Segunda-feira, 31.12.18

Como não se sabe...

Festejamos a sua entrada sempre na esperança que nos traga coisas boas... porém só quando chega ao fim podemos aferir como foi o ano que à partida festejámos... muitas vezes o não faríamos se de antemão soubessemos o que ele nos guardava!

Mas como o que não se sabe não se sente lá continuamos a festejar a entrada de mais um!

 

Para quem passa no “Areeiro...”

 

AUGURi ✨🎉❤️

 

publicado por naterradosplatanos às 10:44 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 29.12.18

Há muito que a não subia...

 

 

Pouco saio do Areeiro, ou pelo menos pouco vou para aqueles lados.

Quando aqui cheguei a rua, por todos chamada de Rua do Comércio, era exatamente a rua onde tudo se vendia e claro, tudo se comprava...

Não havia portas fechadas... portas com papeis evitando constatar o vazio que lhe vai dentro, como agora acontece.

 A Rua do Comércio era um verdadeiro centro comercial a céu aberto, cheia de movimento já que tudo aí se concentrava... muitas lojas tinham mesmo filas de espera, como era o caso da loja do Sr. Hermínio.

 

Então os hipermercados apareceram... não é pois de admirar que estes a fizessem morrer aos poucos, pois rua de que falo é íngreme, mesmo bastante íngreme entre o Rossio e o largo do Município onde fica a Sé Catedral.

É certo que não tem automóveis mas nem sempre isso beneficia o comércio se não houver onde estacionar como é o caso, já que as ruas envolventes são igualmente íngremes e estreitas!

 

Hoje, por necessidade, subi e desci a Rua do Comércio, uma “rua fantasma” onde não me cruzei com uma dezena de pessoas e onde um palacete está “FOR SALE”!

 

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publicado por naterradosplatanos às 17:42 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 27.12.18

Só recebi três!

Só recebi três! Sim, eu sei que a internet nos roubou a materialidade dos cartões de Natal!

 

Sim, eu sei que é mais fácil clicar e aí vai, se calhar o mesmo para todos os amigos e “conhecidos amigos” que estão nos nossos contactos... e o serviço fica feito!

 

Como podem estes trazer o mesmo AFETO que aqueles que se escolheram, se escreveram pelo nosso pulso, se meteram num envelope, se endereçaram, se lhe colocou um selo e por fim se meteram no Correio?

 

Além disso não os podemos manusear pois ficam estáticos algures num dos nossos “devices”... Agora, aqueles que chegam pelo correio, que abrimos com curiosidade, que nos trazem aquele cheiro próprio de um cartão, depois puxando-o o sentimos pelo tacto e por fim se nos depara a imagem sempre nova de um motivo de Natal... são incomparavelmente mais afetuosos!

 

Este ano só recebi três, todos eles lindos:

 

O da Fátima em tons de azul brilhante e com selo português

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O do Brian North que nos seus mais de 90 anos nos enviou uma paisagens nevada com selo de Sua Majestade

 

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O da Sophie e do Siamak a três dimensões (como os da minha infância) com o skyline de Londres projetado num céu estrelado, terminando os votos assim

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publicado por naterradosplatanos às 17:21 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 26.12.18

Se calhar eu é que não estou a ver bem!

 

Nos tempos em que não havia peru todo o ano, bolo-rei na maior parte dos meses, rabanadas e filhoses uns três meses antes do Natal, ainda se justificava que houvesse vários pratos e uma mesa cheia de sobremesas. Hoje, do meu ponto de vista, claro está, não se justifica!

Nalguns pratos não se toca, nas sobremesas, em tempos que o açúcar é proscrito acontece quase o mesmo, a não ser que haja uma gulosa como eu!

Talvez eu pense assim porque a tradição me diz pouco e a minha racionalidade negue a necessidade de exageros.

 

Mas concedo que seja eu que estou errada...

 

A mesa estava muito bonita

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E o pudim que a avó Alda nos legou estava lá...

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Sábado, 22.12.18

🎄👑🌟🎼🎁🔔

 

Porque fazer votos Bons só nesta altura? Votos para três ou quatro dias? Parece  apenas uma necessidade de  repetição “destas” palavras escritas por todo o lado, será?

Em todo caso repito a ideia numa língua diferente para não soar tão vulgar:

 

                   MERRY CHRISTMAS!  🎁 

                   HAPPY NEW YEAR  👑

publicado por naterradosplatanos às 08:00 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 21.12.18

Solstício de Inverno

Hoje pelas 22h23m o Sol estará no ponto mais baixo da sua órbita aparente e portanto começa oficialmente o Inverno, astronomicamente falando, claro!

