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No Areeiro e por aí...

No Areeiro e por aí...

21.12.19

Fá-lo-ei todos os Natais...


naterradosplatanos

 

... e terei sempre saudades imensas de quem o fazia!

Era sempre um ritual todos os Natais e a sua feitura era sempre “a olho”!

E a mãe dizia: mais um pouco de leite, mais um golinho de Vinho do Porto... e se acrescentássemos mais um ovo, a manteiga parece-me bem... não nos podemos esquecer da canela! As frutas cristalizadas, as passas e as nozes eram sempre em grande  quantidade. Depois com perfeição untava a forma e por isso nunca o desenformar foi problema. A decoração ficava sempre a meu cargo!

 

Como, nesta época, não hei-de ter saudades dela, ela que era minha sogra mas para quem eu era uma filha e ela para mim uma mãe?!

 

Porque nesta época as saudades são maiores, eu não gosto, assumidamente do Natal!!!

 

 

Nota: a fotografia tem a receita que eu pacientemente quantifiquei. Experimentem e verão que é delicioso.

 

 

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01.09.18

Tão longe... mas á distância de um click!


naterradosplatanos



Hoje este post não é um “Diário do nada”, antes pelo contrário, já que senti certa emoção pela cena que se desenrolou ao meu lado.


Era um adulto jovem, quando me sentei debruçava-se sobre um telemóvel e dele “saía” a figura de uma mulher negra, jovem também, á roda da qual brincavam duas crianças pequenas, num terreiro poeirento...
As palavras, ditas entre eles, não percebi já que de crioulo se tratava... O metro que nos levava entrou mais fundo no túnel, o sinal perdeu-se e o ecrã do telemóvel ficou negro...

Tudo isto, visto pelo canto do olho, fez-me pensar em saudade(s)...

23.04.16

Gostava que o céu existisse


naterradosplatanos

Ontem e hoje, faz muitos anos que perdi pessoas que me fizeram feliz, que me deram carinho, que me compreenderam, que me ensinaram sem saberem, muitas das coisas que hoje sei transmitidas por elas.

Passados tantos anos não consigo ainda falar da minha avó, como se isso me fizesse consciencializar da realidade que é. Do meu pai tenho saudades sobre tudo do tempo em que eu era menina e ele o pai que contava histórias, nos levava ao campo ao domingo e nos deixava sujar... do tempo que nos levava a conhecer outros lugares que não aqueles em que nasci...

 

Gostava, sim, que o céu existisse para um dia os abraçar de novo.