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No Areeiro e por aí...

No Areeiro e por aí...

16.11.20

Nunca ninguém me ofereceu flores🌹...


naterradosplatanos

Anos, uns 50, passou pela designação de “ criada de servir”, depois de empregada doméstica... hoje não sei qual é a designação.
Durante esses 50 anos foi sempre considerada por quem ela serviu, mas um dia a família de que ela foi fazendo parte também partiu!
As poupanças de uma vida permitiram-lhe ter um lar seu, à sua medida: pequeno mas confortável, sem que lá nada faltasse mas também com alguma solidão. Solidão que matava em frente ao ecrã e nas lides caseiras...
A Maria era, apesar de uma 3.ªclasse, capaz de compreender o mundo que o ecrã trazia até si e mesmo argumemtá-lo!
A minha irmã visitava-a com frequência e nessa frequência ia sempre um mimo. Um dia resolveu substituir os bombons, as bolachas, os grãos de café, ou as tisanas por uma rosa!
 
A reação foi inesperada: - Menina Leninha, nunca até aos dias de hoje, alguém me tinha oferecido flores!
 
Ontem a Maria, a quem eu também devo algumas amabilidades deixou-nos! 🥀

 

 

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18.09.19

A rosa...


naterradosplatanos

 

Sim, a rosa, não uma rosa, pois não é uma rosa qualquer!

Este botão de rosa, tal como o vêem foi-me dado pela Monica, minha amiga italiana, da última vez que estive em Udine, precisamente no Maio passado.

Garantiu-me a Mónica que é um botão de rosa verdadeiro que foi conservado de uma forma especial para se manter assim “indefinidamente”!

Realmente já tem quatro meses e está como no dia em que mo deu!

Aqui há uns dias voltei a observá-la para ver se já havia sinais que contradissessem esse indefinidamente mas não, a frescura é a mesma! Então resolvi (o que há muito me apetecia mas que não tive coragem), com a ajuda de uma pinça, retirar um bocadinho de uma das pétalas...realmente trata-se mesmo de uma rosa!

Bem tentei, no lugar do costume, encontrar informações sobre o assunto mas não consegui nada... resta-me esperar para ver o que acontece!

Direi então alguma coisa.

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10.02.18

Suburbanos, sem desprimor...


naterradosplatanos

Muitos dos jardins daqui do bairro têm pouca “classe”, isto não quer dizer que não estejam cuidados, quer dizer apenas que as donas/donos plantaram sem critério. Plantaram sem atender às cores, às alturas, ao volume que irão a adquirir... assim o aspeto é de uma amálgama de “vegetais” que mesmo floridos não têm graça.

No entanto hoje, num deles fotografei esta rosa pendurada num fino galho, que talvez já devesse ter sido podado!

 

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