Quinta-feira, 14.06.18

Deixemos por agora a Baixa para os turistas...

... e regressemos lá para o inverno.
Como se sabe e alguns se queixam, agora as ruas são deles...Hoje por duas vezes  empregados de esplanadas se me dirigiram em francês, talvez pela minha mochila e ar descontraído, confundiram-me com uma turista!
Realmente agora, pelo que se lê, os franceses também já nos descobriram e assim a sua língua ouve-se quase tanto como o inglês, o que até agora não era comum. O que também constatei e com pena, foi que lojas que eu conhecia desapareceram e no seu lugar estão  pastelarias, restaurantes, lojas de “souvenirs”! Disso  também não gosto, mas parece ser a evolução natural dos sítios turísticos... nada a fazer!
 
Esperemos um próximo inverno menos chuvoso para então nos passearmos pela Baixa lisboeta de forma mais tranquila.

 

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Quarta-feira, 13.06.18

Polinizando...

No caso dos maracujás a Natureza não foi muito inteligente já que a parte feminina e a parte masculina  da flor estão de “costas voltadas”! Assim a polinização torna-se muito difícil se não houver abelhas e sobre tudo abelhões que pela sua dimensão consigam por o pólen  nos estiletes, que estão elevados em relação aos estames!

Como nem sempre os insetos são em número suficiente, os conhecedores aconselham que se faça uma polinização manual já que se as flores não forem fecundadas, caem ao fim da tarde!

Assim sendo, esta tarde eu fiz o serviço dos abelhões e por lá andei tirando polén de uma flor para a seguinte, desta para a outra é assim sucessivamente.

Para a semana repito a tarefa... lá para Outubro serei recompensada!

 

Aqui ficam as flores “passiflora”

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Segunda-feira, 11.06.18

Papoilas

Espreitando de cima do muro quem passa em baixo...

 

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publicado por naterradosplatanos às 21:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 10.06.18

Na Feira de Estremoz

A feira de Estremoz, acontece todos os sábados, é  uma feira à maneira antiga, quero eu dizer que nela não se vende roupa nem calçado! Porém as bancas são muitas: produtos verdes, frutos secos, queijos, fumeiro, depois as velharias, e as carrinhas que trazem os hortos até quem tem horta ou uma simples varanda... Eu comprei um pé de maracujá já que os que semeei há dois meses ainda não nasceram e os que tenho estão a ficar velhos.

Porém do que eu mais gosto é daquele feirante que vende fruta ao balde  sempre ao preço de 3.5€ (se não quisermos trazer o balde são só 3)!

Hoje compramos-lhe alperces maravilhosos, da última vez anonas  que era o  que também procurávamos, mas que já não havia. 

aqui disse que em Montreal a fruta muitas vezes se vendia não a peso mas em volume ou seja, ao litro! Das primeiras vezes achámos esquisito mas, refletindo sobre uma coisa que á primeira vista parecia disparatada,  chegámos à conclusão que era por economia de esforços, ecomia de tempo e “tempo é dinheiro”!

Vejamos, vender ao quilo  implica acertar o peso, por mais uma pera ou uma maçã, um alperce ou uma ameixa e como é difícil conseguir um peso exato, há que calcular o valor monetário respetivo, o que corresponde a outra operação... assim metendo a fruta em caixas  com a a capacidade decidida, normalmente um, dois litros, não há que pesar, é só colocar  o preço!

 

Este vendedor também descobriu isso!

 

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Domingo, 03.06.18

O Castelo de Silves e as aulas de Geologia

 

Subindo a rampa que a ele nos leva, as minhas memórias recuaram décadas e de repente vi-me na aula prática de Geologia, na hoje vestuta Faculdade de Ciências... em frente um tabuleiro cheio de pequenas caixas metálicas que continham aquilo sobre o que nos devíamos debruçar...  de uma delas “salta” o Grés de Silves!

 

O Castelo de Silves é totalmente feito neste arenito vermelho, rocha há milhões de anos erguida do fundo do Oceano e dominante por aqui.

 

Mudando de mãos, entre muçulmanos e cristãos, reconstruído diversas vezes, lá continua excepcionalmente bem mantido no cimo de uma colina, na Serra Algarvia, rodeado de pomares de laranjeiras.

 

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 O prospecto junto com o bilhete

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publicado por naterradosplatanos às 19:18 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sábado, 02.06.18

Pendurezas com fins bem diferentes

 

 

 

Este ano o Inverno entrou pela Primavera e se assim continuarmos parece que a Primavera vai entrar pelo Verão! 

Como tal, tudo no Areeiro está atrasado pois o ano passado por esta altura já estava a colher cerejas! 

Por um lado não é assim tão mau porque ainda fui a tempo de, em vez de as tratar com algo químico para a mosca do Mediterrâneo (vulgo mosca da fruta) pus umas armadilhas biológicas que me aconselharam mas que no entanto nunca experimentei. Veremos se resultará.

