Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

No Areeiro e por aí...

No Areeiro e por aí...

30.01.18

A Fonte da Preguiça...


naterradosplatanos

160EC424-EF5D-4A04-AD87-E98157BEC6A0.jpeg

 

 

Já não me lembrava que assim se chamava e quantas vezes, em bicos de pés, nela molhei a ponta dos dedos!


Também para lá do muro que a contém estava o jardim/horta onde a nossa felicidade por vezes habitava. Há muito que quem para essa felicidade contribuiu partiu...
Ainda tenho nos ouvidos a voz doce que nos permitia subir à macieira e simultaneamente nos chamava à razão para os nossos atrevimentos nela penduradas...

 

49CB5AC1-5E8B-42DC-9E89-700F80733F41.jpeg

 

 Hoje, com imensa tristeza, reparei que numa das janelas um letreiro dizia: VENDE-SE!

 

 

24.01.18

“Luffa vines” (colheita de 2017)


naterradosplatanos

As “luffa vines” são plantas subtropicais mas que eu consigo cultivar aqui no Areeiro!

Os problemas que o seu cultivo põe relacionam-se quer com as geadas, que não as deixam semear cedo, com a exigência da rega em verões secos como os do Areeiro e ainda com eventuais chuvas precoces que dificultam o seu amadurecimento.

 

Este ano foi mesmo a chuva que lhe amoleceu a casca e dificultou o descasque, porém com um pouco mais de trabalho ficaram assim:

 

CB6FA139-FBE4-4948-950E-95C15458BF2C.jpeg

21.01.18

Talvez porque é quase Carnaval...


naterradosplatanos

Quando vou ao Porto é certo que vou á Rua de Santa Catarina! Esta rua está ligada á minha infância e talvez seja por isso, mas não só!

Hoje é uma rua sem automóveis, com gente de muitos lados, novos e menos novos, tocadores de música, habilidosos e muito mais a dar-lhe aquela confusão gostosa!

 

Da Batalha desço-a para a subir depois de cruzada a Fernandes Tomás e de novo no sentido contrário. Procuro lojas que já não posso encontrar... a Cacilda de onde vieram os modelos de tantos vestidos que usamos é uma das que há muito desapareceram...

 

Desta vez encontrei algo de novo, o clássico Via Catarina, vestido de rosa “pink”...

Assim:

D3165817-1CD0-411B-B0AF-BBD5C85A8E3D.jpeg

Pelo que lá li, foi o resultado de um concurso promovido pelo mesmo espaço comercial...

 

Mas se Paris tem o seu Centro George Pompidou, porque não há-de ter o Porto o seu Via Catarina, assim fantasiado?

 

Afinal o Carnaval está quase  à porta!

19.01.18

Agora são cinco...


naterradosplatanos

Cinco são agora as pontes que unem as duas margens, no meu tempo de menina e adolescente eram apenas três. Lembro-me de ver a Ponte da Arrábida acabada de construir, a D. Luís que ocasionalmente atravessávamos de carro e a de D. Maria que tantos apertos de coração nos causou!

Esta atravessavamo-la de comboio no vai vem de e para a Faculdade... o comboio rolando a “passo” lento, o som do rodar dos  carris aumentado pela caixa de ressonância que era toda a obra de arte, fazia que a atravessia do Douro nos parecesse uma eternidade!

Acontecia ás vezes que algum passageiro, certamente também com receio,  fazia questão em dizer que a D. Maria há muito estava “fora de prazo” e em perigo eminente!

Como imaginam isto não era nada tranquilizador e durante esses cinco anos que andei para trás e para a frente tive sempre medo de a atravessar...

 

Hoje a Ponte D. Maria não põe já ninguém em perigo uma vez que há muitos anos os comboios deixaram de nela passar...

Hoje está ao abandono e ninguém quer tomar conta dela, apesar de estar na lista das pontes mais bonitas da Europa!

 

De longe fotografei-a e lembrei-me disto tudo...

 

 

47D6FB8E-B75A-4215-9AAF-9D150559990F.jpeg

18.01.18

Clube de Leitura


naterradosplatanos

Pertenço a um clube de leitura, mas, confesso que não sou muito assídua. O meu “andar por aí “ justifica as minhas muitas ausências: umas vezes não estou fisicamente, outras não li o livro proposto, o que para mim professora que fui, corresponde a não ter feito o tpc!

Sim, sei que a Margarida não me iria “ralhar” por esse motivo (e quantas vezes eu o fiz!), mas depois de tantos anos como professora algo fica interiorizado e o não cumprir deixa-me desconfortável!