 

Alegrem-se os nossos corações que a partir de amanhã o sol levantar-se-á mais cedo e deitar-se-á mais tarde, mesmo que isso corresponda a breves segundos e portanto será como o povo diz: “No Natal o dia tem mais um salto de pardal e no fim de Janeiro uma hora por inteiro!”

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Terça-feira, 18.12.18

Dói mais quando é pelo Natal...

 

Quando estou muito tempo sem saber de amigas que foram antigas colegas, pelo Natal tenho aquele impulso de lhes telefonar, coisa que fiz durante muitos anos! Ultimamente, muitas vezes já o não concretizava por  medo do que me poderiam de lá dizer...

 

Aconteceu-me ontem pela 3ª vez! Fomos colegas desde o 1º ano da Faculdade, sempre alegre, bem disposta, muito, muito trabalhadora, autora de inúmeros livros escolares...

 

Soube hoje que a Odete nos deixou em finais de Julho.

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Sexta-feira, 14.12.18

Em vidro cor-de-rosa...

 

Uma vez escrevi sobre o serviço de mesa que durante várias décadas tem juntado a família em épocas festivas...

Hoje deambulando pelo meu desorganizado “album digital”, descobri este conjunto de talheres que pertenciam a uma taça onde normalmente se servia a salada de frutas, sempre presente da ceia de Natal!

Não sei se pela sua ténua cor rosada, se pela beleza do design, ou então por raramente irem à mesa, exerciam um enorme fascínio sobre mim!

Há uns anos encontrei no fundo de uma gaveta, estas peças já únicas (faltavam todas as outras colherinhas), e pedi-as à minha mãe...

 

Guardo-as ainda cheia de encantamento!

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publicado por naterradosplatanos às 12:22 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 13.12.18

Eu sempre tive uma má relação com o Natal!

 

 

Este “sempre” não é um exagero já que a boa relação com ele tivesse ido, quando muito,  até aos meus 8, 9 anos! 

Pensando bem, durou ainda menos pois terá  ido desde que comecei a saber da existência do Menino Jesus, até à desilusão de saber que não era ele que nos trazia todos aqueles presentes!

 

 Nesse intervalo de tempo a relação era de encantamento, depois veio a fase do não questionar: era Natal, havia presépio e árvore e presentes - sem julgamento!

 

Entretanto fiquei adolescente e comecei a pensar por mim, a aperceber as diferenças entre os nossos Natais e os Natais dos menos privilegiados... algumas “dores de cabeça” dei ao Sr. Padre Campos, meu professor de Religião e Moral, com a minha argumentação!

 

A Faculdade trouxe-me consciência social e desde aí os Natais passaram a ser épocas difíceis...  sempre pensei que quem já era feliz mais feliz o era no Natal e os outros, os que se sentiam infelizes: os sós, os doentes, os abandonados, seriam certamente mais infelizes... e isto mexia comigo!

 

Já mesmo depois de ter filhos, tive Natais em que me senti muito deprimida, desinteressada de todo o aparato natalício... mesmo sem o consumismo de hoje!

 

Sorte tiveram os meus filhos já que tinham uma avó muito criativa e sempre desejosa de inventar... e onde invariavelmente passávamos os nossos Natais!

 

Tenho a certeza que os Natais passados em casa da avó Alice nunca lhes deram tempo para tomar consciência do desinteresse da mãe!

 

Hoje, não sei se estarei muito melhor!

 

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publicado por naterradosplatanos às 09:19 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Terça-feira, 11.12.18

Estes e outros Natais...

 

 

Os “outros” Natais, que foram os meus e até os dos meus filhos eram escuros lá fora... a luz estáva no interior das casas: emanava da lareira e da Árvore de Natal,  e foi assim durante muitos anos! Também as figuras do presépio estavam ao abrigo do frio de lá de forma porque debaixo da Árvore ou naquela prateleira!

 Porém, a certa altura demo-nos conta do aparecimento dos Pais Natal a tentar subir as varandas nuns casos, noutros, Meninos Jesus despidinhos da sua roupa, pendurados nas janelas!  Se os primeiros pareciam querer ir partilhar o calor da família, estes outros parecia que tinham sido deliberadamente postos fora desse aconchego!

Este ano não vi nem uns nem outros, possivelmente ou a China os não produziu ou ficaram fora de moda!

O que eu tenho visto por aí, são Natais que brilham nas ruas, os Natais que nos aquecem com o “hot vine” e nos perfumam o ar com os crepes de Nutella; os que trazem em família, os grandes e os pequenos a patinarem nas pistas de gelo que,  não sendo como a do Rockefeller Center, fazem a felicidade da miudagem e até de muitos ousados adultos.

 

Este ano as renas dominam, pelo menos  nos sítios por onde passei e sempre luminosas e elegantes!

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publicado por naterradosplatanos às 18:53 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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