Domingo, 14.10.18

Quem amamos devia ser eterno!

Tive uma infância muito feliz e muita, muita dessa felicidade lha devo...

Quando regressava da faculdade havia uma mala pequena, que sabíamos que tudo o que lá vinha era para nós...

Era uma espécie de mala mágica que se abria e que nos parecia iluminar-se...de lá saiam umas vezes bonecas, outras vezes reluzentes trens de cozinha, depois puzzles, mais tarde livros e mesmo uma bicicleta chegou pelo correio de então...

 

Crescemos, certo que a nossa adolescência foi longe dela mas sempre havia alguma surpresa que nos chegava!

Depois voltamos a tê-la por perto e com todo o carinho nos recebia... até aos últimos dias que esteve entre nós, teve também toda a nossa ternura!

 

Faria hoje 95 anos e daqui a dois dias, dois meses que os seus olhos verdes se fecharam para sempre!

 

publicado por naterradosplatanos às 08:39 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sexta-feira, 14.10.11

Do Areeiro... para alguém muito especial

 

                                                                  

        

  

Hoje faz 88 anos a minha tia e madrinha que eu melhor poderia classificar de ter sido, durante a minha     infância,tal como nas histórias a minha “fada madrinha”!!

 A ela devo muitas das grandes alegrias do meu tempo de menina…

Com que ansiedade esperávamos o seu regresso da faculdade pelo Natal, pela Páscoa e depois nas férias grandes! Lembro-me perfeitamente de uma pequena mala preta de onde a nossa “fada madrinha” tirava as panelinhas, as frigideiras, as cafeteirinhas que pareciam de prata aos nossos olhos de criança…também o primeiro boneco de celulóide, jogos e aquelas caixinhas de cubos que nos permitiam construir imagens, já na altura com desenhos de Walt Disney… Também não posso esquecer que foi com ela que fomos pela primeira vez ao cinema ver a Cinderela e de uma outra vez o Peter Pan… Seguiram-se os livros e já mais tarde até uma bicicleta que obviamente serviu para os quatro, também com ela esfolarmos os joelhos... O que resta disso tudo? Como é evidente nada disso atravessou os tempos com excepção de um tesouro que guardo preciosamente e que está documentado na fotografia que abre este post.

 

  

  O FEITICEIRO DE OZ foi-me oferecido quando eu fiz oito anos e iniciava então a 3ªclasse. Veio pelo correio, embrulhado em papel pardo atado por um fio como era então costume … Ao abri-lo lá estava a letra da minha madrinha que com toda a ternura me queria iniciar na leitura.

 

 O livro era concebido exactamente para crianças manipularem e para ser duradouro, as capas eram duras, as folhas em papel bem grosso, a letra bem grande, as linhas espaçadas… Porém apesar do seu aspecto físico robusto não conseguiu sair incólume de quatro pares de mãos que durante algum tempo o disputaram! Assim a minha mãe lá teve que resolver o problema colocando-lhe uma lombada de pano que, como podem ver, ainda hoje mantém!

 

Quando às vezes nesses inquéritos mais ou menos tontos publicados em revistas dos jornais de fim de semana perguntam: em caso de incêndio em sua casa o que salvariam? Eu pondo a pergunta a mim mesma e não tenho dúvida que o que eu salvaria seria o Feiticeiro de Oz e os Diários que, durante 17 anos de viagens pela Europa, os meus filhos escreveram!

 

Isso nenhum seguro cobriria pois ambos seriam irrecuperáveis e com eles iriam um bocado de mim!

 

 

Aqui vai a sua dedicatória e alguns dos desenhos que a mim e à minha irmã  maravilharam!

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naterradosplatanos às 06:00 | link do post | comentar | ver comentários (14)

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