Porém desta vez, desde que soube que a trama do “romance”, escrevo entre aspas porque não tenho a certeza que o “Montededio” de  Erri di Luca esteja nessa categoria (afinal eu não o li!), se passava em Nápoles, foi motivo para me esforçar para estar presente.

 

( Há uns anos estive em Nápoles, uma semaninha completa, depois de uma outra vez ter chegado e fugido dela... mas agora não dá para contar essa aventura!

Essa semana inteirinha deu mesmo para interiorizar o ambiente e apesar de ser a cidade mais suja que já conheci, compreendo que se diga  “ver Nápoles e morrer”! )

 

A Margarida é quem dinamiza o Clube de Leitura e fá-lo de uma forma excepcional não só porque o prepara muito bem mas porque torna o ambiente muito colababorativo, conduzindo-nos pelos meandros dos livros, confrontando as nossas opiniões, permitindo os nossos devaneios, as nossas interpretações... no fim saímos todos com a sensação de termos aprendido algo interessante.

 

Desta última vez resolvemos, apesar de já estarmos a meados de Janeiro, fazer um jantar de Ano Novo, mas só a meio deste alguém se lembrou que devíamos ter ido comer uma pizza, de preferência uma pizza Margarita já que é a comida típica de Nápoles...

 

Aqui fica a fotografia do nosso último encontro, o próximo será dia 26 de Fevereiro, mas lá vai mais uma vez a minha pessoa faltar!

 

Desculpe Margarida.

 

 

165A3D5D-2A92-409E-A7EF-93AE977E48A2.jpeg

15.01.18

O Areeiro tremeu... (também)


naterradosplatanos

Sentiu-se bem e tive tempo de tomar consciência do que se passava!

Vi as paredes da saleta tremer e sacudir o ar condicionado... já não pensei que fosse um camião que passava como me aconteceu em Montreal. Também não senti medo ao contrário do que senti lá no 20º andar da Sherbrooke Street.

Aqui a casa do Areeiro tem os alicerces em rocha granítica e pensei que isso minimizaria o efeito das ondas...

 

É fantástico o que conseguimos pensar em escassos segundos!!

12.01.18

Chegou um mês depois!


naterradosplatanos

Sabia que tinha sido enviado mas, mesmo sabendo que vinha das antípodas, estava a pensar que se teria extraviado! Afinal ontem lá estava no correio o envelope vindo da Austrália, escrito pela Clélia.

A internet impôs-se e os verdadeiros Cartões de Natal chegam cada vez menos. Este ano só recebi três, o da Clélia e os dois enviados pelos nossos amigos ingleses...

Estes últimos já estão na arca das recordações escritas, e é apenas para “decorar” o post que fica aqui o que recebi hoje.

 

A3F75724-4CB4-4C46-9C4F-8231680B96CE.jpeg

8156B0FD-D83D-41BA-A508-78E7FBE0452B.jpeg

08.01.18

Campo das Cebolas, Porta do Mar... Alfama


naterradosplatanos

Antes da renovação o Campo das Cebolas era um largo velho onde durante os meus tempos de Lisboa, sem as pontes que hoje galgam o Tejo, dava guarida ás camionetas de passageiros que vinham dos arredores e das províncias do Sul. Mesmo depois de lá saírem, para os terminais rodoviários que foram aparecendo, o Campo das Cebolas continuou velho... mas o tempo passou e a Requalificação que sofreu deixou-o lindo!

 

Assim... visto da janela de um 3º andar também renovado, como todas as casas que o envolvem.

 

554DE833-E463-4BE5-973B-184D238C551E.jpeg

 

Depois, entrando pela Porta do Mar, uma escadaria íngreme leva-nos até  um bairro, também ele renovado, onde as casas de cara limpa, maquilhadas de de cores vivas que, cada vez mais, substituem aquelas onde as escorrências dos algerozes e as manchas bolorentas se tornam uma excepção... estamos em Alfama!

Os AL que trouxeram juventude ás ruas e vielas, deram também  vida ao comércio local... até às mercearias de há anos, aquelas de caixotes de fruta e legumes no passeio da rua,  se tornaram agora num bom negócio!

 

E4EE5A7F-843E-4456-BE0C-B0DAFBC28440.jpeg

3B8FAD3E-669E-473B-B705-2C881DFAFC57.jpeg

27ABFA71-88E5-440B-A91C-7037E2C4FCA0.jpeg

 

Pág. 1/2