23- seats 81/83 ...

 

Pontual ao segundo, vai lentamente passando pelos “banlieux” de ar triste que a Este limitam a cidade que se diz das Luzes (mesmo que isso tenha outro sentido)... Os campos vão aparecendo conforme a velocidade aumenta...

 

Deve também chegar às 12:41 em ponto como está programado.

 

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29.11.17

De facto...


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O sexo feminino definitivamente já não usa saias, se excluirmos as mini saias de Verão!

Sejam elas da cidade ou do campo, executivas ou simples vendedoras no mercado, seguindo a moda do mais largo ou do mais estreito, usando ou não “leggings” (e nem sempre em pernas adequadas para o efeito), o facto é que elas, as calças, reinam.

 

Então porque é que a sinalética das casas de banho públicas há-de representar um homem de calças e uma mulher de saias, como todos conhecemos?

 

Assim com muita pertinência o Aeroporto de Lisboa resolveu “up date” todos esses sinais, e desta forma bem interessante:

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28.11.17

À tarde no Chiado...


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Era meio da tarde, caía a chuva intensa que todos desejamos... debaixo de um toldo de esplanada vendiam-se na sua frescura rosas e gerberas.Tão frescas nos cestos de verga que me trouxeram à lembrança uma madrugada de Julho do longínquo ano de 1968.

Nesse ano eu e a minha irmã fomos pela primeira vez a Londres e porque tínhamos visto a My Fair Lady, da nossa lista de lugares a visitar estava o Convent Garden.

O Convent Garden de então não era aquilo em que se tornou depois, era sim um mercado por grosso que abastecia Londres e que portanto começava de madrugada.

O nosso hotel era perto e nós sabíamos que só de madrugada podíamos assistir ao maravilhoso espetáculo da sua abertura.

Levantá-mo-nos ainda noite escura... o Convent Garden na sua estrutura de ferro pareceu-nos pouco iluminado. Lembra-me que nos suscitou algum receio no entanto avançamos... de um momento para o outro sentimos que a Elisa, na figura da Audrey Hepburn, podia a qualquer momento chegar com o seu cesto de violetas!

 

Foi um momento inesquecível.

 

Hoje as flores do Chiado:

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26.11.17

As folhas...


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...não são lixo, li há dias a propósito da limpeza dos jardins, porém isto só é verdade quando essas folhas não são às toneladas!

No Canadá são, e por isso é imperativo que sejam recolhidas antes da neve cair, para segurança dos transeuntes e assim, durante dias, passam por nós camiões enormes, cheinhos de folhas nas cores que caraterizam o Outono que é o deles.

 

Aqui no Areeiro deixo que a romãzeira, o diospireiro, o marmeleiro e até os kiwis se dispam em absoluto e só então as varro ou mando varrer...

 

Agora está assim:

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19.11.17

Case Study: djuntamo*, sabura*


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O bairro ocupa um morro, um privilégio diz o guia Paulo: na passagem  de ano temos a melhor vista do fogo de artifício, desde o lado de Sintra e num ângulo de mais de 180º!

Realmente de um certo ponto, a vista é linda. Duas ruas sobem íngremes e delas um dédalo de ruas estreitas: não há praticamente gente nas ruas, essa gente que está ausente levantou-se ainda era escuro e escuro regressará a casa... A cor da pele e a origem mantém a comunidade coesa e é aqui que o crioulo djuntamo  tem todo o sentido.

Nota-se que as habitações cresceram conforme as necessidades: porque a família cresceu ou porque houve/há que abrigar amigos que vão chegando das terras lá de longe. Os rés-do-chãos abrigam, pequenas mercearias; o cabeleireiro e a cabeleireira peritos nos intrincados desenhos de cabelos; o alfaiate que costura capulanas para homens e mulheres nas cores coloridas  das suas terras... na esquina acima, a vendedora da fruta e legumes, mais além a vendedora do peixe há mais de 20 anos; numa porta mais acima uma ama contratada pela comunidade brinca, num pequeno terraço, com quatro pequeninos de 3ª ou 4ª geração, cujas mães os deixaram aí bem cedo... O nosso guia, leva-nos então ao ponto aglutinador do bairro, o Moinho da Juventude , associação a que os moradores deram corpo e que presta serviços à comunidade: ocupação de tempos livres das crianças, entretenimento para os velhos, cuidados para quem precisa; numa  sala com Wi-Fi, ensina-se quem quiser aprender a usar o mundo virtual...

Perguntado sobre de onde vem o dinheiro para tudo isto, respondeu-nos que há várias  ONGs que com eles trabalham, que há estudiosos sociais que por lá passam...que já “deram” mesmo o seu bairro para cenários de filmes e que tudo isso gera receitas.

Estudiosos sociais passam por aqui, há umas semanas tiveram um grupo de japoneses e segundo o Paulo, que fala inglês, vem gente de muitos outros lugares que querem estudar esta comunidade sui generis, considerada um case study.

 

Todas as actividades culturais fazem parte do  Projeto Sabura  que não abdicando da sua negritude quer ajudar a integração no meio dos brancos...

 

 

*djuntamo - ajuda mútua

 

*sabura - estado de alma (positivo)

 

 

A 3ª ou 4ª geração

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O nosso guia conversando com o Alfaiate

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15.11.17

... e tudo se transforma


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A maior parte de nós lembra-se de ter estudado as Leis de Lavoisier e ninguém esquece a formulação popular da Lei das Massas, “na Natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.

 

Pois bem, é o que está a acontecer com aquelas cabines telefónicas do antigamente, cujo “design” herdamos dos ingleses. É verdade que, quando hoje a grande maioria da população tem um telemóvel elas se tornaram redundantes... e agora já raramente fazem parte do cenário urbano!

Porém, a “lei de Lavoisier”, embora fora do contexto químico aplicou-se-lhe e assim uma antiga cabine telefónica virou (desculpas pelo termo brasileiro) uma micro biblioteca - a Cabine de Leitura da Praça de Londres.

 

Sim, ela funciona no horário afixado que vai mudando de acordo com a disponibilidade dos voluntários que a mantém a funcionar.

 

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11.11.17

Estavam lá...


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Estavam há mais de três décadas na parede do quarto da Patrícia. Fizeram os seus encantos pelos seus 10, 11 anos... eram capas de cadernos que tínhamos comprado em França quando das nossas férias por esses lados.

 

Nessa altura os desenhos de Sarah Kay estavam por tudo o que era destinado às meninas, tal como agora, no tempo da Dianinha, acontece com a Violeta.

 

Acabados os cadernos mandei encaixilhá-los e durante todo este tempo lá estiveram, agora redescobertos vão para a parede do quarto dela.

 

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