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No Areeiro e por aí...

No Areeiro e por aí...

19.04.12

No Areeiro… indignada!


naterradosplatanos

 

Não sou alentejana e apesar de no Alentejo viver há quase 38 anos não sinto que o seja de coração. Gosto de viver na minha casa que calhou ser no Alentejo, mas não me identificando propriamente com ele, não suporto que apouquem esta gente! Talvez por isso sempre achei de mau gosto as anedotas que contam acerca dos alentejanos.

 

Aqui conheci gente simples que muito prezoo, alguma que trabalhou em minha casa outra ainda que faz parte da vizinhança. Toda esta gente simples sempre foi simpática comigo e continuamos com ela a ter boas relações…

 

Esta gente simples de que estou a falar toda ela é analfabeta, são mulheres e homens hoje por volta dos 70 anos e que nunca foram à escola. Assim todas estas de que falo não sabem sequer assinar o seu nome, fazem contas de cabeça mas não as sabem passar ao papel.

Toda a sua infância foi a trabalhar pois, além das escolas serem longe, o trabalho das crianças não era de desperdiçar. A maior parte criou-se nos “montes” ou lugares afastados da cidade e os transportes, como hoje os concebemos, não existiam.

Não tiveram bonecas e as bolas dos rapazes eram de trapos, as refeições, sopa e pão e algum mimo só nas festas…

E qual a razão da minha indignação?

 

Este anúncio que  a “Compal” trouxe para o lançamento de um novo sumo!

 

 

 

 

Leiam com atenção:  Amêcha Rainhã Cláudiã do Alêntejo !

 

Como é possível que alguém tenha proposto este anúncio infame e alguém o tenha aceite?

 

Estou a pensar em fazer chegar o meu protesto à  Administração da Compal e para isso só preciso de verificar se estas embalagens continuam à venda, já que a fotografia foi tirada exatamente na semana da Páscoa.

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