Quinta-feira, 22.03.18

A(s) outra(s) Miami(s)

 

Um dos privilégios de viajar em autogestão é precisamente vermos o que não nos seria mostrado. Assim, para vermos o que não veríamos é meter-mo-nos num transporte público que nos leve à periferia e apreciar o que vai passando aos nossos olhos.

Miami tem um sistema de transportes eficiente e muitos são mesmo grátis... não vou explicar aqui porque o Google explica melhor!

 

Apanhámos o Trolley via Little Havana, os trolleys são grátis e assim uma espécie de autocarros antigos de bancos de madeira que servem por sua vez todas as estações das linhas aéreas que cruzam Miami.


A direção era Norte e portanto passaria em Little Havana, bairro cuja dimensão nada tem a ver com os nossos, já que se estende por milhas.

Aqui é outro mundo, um mundo que contrasta em tudo com o estereótipo que temos de Miami. As casas simples, algumas com aspeto pobre... embora a todas elas lhes tenha sido atribuído um jardim a rodeá-las, esse jardim não o é: a relva ou está seca, ou já não existe! Neles tudo o que parece não servir dentro de casa, acumula-se alí!

Aqui, ao contrário de áreas como Coral Gables, Key Biscayne, North Beach... o comércio é florescente numa mistura de actividades: ao lado da joalharia está a garagem que muda óleo ou pneus, pegada a esta está a frutaria , a loja de brica-bracs, o restaurante de comida ceroula...

Entretanto o trolley chega ao fim da linha, não precisamos de sair... a viagem recomeça no sentido inverso, agora detenho-me em quem entra e quem sai, reparo que nós somos os únicos não hispânicos e que o condutor e os utentes são uma espécie de família alargada - buenos días a todos- diz o velhote que entra apoiado numa bengala e que sairá na paragem mais além para o hospital. Entre eles os passageiros conversam... novo stop e desta vez é o condutor que cumprimenta - buenos días señorita - ela responde com um gracejo fazendo-lhe lembrar a sua carapinha branca...

 

Apesar da extensão do percurso que no ir e vir demorou hora e meia (os trolley andam de vagar e por vias menos rápidas) reparo que o condutor parece conhecer toda a gente e também só a língua espanhola!

 

 

 

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Ao fundo os arranha-céus...

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A “família” do condutor...

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publicado por naterradosplatanos às 16:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 20.03.18

Miami: quantidade de vida vs qualidade de vida

 

Quando falamos de Miami vem-nos á ideia a o ambiente idílico em que as cenas dos filmes decorrem. Sim, há esses ambientes nas ilhas da baía onde os famosos têm as suas casas... e vista dessa mesma baía, a cidade com os seus arranha-céus, é linda!


Porém vista por dentro, a grande cidade não tem nada de belo, as ruas estreitam-se pelas alturas dos mesmos arranha-céus, há obras permanentes, há buracos, há trânsito... muito trânsito.


Miami não tem ruas bonitas, como tem Londres, Paris ou qualquer capital europeia. Em Miami as lojas chiques que dão “glamour” ás cidades, estão a quilómetros do Centro, no Design District, onde a moda, a arquitetura e a restauração têm o seu apogeu, num verdadeiro concentrado de riqueza!
Assim, porque tudo é longe um carro é indispensável, mesmo que seja para comprar a maior banalidade.

As diversões, passeios de barco, mergulho as águas tropicais, os museus,  visitas aqui e ali tudo exige portanto um esforço extremo pela sua lonjura.

 

Como é a 3.ª vez que aqui estamos e desta vez já com o automóvel entregue, ao contrário das outras duas, apercebemos melhor como as distâncias aqui na cidade são desmesuradas e o que parece, no mapa, estar logo ali, está a quilómetros de distância!

 

Muita desta gente que aqui vive e que aqui trabalha, terá “quantidade de vida” porque a cidade é próspera, mas certamente essa vida não terá qualidade!

 

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publicado por naterradosplatanos às 09:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 07.03.12

E por aí… amanhã é o último dia por aqui!

 

Ao contrário de que costumo fazer hoje vou falar do sítio: Miami.

 

      

Bem diferente de outras  grandes cidades, aqui os arranha-céus não fazem sombra uns aos outros e muito menos tornam as ruas sombrias, porque são  espaçados e as ruas e avenidas muito largas. Depois há o mar, melhor o Atlântico que aqui é azulado, ao longo do qual podemos passear num passeio ladeado de palmeiras extremamente bem tratadas. A cidade é ampla, os edifícios claros, o trânsito ordenado e a cidade escrupulosamente limpa, mesmo nos sítios mais afastados do centro.

Na rua circulam gentes com vários tons de pele, o inglês mistura-se com o espanhol a todo o momento e o ambiente é calmo e relaxado, easy going,  calmado y relajado,  conforme a língua!

As pessoas são simpáticas e cumprimentam a todo o momento e muitas vezes perguntam de onde somos.

Ontem enquanto esperávamos que uma ponte levadiça, sobre um braço de mar, baixasse um ciclista pergunta-nos: where are you from? Quando respondemos Portugal disse-nos: nunca lá estive mas sei que é bonito e tem boa comida e que agora o governo anda com problemas de e fez aquele gesto que é capaz de ser universal para exemplificar o dinheiro! Acrescentou que é suíço mas que vivia há 22 anos em Miami… entre tanto a ponte desce, o transitorestabelece-se, um aceno de mãos e o bye de sempre entre uma troca de sorrisos mútuos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por naterradosplatanos às 03:27 | link do post | comentar | ver comentários (6)

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