 

As ditas armadilhas biológicas são simples de fazer, usam-se garrafas de PET, das de água ou refrigerantes e perfuram-se a uns 5cm do fundo até ao gargalo. Em seguida deita-se vinagre de cidra até à primeira linha de furos e de seguida penduram-se nas árvores a proteger... assim:

 

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É suposto que as moscas da fruta entrem nos buracos e se afoguem no vinagre! Na realidade uma hora depois de as colocar fui espreitar e já lá havia a boiar uma boa dúzia.

 

 

Porém, além desta “pendureza” útil mas desengraçada, no jardim do Areeiro há também estas, penduradas no jacarandá que também está atrasado na sua floração azul...

 

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publicado por naterradosplatanos às 20:10 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 01.06.18

Onde há balões há crianças...

 

Os balões são o fascínio de qualquer criança, sempre o foram e o são, no futuro não sei...

Os balões da minha infância e até dos meus filhos eram diferentes dos de hoje e por isso à felicidade de ter um, logo vinha a tristeza por se ter subitamente rebentado!

 Os balões de então eram bem coloridos mas frágeis, além disso eram apenas simples balões atados por um fio e nada de se elevarem no ar... roçar no chão ou num arbusto, por descuido, e a felicidade desaparecia num estrondo!

 

Os de hoje têm as caras dos heróis que a televisão lhes impõe e outros que, como o Rato Mickey, são imortais. Confesso que além deste, da Mini, e do Homem Aranha os outros ultrapassam-me! 

Estes balões em que a  personagem é relevante na escolha, têm a vantagem de se manterem no ar não rebentando facilmente, apenas vão murchando...  depois, acabam os seus dias no canto do quarto das crianças que tornaram felizes,  até a mãe de cada uma delas se lembrar de o por na reciclagem... presumo eu.

 

Estes balões estavam presos num carrinho e o bebé ainda não tinha idade de exigir um, á mãe que os vendia!

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publicado por naterradosplatanos às 23:35 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 29.05.18

Um dia no papel de turistas

 

O autocarro 728 vai da Estação do Oriente até ao Restelo, sempre contornado o Tejo pela tal Lisboa “feia” de que falei e só em Santa Apolónia entra na Lisboa de ar limpo e amplo... o caminho de ferro ficou para trás e isso explica tudo.

O 728 atravessa agora o Terreiro do Paço e a enorme praça amarela, pelas nove horas, está já cheia de turistas... nós senti-mo-la de dentro do autocarro que continua até ao Cais do Sodré...

Até aqui, veio praticamente vazio como é próprio de um domingo de manhã...  então acontece a “invasão”, não erro se disser que uma centena de turistas entram e se comprimem uns contra os outros... Santos, Alcântara, Belém sem qualquer possibilidade de mais alguém entrar! Nós, sentados no nosso lugar ia-mos apreciando toda aquela gente: os olhos oblíquos e a língua, não nos deixavam dúvidas dos que vinham de terras longínquas, mas também havia “nuestros hermanos” daqui ao lado, italianos, franceses e uma grande maioria da língua que se vai tornando universal.

Os Jerónimos aproximam-se, o autocarro pára e uma golfada de gente sai no seu destino pré determinado...

 

Nós que só estávamos a “fingir de turistas” virámos em sentido oposto  e logo ali, numa esplanada bem perto e ainda sem multidões... fomos sim, cumprir o ritual do pastel de nata!

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publicado por naterradosplatanos às 08:58 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Segunda-feira, 28.05.18

A mochila...

 

Uso sempre mochila e por isso tenho várias, umas mais refinadas, outras de turista, amplas, que “esticam” na medida que levam sempre mais alguma coisa: casacos, lanche, garrafa água, os jornais e mais o que se vai adquirindo pelo caminho.

Porém esta que vos mostro e que me foi oferecida pela Fátima é pequenina e muito leve... uma mochila adequada aos nossos périplos onde só vai o porta-moedas, o passe e a identificação.

 

Gosto imenso dela!

 

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publicado por naterradosplatanos às 21:45 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 26.05.18

Lisboa também tem sítios feios!

 

Hoje com outra companhia que não a da Fátima, fui continuar a descobrir lugares de Lisboa que desconhecia... Stª Apolónia, Madre de Deus, Xabregas... É a Lisboa “afastada” do rio, a Lisboa que a linha férrea não deixa brilhar! 

Como parecer ser norma, em muitas das grandes cidades, estas também são áreas desinteressantes...parece que o vai-vem dos comboios lhe suga qualquer hipóteses de terem a chance de se embelezarem!

 

A única coisa interessante que se nos depara é este mural que me parece representar o Adamastor!

 

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